30 vagas para Vigilante da Natureza 2017

Estão disponíveis 30 vagas para vigilante da natureza, tendo o concurso (aberto a pessoas com e sem vínculo à função pública) sido divulgado a 3 de novembro através do Aviso n.º 13241-A/2017 preparado e feito publicar em Diário da República pelos ministérios do Ambiente e Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.

 

30 vagas para Vigilante da Natureza em todo o país

As vagas referem-se a 30 postos de trabalho da carreira de Vigilante da Natureza, previsto no mapa de pessoal para 2017 do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.

O concurso está aberto por 10 dias úteis a contar da data da publicitação do aviso, ou seja, até 17 de novembro.

 

O que se pede a um vigilante da natureza?

O aviso indica o seguinte: “Os vigilantes da natureza asseguram, nas respetivas áreas de atuação do serviço, funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza, competindo -lhes especialmente as ações definidas no n.º 2 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 470/99, de 6 de novembro.

 

Quem pode concorrer:

O concurso está aberto a trabalhadores com contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, por tempo determinado ou determinável ou sem constituição prévia de relação jurídica de emprego público.

Os candidatos terão de cumprir cumulativamente com as seguintes condições:

a) Ter nacionalidade portuguesa, salvo nos casos excetuados por lei especial ou convenção internacional;

b) Ter 18 anos completos;

c) Possuir as habilitações literárias e profissionais legalmente exigidas para o desempenho do cargo;

d) Não estar inibido do exercício de funções públicas ou interdito para o exercício das funções a que se candidata;

e) Possuir a robustez física e o perfil psíquico indispensáveis ao exercício da função e ter cumprido as leis de vacinação obrigatória.

f) Possuir adequado curso tecnológico do ensino secundário ou equivalente, 12.º ano ou grau académico superior;

g) Possuir carta de condução;

h) Ter menos de 30 anos à data em que termine o prazo para a apresentação das candidaturas.

Qual será a remuneração?

A remuneração deverá contar com três componentes remuneratórias:

  • salário base de €641,94
  • suplemento de risco de €93,99
  • subsídio de refeição de €4,77/dia útil

Ou seja, cerca de €840 antes de contribuições e impostos, por mês. Esta é a posição de arranque como estagiário. A progressão na carreira-se far-se-á consoante o estabelecido na administração pública.

 

Localização geográfica das vagas para Vigilante da Natureza:

NORTE:

Departamento da Conservação da Natureza e das Florestas Norte – 9 postos de trabalho, distribuídos da seguinte forma:

  • Parque Natural da Peneda do Gerês (4);
  • Parque Natural de Montesinho (2);
  • Parque Natural do Alvão (1);
  • Parque Natural Litoral Norte (1) e
  • Parque Natural Douro Internacional (1)

 

CENTRO:

Departamento da Conservação da Natureza e das Florestas Centro – 6 postos de trabalho, distribuídos da seguinte forma:

  • Paisagem Protegida da Serra do Açor (1);
  • Parque Natural da Serra da Estrela (4);
  • Parque Natural Tejo Internacional (1)

 

LISBOA e VALE do TEJO:

Departamento da Conservação da Natureza e das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo – 4 postos de trabalho, distribuídos da seguinte forma:

  • Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica (1);
  • Parque Natural da Arrábida (1);
  • Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (1);
  • Reserva Natural das Berlengas (1)

 

ALENTEJO:

Departamento da Conservação da Natureza e das Florestas do Alentejo – 6 postos de trabalho, distribuídos da seguinte forma:

  • Parque Natural Serra de S. Mamede (1);
  • Parque Natural Vale do Guadiana (2);
  • Reserva Natural das Lagoas de Santo André e Sancha (2);
  • Rede Natura Alentejo Norte (1)

 

ALGARVE:

Departamento da Conservação da Natureza e das Florestas do Algarve – 5 postos de trabalho, distribuídos da seguinte forma:

  • Parque Natural Ria Formosa (1);
  • Parque Natural Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (3);
  • Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (1).

 

Os candidatos melhor classificados no concurso terão preferência quanto à vaga a que se querem candidatar.

 

Provas de admissão:

Haverá três provas de admissão:

a) Prova de conhecimentos (gerais e específicos), com carácter eliminatório;

b) Exame psicológico de seleção (EPS), com caráter eliminatório;

c) Entrevista profissional de seleção (EPRS), sem caráter eliminatório.

