Em quanto vão aumentar as rendas em 2018?

Em 2018, os senhorios com contratos de arrendamento constituídos após 2006 (na sequência do Novo Regime do Arrendamento Urbano – NRAU) vão poder aumentar as rendas aos seus inquilinos em 1,12%, por outras palavras, o coeficiente de atualização das rendas em 2018 será de 1,0112.

Este é o valor divulgado pelo INE com o índice de preços do consumidor (sem habitação) do mês de agosto, o valor de referência para os aumentos das rendas determinado por lei.

Na prática por cada €100 de renda ocorrerá um aumento de €1,12 em 2018. Há vários anos que as rendas não podiam aumentar de forma tão significativa e, ainda assim, estamos perante um valor historicamente baixo.

Recorde-se que durante o ano de 2017 o coeficiente de atualização das rendas era (é) de 1,0054.

 

Como calcular?

Para apurar qual o valor da renda em 2018 deverá multiplicar o valor atual da renda por 1,0112. O resultado é a nova renda a cobrar em 2018.

Por exemplo, numa renda de €600 em 2017, o novo valor após aumento será de 600*1.0112 ou seja de €606,72.

Não se esqueça que o senhoria deverá comunicar o aumento ao inquilino com uma antecedência de pelo menos 30 dias e poderá fazê-lo através de uma minuta de comunicação de aumento de renda.

A renda só poderá ser aumentada se o contrato de arrendamento já estiver em vigor há pelo menos 12 meses. Se, por hipótese, o contrato de arrendamento se tiver iniciado em setembro de 2017, a renda só poderá ser aumentada a partir de setembro de 2018.

O arredondamento do valor da renda deverá fazer-se ao cêntimo

 

Mais informação:

Poderá acompanhar as novidades sobre este tema em Aumento das Rendas.

Um comentário sobre “Em quanto vão aumentar as rendas em 2018?

  1. E … a Austeridade acabou. Foi substituída pela roubalheira. Em quantos aumentos já fomos contemplados? Contem e não falem na devolução dos salários, porque aquilo que nos roubam é superior à austeridade anterior. E não fica por aqui. Aproveitem apenas a boa situação económica da Europa, para melhorarem a situação do País e não sub carreguem mais os portugueses como estão a fazer. Os nossos vencimentos estão congelados desde 2010 e não andem a prometer aquilo que não vão dar, apenas por populismo em beneficios eleitoralistas que são uma vergonha.

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