Clima económico estabiliza e consumidores estão menos confiantes no início de 2018

Indicador de Clima Janeiro 2018

Os consumidores estão menos confiantes no início de 2018 em três das quatro variáveis apuradas pelo INE, destacando-se pela positiva as prespetivas de evolução do emprego. Entre as empresas há andamentos muito diferentes de setor para setor.

O primeiro mês de 2018 chega ao fim e o INE divulga as suas primeiras estimativas relativas aos Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores revelando que o clima económico estabilizou e que os níveis de confiança dos consumidores diminuíram entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018. Para a estabilização do clima económico concorreram andamentos em sentidos contrários nos vários setores. Assim, enquanto que na Construção e Obras Públicas e nos Serviços os indicadores de confiança aumentaram, na Indústria Transformadora e no Comércio diminuíram.

Esta estabilização do indicador de clima surge depois de alguns meses de degradação dos níveis de confiança dos empresários. De facto desde o pico local da série entre julho e setembro de 2017 têm-se registado algumas quedas e estabilizações, parecendo estar a registar-se uma tendência descendente, mas ligeira.

Indicador de Clima Janeiro 2018

Indicador de Clima Janeiro 2018
Fonte: INE

 

Para mais detalhe recomenda-se a leitura do destaque do INE. Nas próximas linhas reproduz-se o sumário executivo da publicação com sublinhados nossos.

 

A diminuição do indicador de confiança dos Consumidores em janeiro refletiu os contributos negativos das perspetivas relativas à evolução da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar e, em menor grau, da poupança, verificando-se um contributo positivo das perspetivas relativas à evolução do desemprego.
O indicador de confiança da Indústria Transformadora diminuiu em janeiro, interrompendo o perfil ascendente iniciado em junho de 2016. No mês de referência, o comportamento do indicador deveu-se ao contributo negativo do saldo das perspetivas de produção, uma vez que as apreciações sobre a procura global e as opiniões relativas à evolução dos stocks de produtos acabados contribuíram positivamente.

O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas aumentou em janeiro, contrariando as reduções observadas nos três meses anteriores. A recuperação do indicador refletiu o contributo positivo de ambas as componentes, perspetivas de emprego e opiniões sobre a carteira de encomendas.

O indicador de confiança do Comércio diminuiu ligeiramente em janeiro, após o aumento observado em novembro e dezembro, verificando-se um contributo negativo das opiniões sobre o volume de vendas e sobre o volume de stocks, enquanto as perspetivas de atividade contribuíram positivamente.

O indicador de confiança dos Serviços aumentou em janeiro, após ter diminuído no mês anterior, em resultado do contributo positivo das opiniões sobre a atividade da empresa e das apreciações sobre a evolução da carteira de encomendas, mais significativo no primeiro caso, uma vez que perspetivas sobre a evolução da procura contribuíram negativamente.

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