 

Sobre a prova de conhecimentos, o avisos estabelece que se dividirá em duas partes, uma prova de conhecimento gerias e uma prova de conhecimentos específicos. Eis o que diz o aviso do concurso:

É composta por duas partes, prova de conhecimentos gerais e prova de conhecimentos específicos, revestirá natureza teórica e forma escrita, com a duração total de 90 minutos.

A prova de conhecimentos gerais (PCG) incidirá sobre os seguintes temas e legislação:

Orgânica e Estatutos do ICNF;

  • Decreto-Lei n.º 135/2012, de 29 de junho- Aprova a Orgânica do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF);
  • Portaria n.º 353/2012, de 31 de outubro – Aprova os Estatutos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF);
  • Deliberação do Conselho Diretivo do ICNF n.º 287/2013, Diário da República, 2.ª série, n.º 23, de 1 de fevereiro de 2013 – Criação e atribuição das competências das Unidades Orgânicas dos Serviços Centrais
  • Deliberação do Conselho Diretivo do ICNF n.º 1122/2013, Diário da República, 2.ª série, n.º 97, de 21 de maio de 2013 – Criação e atribuições de Unidades Orgânicas dos Serviços Territorialmente Desconcentrados;
  • Deliberação do Conselho Diretivo do ICNF n.º 1823/2013, Diário da República, 2.ª série, n.º 195, de 9 de outubro de 2013;
  • Deliberação do Conselho Diretivo do ICNF n.º 1069/2015, Diário da República, 2.ª série, n.º 110, de 8 de junho de 2015;
  • Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho;
  • Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro (alterado pelos seguintes diplomas: Declaração de Retificação n.º 21/2009, de 18 de março; Lei n.º 105/2009, de 14 de setembro; Lei n.º 53/2011, de 14 de outubro; Lei n.º 23/2012, de 25 de junho, retificada pela Declaração de Retificação n.º 38/2012, de 23 de julho; Lei n.º 47/2012, de 29 de agosto;
  • Lei n.º 69/2013, de 30 de agosto; Lei n.º 27/2014, de 8 de maio, e Lei n.º 55/2014, de 25 de agosto;
  • Código do Procedimento Administrativo, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro.

A prova de conhecimentos específicos (PCE) incidirá sobre os seguintes temas, legislação e bibliografia:

a) Conceitos básicos de ecologia aplicada à conservação ambiental;

b) Perspetiva geográfica e ecológica do País;

c) Noções sobre história da conservação da natureza no mundo e em Portugal;

d) Sistema nacional de áreas classificadas;

e) Gestão de áreas protegidas e outras áreas classificadas;

f) Conhecimentos básicos sobre legislação nos domínios do ar e do ruído;

g) Conhecimentos básicos de topografia. Conceito de bacia hidrográfica. Noções gerais sobre obras hidráulicas, seu funcionamento e medição de caudais. Fontes de poluição;

h) Conceitos básicos de: qualidade da água e poluição; recolha de amostras; domínio público hídrico;

i) Conhecimentos sobre licenciamento e fiscalização no âmbito da atividade dos serviços.

Consulte o aviso para conhecer a legislação e bibliografia adicional relevante para a prova bem como mais indicações sobre o exame psicológico e entrevista profissional.

 

Como concorrer às vagas para Vigilante da Natureza:

Eis a informação sobre o processo de candidatura propriamente dito:

13 – Formalização das candidaturas:

13.1 – As candidaturas deverão ser formalizadas mediante requerimento dirigido ao Presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P., de acordo com o modelo em anexo [ver imagem], diretamente nas instalações da sede do ICNF, I. P., sitas na Av. da República, 16, 1050 -191 Lisboa, no horário de atendimento ao público: das 9h30h às 13h00 e das 14h30 às 17h00h; ou através do envio, por correio registado com aviso de receção, para a morada indicada, em envelope fechado, com a identificação do presente aviso.

30 vagas para Vigilante da Natureza
30 vagas para Vigilante da Natureza

13.2 – A formalização das candidaturas só poderá ser efetuada por estas vias, sob pena da sua não consideração. Não são aceites candidaturas enviadas por correio eletrónico.

13.3 – O requerimento de admissão ao concurso deverá conter os seguintes elementos, de acordo com a minuta anexa ao presente aviso:

a) Identificação do candidato (nome, nacionalidade, data de nascimento, número e data de validade do cartão de cidadão/bilhete de identidade, estado civil, residência, código postal, e -mail e telefone);

b) Habilitações literárias e profissionais;

c) Experiência profissional, com indicação das funções com maior interesse para o lugar;

d) Quaisquer outros elementos que os candidatos considerem como relevantes para apreciação do mérito;

e) Menção expressa ao concurso;

f) Declaração, sob compromisso de honra, de que reúne os requisitos gerais de provimento em funções públicas, enunciados no n.º 2 do artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 204/98, de 11 de julho;

g) Data e assinatura.

