Atrasos na emissão de pensões – Segurança Social reforça quadros

Os atrasos na emissão de pensões (como as de velhice), afetando com particular significado pensões cujas peculiaridades implicam confirmações que saem dos casos mais padronizado, continua a ser uma questão a preocupar as autoridades e os beneficiários que assim permanecem vários meses sem receber a prestação a que têm direito.

Destaque-se que as confirmações dos pedidos são tidas como indispensáveis para que haja eficácia no combate a situações de fraude. Uma tarefa tanto mais complexa quanto maior tem sido a instabilidade dos períodos mínimos contributivos que dão direito a pensão e dos regimes de pensões existentes e procedimentos de arquivo da informação ao longo dos últimos 50 anos, para dar apenas alguns exemplos.

O problema havia já sido alvo de notícia em agosto de 2017 (ver peça no Dinheiro Vivo) tendo na altura, justificado o reforço dos quadros no Centro Nacional de Pensões. O PCP, na altura, indicava conhecer situações em que o período de espera pela pensão chegava a atingir, nos casos mais extremos os 14 meses.

Nas última semana recebemos relatos de vários casos concretos onde a demora se aproxima do um ano de espera pelo que a situação estará ainda longe de estar resolvida.

Pela positiva destaca-se que a Segurança Social tem vindo a reforçar significativamente a sua capacidade de resposta através do centro de atendimento telefónico (reabertura do call center de Castelo Branco).

Merece ainda destaque a nota de que os gabinetes do Centro Nacional de Pensões estão eles próprios em vias de ver o seu contingente reforçado naquilo que se afigura ser uma peça crucial para que precisamente as situações mais complexas e que acabam por sofrer demoras pouco abonatórias no seu processamento venham a entrar num padrão de resposta da Segurança Social mais condigno para os beneficiários.

Sobre as pensões de 2018 não deixe de ler:  Pensões 2018: valores oficiais.

5 comentários sobre “Atrasos na emissão de pensões – Segurança Social reforça quadros

  1. Estão me darbalhe ou que ? Onde é que atendem o telefone farto me ligar para lá para marcação e nada com o deste mês já me devem 1,081 já me deviam 887 com o deste mês que não recebi faz esse motante todo e quero tudo que me devem estou revoltado andei 8 mêses passar fome para eles pagaram me mês passado dia 16 659,euros e o resto era para me calarem não não me vou calar se tiver de ir para tribunal vou mas á burla que me fizeram podem fazer outra pessoa se tenho razão não me vou calar vou trás dos meus direitos.

  2. Um Estado de Direito não pode deixar aqueles que têm direito a uma pensão, nenhum mês sem qualquer rendimento, a partir do momento em que se vence o seu direito e em relação à data em que a mesma pensão é requerida . Se o tempo não chega para serem preparadas as contas e determinada a pensão, que se acabe com o limite de 3 meses para apresentação do requerimento em causa e que se antecipe até aos 6 ou 9 meses, se for preciso.É indigno de um Estado de Direito e os Senhores Deputados não podem deixar de exercer a fiscalização respectiva sobre a actuação do Governo.
    Não adiantam palavras “doces” para dizer que agora só se esperam, nos casos mais difíceis, 12 meses.
    A recuperação de ficheiros de todas as contribuições entradas ao longo de uma carreira contributiva , é uma responsabilidade dos Serviços, logo da Administração, logo do Estado.
    Claro que os casos mais complicados são os que têm contribuições para diversos sistemas e se recorre a uma pensão única, mas com a interoperabilidade dos sistemas e se não a a houver, que se coloquem funcionários nas diferentes entidades e que interajam entre si, para agilizar processos.
    Uma coisa é certa: Todos os funcionários administrativos que trabalham nestes serviços, têm um salário garantido a partir de dia 16 de cada mês; os Senhores ministros também e os Senhores Deputados também. Não há, por isso nenhuma razão, para que esses serviços não trabalhem em 3 turnos, 24 sobre 24 horas, rotativamente, ou que se contratem equipas em regime de prestação de serviços, que possam assegurar os mesmos 3 turnos, para que o Estado cumpra com a sua obrigação, no momento a que cada um a ela tem direito.
    De outro modo trata-se de uma indignidade, sem justificação admissível, que determinará a responsabilização do Estado pelos danos materiais e morais, em especial quando atira as pessoas para situações de privação quase absoluta ou mesmos absoluta.
    Dar voz a pessoas nestas como noutras circunstâncias é Serviço Público!

  3. Pensão de velhice. Só a designação já é humilhante e discriminatória. Porque não de aposentação? A minha pensão aguarda por melhores dias, desde Novembro de 2017, para começar a ser paga. Lá vou a uma entrevista a cada 60 dias para saber da situação do processo de atribuição da mesma. Tendo sido gerente de uma micro-empresa que encerrou em 2013, não recebi subsídio de desemprego e esperei três anos e meio para requerer a pensão de “velhice” sem penalização. Gerente não precisa de comer nem de sustentar a família. É o país onde todos são iguais, uns mais que outros.

  4. Vergonhoso…… Estão a jogar areia nos nosso olhos, pois na verdade a INOPERÂNCIA do estado com aqueles que agora dependem de sua aposentadoria e não consegui obter no tempo estabelecido, já foi varias vezes apresentado um programa de soluções afim de agilizar a demora de deferimentos que estão a SEIS meses ou mais na segurança Social e vem mais uma vez Sr. Ministro dizer que vão contratar mais gente para actuar nos pedidos desta suada NOSSA aposentadoria, Só aqui em Portugal … !!!

    Estou desde Maio sem ter nenhuma receita que possa dignamente juntar também o Fundo desemprego de minha esposa
    onde a herança deixado pelo Sr. Paços Coelho com seu Governo desastroso e agora este governo que nem ata nem desata ao que temos direito. !!!

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