Do “perdão fiscal” à subida do IRC vai um dia ou dois

No início da semana aqui del Rei que perdoaram os bancos. A partir de hoje aqui del Rei que estão a pôr em perigo a competitividade da banca. Vai uma aposta?

As contas? As contas fazem-se no fim do “jogo”.

3 comentários sobre “Do “perdão fiscal” à subida do IRC vai um dia ou dois

  1. Rui, foi bom teres tocado neste tema, tenho uma oportunidade de desabafar um bocadinho. Ainda estamos no principio de uma longa discussão, muita tinta vai-se gastar, no entanto apetece-me dizer que ‘quem se lixa é o mexilhão’, existem investimentos em constituições de Instituições Financeiras (Bancos) no exterior em parcerias ou totalmente detidas por entidades residentes, elites de grupos com acesso a offshore’s vulgo Paraíso Fiscais, entre outras ‘artimanhas’ (qualquer dia vou explicar melhor), para justificar contabilisticamente isenções/benefícios fiscais, menos valias inerentes ao arranque de mega projectos, etc…, sei é que os pequenos lojistas, as pequenas e médias empresas, estão a sufocar com encargos e mais encargos dos quais não têm qualquer hipótese de fugir, cercados por gurus de Grupos/Multinacionais Intocáveis. A questão levantada, já há muito que se discute nos corredores dos Rotaries ou nas quintas-feiras durante uma partidinha de Golf, a medida mais imediata para responder a esta questão foi levantada pelo Millenniumbcp.pt, aquando da OPA sobre o BPI, mais o aumento de Capital que se vai verificar no principio do próximo ano e conquistar não mares nem trajectos marítimos, mas sim em terra a palavra chave “DIMENSÃO“, como tal e perspectivando para o futuro mais próximo, novas OPA’s, penso que a competitividade na banca já não depende do mercado Interno mas sim do mercado Externo. Temos de ser ávidos de DIMENSÃO.

  2. boa noite rui, e pedro branco gomes, e um tema muito interesante falar da banca, eu peço desculpa ao pedro mas não estou propriamente de acordo com o seu comentario, passo a explicar.
    1º os nossos bancos nunca terão dimensão nenhuma, vão estar sempre ao nivel do nosso PORTUGAL mesquinho com um povo pobre de espirito e pouco inteligente, povo esse comandado por pessoas inteligentes em seu interesse não do país.
    2º Os nossos bancos não são entidades serias, basta ler o que a imprensa la fora escreve.
    3º São geridos por pessoas muito influentes no nosso PORTUGAL, basta ver o que aconteceu com o SANTANA LOPES, quer taxar a banca e foi logo corrido, a meu ver por pessoas sem categoria.
    e fico-me por aqui para não falar de offshore´s e outros meios que só em portugal são permitidos fazer e aplicar, para sacar o pobre povo.

  3. Para incendiar ainda mais, vou transcrever uma carta dirigida ao BES, que se poderia aplicar a qualquer outra Instituição de Crédito.

    CARTA ABERTA AO BES

    Exmos. Senhores Administradores do BES

    Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/ rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

    Funcionaria desta forma: todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.

    Que tal?
    Pois, ontem saí do meu BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
    Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão.
    O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como, todo e qualquer outro serviço.
    Além disso, impõe-me taxas. Uma “taxa de acesso ao pão”, outra “taxa por guardar pão quente” e ainda uma “taxa de abertura da padaria”. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

    Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
    Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobraram-me preços de mercado. Assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.

    Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri. Para ter acesso ao produto do v/ negócio, os senhores cobraram-me uma “taxa de abertura de crédito” – equivalente àquela hipotética “taxa de acesso ao pão”, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
    Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobraram-me uma “taxa de abertura de conta”.
    Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa “taxa de abertura de conta” se assemelharia a uma “taxa de abertura da padaria”, pois, só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
    Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como “Papagaios”.Para gerir o “papagaio”, alguns gerentes sem escrúpulos cobravam “por fora”, o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos.
    Agora ao contrário de “por fora” temos muitos “por dentro”.

    Pedi um extracto da minha conta – um único extracto no mês – os senhores cobraram-me uma taxa de 1 EUR.
    Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR”para a manutenção da conta” – semelhante àquela “taxa pela existência da padaria na esquina da
    rua”.
    A surpresa não acabou: descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre – uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela “taxa por guardar o pão quente”.

    Mas, os senhores são insaciáveis.
    A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
    Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações do v/ Banco.

    Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
    Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/ responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal.
    Sei disso.
    Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem o v/ negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

    Sei que são legais.
    Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.

    Vitor Pinheiro

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