Criação de emprego público praticamente estagnada no 2º trimestre de 2018

O saldo de entradas e saídas de empregados no Estado em sentido lato, quando comparado com o trimestre imediatamente anterior revela que uma criação de emprego público praticamente estagnada no 2º trimestre de 2018. Foram 904 os novos postos de trabalho criados entre o 1º e o 2º trimestre de 2018. Note-se que no trimestre anterior tinha crescido 5.085 face ao último trimestre de 2017.

Já se a comparação for com o período homólogo, o cenário é substancialmente diferente dado que havia no final de junho de 2018 mais 7.304 empregados no Estado do que no final de junho de 2017.

 

Como compara com o final de 2011?

Na comparação com o final de 2011 que a DGAEP mantém desde o início destes boletins regulares, a queda de funcionários públicos em sentido lato é de 7,2% (menos 52.465 empregados).

Um dado curioso da comparação com 2011 é que entre os Serviços e Fundos Autónomos (que tipicamente não incluem funcionários com contrato em funções públicas e que possuem fontes de financiamento alternativas ao Orçamento de Estado, como taxas e afins) registou-se uma recuperação quase total de efetivos desde 2011 (faltam 0,2% que correspondem a 404 trabalhadores).

Fonte: DGAEP

Já no Estado (Administração Central), com contratos em funções públicas, o défice face ao final de 2011 é de 10,9% faltando 37.354 face ao que eram os quadros no final de 2011. O Ministério da Educação (-18.848) e o Ministério da Defesa (-8.468) foram os que mais efetivos perderam na Administração Central – Estado, seguidos a alguma distância do Ministério da Saúde (-1.464). Note-se que uma análise em termos relativos revelaria resultados bastante diferentes. Por exemplo, o Ministério que perdeu mais efetivos face ao total dos seus quadros foi o Ministério do Ambiente (-37,4%), seguido do Ministério dos Negócios Estrangeiros (-26,5%) e do Ministério da Defesa (-20,5%) o único que surge nos dois rankings, o absoluto e o relativo.

A Administração Regional e Local regista uma perda de efetivos em linha com a média global do Estado como um todo: 7,2%.

 

Detalhes sobre o 2º trimestre de 2018

No boletim estatístico sobre o Emprego Público (que abrange mais do que os funcionários públicos clássicos incluindo, por exemplo, empregados com contrato individual de trabalho) do 2º trimestre de 2018, foram identificados 675.320 trabalhadores com algum tipo de vínculo ao Estado dos quais 513.258 eram funcionários da Administração Central e 151.866 da Administração Regional e Local.

Se tentarmos perceber onde se registaram os aumentos de efetivos entre junho de 2017 e junho de 2018 (um aumento de 7.304 empregados) constatamos que o maior aumento absoluto ocorreu na Administração Local (+2.865 efetivos) seguido de perto pelo Ministério da Educação (+2.837 efetivos), na terceira posição a larga distância surge o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que aumentou em 945 o emprego público no espaço de um ano. O Ministério da Saúde surge na quarta posição com um aumento de 812 efetivos no espaço de um ano.

 

Pode encontrar muito mais detalhes, nomeadamente sobre a evolução das remunerações ou do emprego por carreiras e categorias consultando a síntese estatística do emprego público do 2º trimestre de 2018.

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