Manutenção de Conta da CGD pode custar €9/mês com a revisão do tarifário

A 12 de junho de 2017 a Caixa Geral de Depósitos (CGD) divulgou no seu sítio a alteração ao seu tarifário e às suas contas à ordem. Dessa informação resulta que a despesa de manutenção de conta da CGD pode custar €9/mês com a revisão do tarifário, ou seja, €108/ano. Na versão mais económica – que implica um conjunto de condições a cumprir – o custo de manutenção de conta será de €2,5/mês.

 

Domiciliar o ordenado deixa de dar direito a isenção de manutenção de conta

Mesmo com domiciliação de ordenado numa conta da CGD e com um mínimo de serviços associados à conta, todos os clientes com uma das novas modalidades de conta à ordem (para as quais os atuais clientes serão provavelmente forçados a migrar) terão de pagar uma mensalidade para terem conta neste banco, isto a fazer fé na informação que a própria CGD disponibiliza aos seus clientes.

Talvez valha a pena deixar por aqui a informação conforme a encontrámos a 12 de junho de 2017 no sítio da CGD (ver tabela no final deste artigo).

Recorde-se que recentemente a Autoridade da Concorrência revelou no Parlamento preocupação com a evolução recente das comissões bancárias – que têm aumentado sucessivamente e de forma muito expressiva em quase todos os bancos – afirmando-se disponível para estudar o tema, no sentido de avaliar se os interesses dos consumidores finais estão a ser protegidos. A Autoridade da Concorrência (AdC) assumiu inclusive que poderá haver uma indicação expressa por parte de outras instituições com responsabilidades no setor no sentido de que se reforcem as comissões para viabilizar os bancos mas que essa não é uma preocupação particular da AdC dado que tem por missão zelar pela sã concorrência e pela defesa dos agentes mais desprotegidos, no caso, os consumidores finais.

Recordamos ainda que há alguns bancos com expressão online que continuam a praticar taxa e comissões consideravelmente mais baratas – ainda há isenções – do que os bancos tradicionais. Uma diferença que, neste momento, por significar uma poupança anual de várias centenas de euros, só por se ter uma canta num banco.

Uma nota final para deixar um comentário sobre a encruzilhada em que se encontra o setor bancário há vários anos: acumulam um lastro enorme oriundo de maus negócios passados e persistem em não saber como adaptar-se à nova realidade económica e financeira, não sabendo exatamente como encontrar um modelo de negócio rentável.

A solução parece agora estar encontrada: aumentar de forma muito significativa todo o tipo de comissões aos seus clientes de forma indiscriminada e, aparentemente, desligando o valor das comissões do custo efetivo associado aos serviços prestados. É incompreensível que no espaço de meses tantos bancos tenha multiplicado em algumas vezes o que cobram por manter uma conta; nada associados aos custos de operação desses serviços o poderá justificar.

Na prática, é legítimo advogar que os bancos – que recebem do poder político e regulatório o poder de criar moeda e de gerir o sistema de pagamentos monetários de forma absoluta – estão a converter em impostos aquilo que deveriam ser custos associados a serviços, procurando assim tapar os inúmeros buracos do passado e incertezas quanto à operação no futuro.

Até onde será sustentável suportar um setor bancário assente nestes “novos” pressupostos”?

Sobre este tema recordamos ainda:

 