13.4 – Os requerimentos de admissão a concurso deverão ser acompanhados, sob pena de exclusão do candidato, dos seguintes documentos:

a) Currículo profissional detalhado, atualizado, assinado e datado, do qual conste, designadamente, as habilitações literárias, as funções que exerce, bem como as que exerceu, com indicação dos períodos de duração e atividades relevantes, assim como a formação profissional detida, com indicação das ações de formação finalizadas, entidades que as promoveram, duração e datas de realização;

b) Fotocópia da carta de condução;

c) Documento comprovativos das habilitações literárias e das ações de formação profissional;

d) No caso de o candidato deter vínculo de emprego público, declaração do serviço de origem, da qual constem, de forma inequívoca, a natureza do vínculo, a categoria detida, a respetiva antiguidade na função pública, carreira e categoria, expressa em anos, meses e dias, bem como as avaliações de desempenho, na sua expressão qualitativa e quantitativa, sem arredondamentos, obtidas nos anos relevantes para efeitos de concurso, nível e posição remuneratória e funções desempenhadas;

e) Quaisquer outros elementos que o candidato considere relevantes para a apreciação do seu mérito, que só serão tidos em consideração pelo júri se devidamente comprovados.

13.5 – Os candidatos são dispensados de apresentar os documentos comprovativos da posse dos requisitos gerais, com exceção dos documentos comprovativos das habilitações literárias, desde que declarem no seu requerimento, em alíneas separadas e sob compromisso de honra, a situação precisa em que se encontram relativamente a cada um desses requisitos, conforme minuta anexa.

13.6 – Nos termos do Decreto-Lei n.º 29/2001, de 3 de fevereiro, e para efeitos de admissão ao procedimento concursal, os candidatos com deficiência devem declarar, no requerimento de admissão, sob compromisso de honra, o respetivo grau de incapacidade, o tipo de deficiência e os meios de comunicação/expressão a utilizar no processo de seleção, nos termos do diploma mencionado; identificando-se que a quota ao abrigo daquele diploma é de 2 (dois) posto de trabalho.

13.7 – Assiste ao júri a faculdade de exigir a qualquer candidato, em caso de dúvida sobre a situação que descreveu, a apresentação dos documentos comprovativos das suas declarações.

13.8 – As falsas declarações prestadas pelos candidatos ou a entrega de documentos falsos implica, para além da exclusão do concurso ou do não provimento, a participação à entidade competente para procedimento disciplinar e penal, conforme os casos.

13.9 – A não apresentação dos documentos solicitados no presente aviso de abertura determina a exclusão do concurso nos termos do n.º 7 do artigo 31.º do Decreto-Lei n.º 204/98, de 11 de julho.

 

Boa sorte e não deixe de ler o  Aviso n.º 13241-A/2017.

84 thoughts on “30 vagas para Vigilante da Natureza 2017

  1. É de uma falta de consideração e de Humanização! Quando se tem 36 anos, um curso na Área do Ambiente, trabalhos realizados na área e não poder concorrer por causa de uma idade que apenas é um número e não diz nada sobre a pessoa e as aptidões que ela possui. Enfim, é o País que temos!!!!!!!!!!!………..! Os nossos Governantes esquecem.se que muitos de nós ficam parados anos, meses, semanas, dias à espera de um oportunidade que não aparece! E como é óbvio o tempo passa! Vergonhoso!

  2. Ter menos de 30 anos?? dos 31aos 48….ou a maturidade de quem sabe????Por favor!!!!!

  3. Humilhação!!! •salário base de €641,94….Ter menos de 30 anos à data em que termine o prazo para a apresentação das candidaturas. Com os requisitos exigidos, e verifiquem bem, só falta dizer: Licenciados à procura de emprego oferecemos vencimento equivalente ao ordenado mínimo nacional mais uns trocos!!!! No meu entender este procedimento concursal é para ficar deserto, só pode!!!!

  4. Porque razão os candidatos têm que ter menos que 30 anos? descriminação ou vagas pré-garantidas bem ao estilo português?

  5. Realmente é triste! Menos de trinta anos… Por favor… Mudem mas é essa ideia!! Se calhar só querem é miúdos porque assim pagam tostões e eles nem “bufam”. Então e a experiência? Mesmo com 27 concorri a guarda prisional e nada!!! Há aqui bons comentários que deviam levar à letra e já é tempo de mudar essa politica. Ficam os novos com trabalho (se não os deixarem a meio) e o resto que tem vontade, ou para estabilizar a vida e familia, nada! Ainda falam depois da reforma, até aos 60 e tal! A fazer trabalhos temporários, sem saber se para o ano ainda estão empregados. Como é que acumulamos anos para a reforma assim???

  6. Saber tanta coisa e tanta responsabilidade para um dinheirito tao pequeno…

  7. Bom dia,
    Fui a primeira pessoa a mostrar indignação e descontentamento com as regras tristes que contém esta contratação, e porquê, passo a explicar a quem quiser me ler:

    No momento sou uma “Jovem” de 47 anos de idade!
    Fiquei desempregada no ano de 2010/11. Entretanto fiquei cansada de enviar centenas de candidaturas a nível nacional, respostas zero.

    Entretanto fiz umas formações através do IEFP, enquanto isso era menos uma a contar para a estatística do Desemprego Nacional.
    Alguns part time, contratos a termo zero…

    Direito a subsídios, nunca tive direito, dizem “eles” porque tinha uma casa com hipoteca ao banco, e como não tinha filhos, acham “eles” que pessoas como eu e outras tantas, não precisamos de pagar contas e comer!

    Passei necessidades não tenho vergonha de o dizer,mas nunca baixei os braços…e continuo a lutar!

    Em determinada altura vi-me a escrever e a descrever os meus estados de espírito…e resolvi dar a conhecer o meu 1 livro de Poesia aos outros, e editei…
    Continuo a escrever, porque para escrever não me colocam limites de idade nem rótulos…

    Fui obrigada a vender a casa, nunca fiquei em atraso com a entidade bancária, mas infelizmente a minha vida deu uma volta de 180 graus…voltar à casa dos pais, não é tarefa fácil para alguém tão independente desde muito cedo…
    Resumindo o nosso governo está se “burrifando”para o povo que os coloca no “poleiro”…ha muito tempo que não acredito em política, e nas pessoas tem dias!

    Enquanto o povo se vai manifestando por aqui pouco ou nada muda…ou mudará!

    Um Bem hajam a todos…obrigado.

  8. Ora aqui está um trabalho que eu gostaria de fazer, não por ter algum curso ligado à área mas porque para além de gostar de estar na Natureza, tive a felicidade de crescer junto dela. Estou DESEMPREGADO há tempo demais e apesar de todos os dias responder a anúncios, nunca sou chamado para entrevista!!!!
    Será porque tenho 55 anos?! é que se for alguma coisa está mal, se o Governo acha que só nos podemos reformar aos 66 anos, quer dizer que ainda tenho 11 anos para me reformar, e até lá vivo de quê? será que o Governo não sabe que existe uma determinada faixa de idade que está no Desemprego e que as nossas empresas pelos vistos não têm lugar para os mesmos!!!! não há dúvida que quando estamos numa determinada situação e nada é feito por aqueles que têm a responsabilidade de o fazer, deixamos de acreditar em todos os Políticos. Depois admiram-se que nas eleições a abstenção é enorme.

  9. após ter verificado este anuncio , é duma extrema falta de vvergonha e descriminaçao este governo impor limite de idade , para nos dizer que com 33 anos ja somos velhos , para desenpenhar funçoes , realmente este pais já era ha muito e cada vez mais deixa de ser .
    vergonhoso isto.
    nem merece qualquer tipo de comentario este anuncio e a entidade resposnsavel pelo mesmo.

  10. Tudo bem, menos um pormenor muito importante – quem tiver mais de 30 anos já está velho e não se pode candidatar a vigilante… Porra para quem tem mais…

  11. Boa tarde poderiam colocar o numero de contacto para mais informações ou mandar por email?estou interessado.
    obrigado

  12. Enquanto o povo não se manifestar por seus direitos, casos como este da idade máxima de 30 anos continuará a ser regra para excluir e discriminar uma grande parte da população, isto é inadimissível.

  13. Não se pode concordar com o limite da idade. uma vergonha. Esperei tantos anos por uma oportunidade destas e..

  14. Boa tarde, existe algum guia / resumo / exemplar do que deve ser estudado para as provas de conhecimentos gerais e especificos?

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