 
Conta
S
Conta
M
Conta
L
PRODUTOS
Conta à Ordem111
Caixadirecta – Transferências online (zona SEPA, não urgentes)Até 2/mêsAté 3/mêsIlimitadas
Cartão de Débito1 cartão2 cartões
(2 titulares)
2 cartões
(2 titulares)
Cartão de Créditonão2 cartões
(principal e adicional, exceto Gold e Platina)
2 cartões
(principal e adicional, exceto Platina)
SEGUROS(1)
Seguro de Acidentes Pessoais (2) – associado aos cartões Caixanãosimsim
Seguro de Assistência ao Lar (3) – associado à ContaCaixanãonãosim
DESCONTOS
Descontos numa vasta rede de parceiros associados aos cartões Caixa (vantagenscaixa.pt)simsimsim
DESCONTOS EM CARTÃO CONTINENTE
Desconto de 3% em compras de Frescos Continente, durante 6 meses, para adesões até 31/12/2017simsimsim
1 cupão de desconto em compras no Continente para adesões até 31/12/2017 (4)
OUTROS PRODUTOS E SERVIÇOS
APP Caixa plim – para pequenos pagamentos entre amigossimsimsim
Soluções de poupança automática – transferências e agendamentos, e arredondamento em cartõessimsimsim
Caixaordenado (5) – possibilidade de antecipar até 100% o ordenado. TAEG: 16,2%.simsimsim
COMISSÃO (Acresce Imposto do Selo)
Sem domiciliação de rendimentos ou património financeiro igual ou superior a 5.000€€ 4/mês
€ 48/ano
€ 6/mês
€ 72/ano
€ 9/mês
€ 108/ano
Com domiciliação de rendimentos ou património financeiro igual ou superior a 5.000€€ 2,5/mês
€ 30/ano
€ 4/mês
€ 48/ano
€ 7/mês
€ 84/ano

(1) Esta informação não dispensa a consulta da informação pré-contratual e contratual legalmente exigida.

(2) O Seguro de Acidentes Pessoais é um produto da Fidelidade – Companhia de Seguros, S.A., comercializado através da CGD, Avenida João XXI, 63, 1000-300 Lisboa, na qualidade de Mediador de Seguros Ligado, registado na ASF, em 20 de setembro de 2007, e autorizado a exercer atividade nos Ramos de Seguros de Vida e Não Vida com a Fidelidade – Companhia de Seguros S.A. Os dados do registo estão disponíveis em www.asf.com.pt. A CGD, enquanto mediador, não assume a cobertura dos riscos, nem está autorizada a receber prémios nem a celebrar contratos de seguro em nome do Segurador.

(3) Para a morada do titular da Conta L, situada em Portugal. Este é um seguro de grupo não contributivo da Fidelidade Assistência – Companhia de Seguros, S.A., em que a CGD é o tomador do seguro.

(4) O valor do cupão é acumulado em cartão numa compra no Continente. Valor do cupão nas adesões até 31/08/2017 à Conta S (5€ ou 4€*), Conta M (8€ ou 5€*) e Conta L (11€ ou 9€*). Nas adesões de 01/09/2017 a 31/12/2017 à Conta S (4€ ou 3€*), Conta M (6€ ou 4€*) e Conta L (9€ ou 7€*). *Na adesão à Conta Caixa com domiciliação de rendimentos ou património financeiro igual ou superior a 5.000€.

(5) Caixaordenado: TAEG 16,2%, para utilização de crédito de 1.500€ pelo prazo de 3 meses, calculada com base na TAN 14,50%. Contratado separadamente. Não são cobrados juros até 0,55€. A adesão está dependente da análise e decisão da Caixa.

11 thoughts on “Manutenção de Conta da CGD pode custar €9/mês com a revisão do tarifário

  1. Manutenção de contas e saldo mínimo. Pode me ajudar? Os bancos muitas vezes renunciar a suas taxas se você manter um montante mínimo em sua conta ou satisfazer outros requisitos, tais como verificação de links e contas de poupança. Alguns bancos podem exigir um saldo mínimo e pode cobrar uma taxa se você cair abaixo dela.

  2. Já pensaram em enviar este vosso trabalho aqui acima, na minha opinião suficientemente bem feito, curto, mas elucidativo da realidade, para o gabinete do Senhor primeiro ministro, do senhor ministro das finanças, e aos grupos paralamentares, assim mesmo, paralamentares, para que não digam que não sabiam.
    Obrigamquem trabalha, as empresas, os reformados, a terem uam conta bancária – ISSocial até obriga a ser na CGD – para depois exigirem que paguemos comissões.
    Roubados, mas agradecidos. Só que hà sempre quem não se cale… nem tenha medo.

  3. ja resOLVI O PROBLEMA DOS APRASITAS DA CAIXA-AGORA VOU RESOLVER O PROBLEMA DOS APRASITAS DO IVA E OUTRAS MERDAS RECIBOS VERDES,

    UMA PESSOA VIVE NA MISERIA E AINDA TEM Q SUSTENTAR PARASITAS?

    O POVO PORTUGUES É QUE É PARVO!

  4. Obrigamquem trabalha, as empresas, os reformados, a terem uam conta bancária – ISSocial até obriga a ser na CGD – para depois exigirem que paguemos comissões.
    Roubados, mas agradecidos. Só que hà sempre quem não se cale… nem tenha medo.

    ES UM BOI IGNORANTE.

    NAO SE É OBRIGADO A TER NA CAIXA, ISSO É ILEGAL OBRIGAR A ESTAR NUM BANCO, EU ESTIVE NOUTRO.PORQUE RECLAMEI.

    QUANTO A CAIXA JA ACABEI COM ESSE PARASITISMO…
    ASEGUIR VIA O APRAISITISMO DOS RECIBOS VERDES, TB VAI ACABAR…

  5. Manutenção de contas e saldo mínimo. Pode me ajudar?
    POSSO

    NINGUEM É OBRIGATORIO TER CONTA NUM BANCO, SEMPRE NO MESMO BANCO, OU EM QQ UM.

    ALEM DISSO HA MECANICSMO APRA NAO SE PAGAR ESSAS TAXAS, SO AS BESTAS É QUE P+AGAM PQ SAO MESMO ISSO, BESTAS Q NAO RECLAMAM NEM SE INFORMAM.E DEIXAM FAZER TUDO, TRASTES.QUE MESMO NA MISERIA DEIXAM MONTAR ALBARDA.-

  6. O senhor João Torres deve estar habituado a trocar ideias com a familia. E como nesta coisa de assuntos familiares deve ser pouco comedido, talvez por engano, ou distração, quando quer fazer valer o que diz saber, vem ao cima aquilo que costuma apresentar como argumento para os que vão para o matadouro.
    Claro que o senhor não sabe aquilo que o ISS tem exigido aos reformados. Claro também que como todas as ‘obrigações’ tem sempre uma ponta de verdade. E esquece-se que, nem a CGD informa correctamente, nem o comum dos mortais sabe e tem arcaboiço para trocar cartas com os serviços, reclamando que tem conta em outro banco. Claro ainda também, que por certo nunca passou pelo calvário de ser confrontado. Nem Lisboa é o centro de Portugal, nem, infelizmente todos os portugueses são como o senhor João torres.
    Quanto ao parasitismo, estamos conversados.
    Passe bem… e já agora, tome um pouco de chá… e perca um pouco do seu tempo, ouvindo, vendo, falando… do que sabe, mas com educação e elegância.

  7. E vai mais uma. A austeridade já terminou. Isto são apenas estilhaços. Este governo só repõe e não tira ou seja, dá com uma mão e tira com 8. Não sei se me percebem. Não sei porque razão nós os que não podem é que temos de responder pela má gestão dos bancos. Nada do que fazem e tudo o que planeiam, nada é em benefício dos clientes e tudo contra eles.

  8. Boa tarde senhor Emidio Camacho
    Naturalmente, e ainda bem, saimos do PDE, ou seja Procedimento por Deficite Excecivo, o que não quer dizer que não tenhamos, como gente responsável, de fazer a nossa vida com aquilo que só podemos cumprir. Intrepertações à parte sobre conceitos economicistas e de gestão da coisa pública, diferente da publicada, e muito mais diferente do que as cabecinhas politico/partidárias nos querem fazer crer, é assunção de práticas saudáveis de gestão dos dinheiros publicos. – Eu sei que os votos ainda são uma boa motivação para fazer mexer muita gente – mas concordo consigo que este tema de ‘comissões bancárias’, são só estrilhaços. Todavia, entendo que apesar de como povo termos já pago muitos milhões de euros por autenticos roubos feitos na gestão da banca, dizia, entendo que qualquer serviço público, deve ser pago. Banca, saúde, finanças, etc. Não so exageros que a banca e as finanças – uma nova PIDE sem freio – nos cobra. Existem exegeros, sem dúvida. Mas também existe muita gente que se aproveita, arguindo direitos, e por nunca reparando que o direito dele acaba, no dever para com todos os outros. E como o egoísmo é praga nacional endémica, reclamemos, mas com fundamento, responsávelmente.

  9. Boa tarde snr. José Andrade
    Estou de acordo com a maioria dos seus comentários. Só não estou de acordo quando afirma “que qualquer serviço público, deve ser pago. Banca? Saúde e finanças” é aceitável. Agora a banca (na questão do artigo que deu aso a estes comentários) é um autentico roubo.
    Quando abrimos uma conta, anteriormente a estas medidas, não assinamos com a banca nenhum contrato em que essas despesas de manutenção seriam cobradas.É fácil de ver. Eu deposito determinadas importâncias, conforme as minhas possíbilidades, numa conta. Esse dinheiro que é praticamente um empréstimo à Banca, que os mesmos utilizam para negociarem com terceiros, sem qualquer retribuição aos depositantes, em empréstimos e outros, auferindo lucros que o nosso dinheiro lhes proporcionou e ainda por cima vamos pagar à instituição financeira por ter utilizado o nosso dinheiro nos seus negócios. Gostaria de ter um negócio assim. Pediria dinheiro a um amigo, emprestaria esse dinheiro a outra pessoa e tal como os agiotas, cobraria os respectivos juros e depois quando fosse pagar ao meu amigo descontava-lhe determinada importância, com a justificação dele ter de pagar o tempo que o dinheiro esteve em meu poder. É ou não é um roubo, que se agrava, porque a banca não está pelos ajustes e continua o Zé Povinho a pagar a má gestão dessas instituições. Deve ser do seu conhecimento que há trabalhadores que recebem o seu vencimento, por cheque ou crédito em conta. Todos esse trabalhadores na maioria com vencimentos a rondar o salário minimo, terão de pagar despesas mensais de manutenção da sua conta, porque até aqueles que recebem o salário através da conta bancária, vão pagar quase 50% a mais do que pagavam. Isto não é um roubo? Para mim é vergonhoso. Não sei qual a opinião dos sindicatos, do PC, BE e PS sobre o assunto, porque nunca os vi defenderem os “pobres dos trabalhadores”. Para quê? Só os milhões que vão arrecadar com isso vem ajudar a mais uma amortização do deficit excessivo.
    Snr. José Andrade muito obrigado pela resposta enviada e desejo a continuação de uma boa tarde.

  10. Boa noite Senhor Emidio Camacho
    Quando defendo que todo o serviço deve ter um custo, deve ter compreendido a razão desta minha opinião, e também deve ter compreendido que esse custo, esse valor, por nunca se referia ao que aqui deu azo à nossa troca de opiniões.
    Estou totalmente de acordo que é um roubo aquilo que os bancos cobram a quem tem de recebero seu salário, pensões ou qualquer outra remuneração, obrigatóriamente através deles. Seja o valor desses salários, pensões ou remunerações que forem. E também aí estou de acordo consigo, perante o silêncio dos inocentes do Ps, BE e PCP.
    A CGD, ao que sei, tem, ou tinha, um serviço minimo destinado a reformados e pensionistas, limitado, mas gratuíto.
    Pelo que parece, esse serviço, passou a ser pago. – É um roubo!
    E é um roubo, porque a S.Social, por razões de segurança perante os BPNs e quejandos, tirando os casos de quem requeria excepção, nos muitos, centenas, de casos que conheço, a S.Social, exigia que fosse esse banco, a CGD, que sempre foi do Estado, a entidade bancária através da qual queria que fossem pagas as pensões.

    Toda esta argumentação que aqui expressei. já foi por mim, e por diversas vezes, apresentada públicamente e pessoalmente a altos responsáveis politicos e do Estado. E sabe o que me dizem: – nunca tivemos queixas.
    Assim sendo, fico-me com a consciência de queixar e reclamar, mas não deixo também de expressar a minha indignação, contra os que só falam… mas baixinho.
    Grato por esta troca de opiniões e ideias. Se elas servirem para elucidar e fomentar a indignação… até uma proxima.
    Cumprimentos
    josé andrade

  11. Estou em total concordância com o que referiram acima.

    Depois querem que os portugueses façam mais poupança…!

    cumprimentos!

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