Consignação 0,5 IRS 2010 – Números de contribuinte das instituições habilitadas

28 February, 2010 por Mapari · 3 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Pobreza / Riqueza 

NOVIDADE (11 de MARÇO de 2010): É a novidade do dia. Afinal, as finanças cederam na difusão da lista oficial das 108 instituições que podem receber os 0,5% de IRS que cada constribuinte lhes poderá atribuir aquando do preenchimento da declaração anual de IRS relativo a rendimentos de 2009 que se encojntra já em curso. Pode consultá-la nesta ligação (ENTIDADES COM PROCESSO DEFERIDO PARA O ANO FISCAL DE 2009 (dados de 2010-03-09).

—————————————————

Tal como sucedeu no ano passado é público qual o número de entidades que estão dispostas e habilitadas a receber a consignação de IRS que cada agregado pode fazer quando preenche a sua declaração anual: são 108 conforme se lê no Jornal de Negócios  mas a lista não é divulgada por razões de “sigilo fiscal”.  É dificil acreditar que as instituições que desejam receber os 0,5% de IRS dos portugueses que o queiram consignar em seu favor não estejam todas interessadas em que o seu Número de Indentificação Fiscal seja publicado. Adiante.
No ano passado demo-nos ao trabalho de procurar identificar as então 77 instituições habilitadas (ver em “Consignação de IRS 2009 – Lista de NIPC / NIF / Números de contribuinte de Instituições interessadas em receber os 0,5%“). Muito provavelmente a grande maioria manterá tal condição pelo que a listagem se mantêm como boa referência, sem prejuizo de o leitor procurar aceder ao sítio na net ou contactar a  instituição para procurar confirmação.

Leia Mais

BPI inova na forma de ajudar Madeirenses

26 February, 2010 por Monica · 3 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Pobreza / Riqueza 

Isto que se lê a seguir não é muito comum por cá, pois não?

“Clientes do BPI afectados pela intempérie ficam um ano sem pagar empréstimos
Os clientes do Banco BPI que tenham sido afectados pela intempérie que afectou a Madeira no último fim-de-semana vão poder ficar um ano sem pagar os seus empréstimos, anunciou o grupo liderado por Fernando Ulrich, em comunicado. Além disso, a instituição doou 200 mil euros para iniciar uma conta de solidariedade com a ilha e escolheu a Madeira como destino das viagens de incentivo para os seus comerciais. (…)”

in Negócios.

Complemento Solidário para Idosos 2010

31 December, 2009 por Mapari · 1 comentário
Arquivado em: Dinheiros, Legislação, Pobreza / Riqueza, Segurança Social 

Foi hoje fixado em 1,25%, através da portaria nº 1457/2009, o aumento do valor de referência para aceder ao Complemento Solidário para Idosos (€5022) bem como o montante do referido Complemento de que beneficiarão os cidadãos elegíveis.

Indicadores Sociais: Actualização de dados sobre a Pobreza

O INE acaba de divulgar o relatório anual com os principais Indicadores Sociais do país (dados de referência relativos a 2008).

Discretamente, no interior da publicação podem-se encontrar alguns indicadores de síntese sobre a pobreza em Portugal ao longo de 2008. Da comparação com os anos anteriores verifica-se que o número aumentou. Por exemplo, a taxa de risco de pobreza antes de transferências sociais subiu em 2008 retomando o valor registado em 2005 (41% da população). A mesma taxa após se considerarem transferências relativas a pensões também aumentou de 24% em 2007 para 25% em 2008. Apenas na situação em que se consideram todas as transferência sociais se obtem uma estabilização do número de pobres em torno dos 18%.

Ass transferências socias são cada vez mais importantes para amenizar a situação de partida contribuindo provavelmente também para a redução significativa dos índicadores de desigualdade que se vem registando de forma continuado pelo menos desde 2005 (Coeficiente de Gini; Desigualdade na distribuição de rendimentos (Rácio S80/S20) e Desigualdade na distribuição de rendimentos (Rácio S90/S10)).

Fica o destaque sobre a pobreza mas há pano para mangas na publicação de 207 páginas hoje publicada.

Nota: Este é o meu primeiro texto no Economia & Finanças. Conto não os desiludir procurando manter os níveis de rigor e de relevância que têm pautado os artigos que tenho lido por aqui. Critiquem à vontade :-)

Ao vosso dispor,

Mapari.

Complemento solidário usa patamar de rendimento com 2 a 3 anos de atraso

16 November, 2009 por RCB · 1 comentário
Arquivado em: Pobreza / Riqueza, Política Económica 

A ler “Complemento solidário não retira da pobreza um único idoso a viver sozinho” no e.conomia.info, um estudo sobre a eficácia e eficiência do Rendimento Social de Inserção e sobre o Complemento Solidário para Idosos.

Envelhecer depressa é meio caminho andado para crise profunda?

Podemos ser mais ou menos fãs de políticas natalistas, de mais ou menos intervenção do Estado em decisões como o número de filhos de cada família e as respectivas discriminações positivas ou negativas, mas convem ter bem presente o que está em causa para não nos surpreender um destino sombrio. Eis os dois primeiros parágrafos de um artigo de Cristina Casalinho no Negócios, não dispensa a leitura integral “A maldição do envelhecimento“:

“Nas últimas semanas, têm sido publicados dados sobre a demografia portuguesa, revelando uma população envelhecida, por via da baixa taxa de natalidade e da queda dos movimentos imigratórios. Paralelamente, a lista dos países mais envelhecidos é encabeçada por economias que, na última década à semelhança de Portugal, têm revelado crescimentos económicos débeis: Japão, Alemanha e Itália. Esta circunstância desperta interrogações sobre um eventual nexo entre envelhecimento e fraco crescimento.

Para Portugal, inevitavelmente, o envelhecimento coloca importantes desafios à sustentabilidade da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde, impondo a refundação dos regimes prevalecentes. Para além deste efeito, analisando o andamento das economias nipónica, alemã e italiana, emerge a ideia de que o envelhecimento poderá constituir um factor adicional para o empobrecimento da economia nacional ou obstaculizar a desejada reversão da tendência dos últimos dez anos. O diagnóstico das dificuldades da economia portuguesa condensa-se em reduzida produtividade com excessivo peso do sector dos bens não transaccionáveis, baixa poupança, limitado investimento em investigação e desenvolvimento, empreendedorismo mitigado, desadequação da qualificação da força de trabalho. Relembrando o modelo de crescimento económico de Solow: simplificadamente, o crescimento económico explica-se pela expansão da população, pela evolução do investimento/da utilização de capital e, por último, pelo progresso da produtividade ou inovação. Olhando para a economia portuguesa, a população definha, a utilização de capital é baixa e o investimento, no curto prazo, está comprometido pela escassa poupança. Restam acréscimos de produtividade. Ora, o envelhecimento da população, como a evidência empírica demonstra, implica alterações significativas nas preferências dos agentes económicos, resultando em impactos não negligenciáveis na produtividade. (…)”

E você, preocupa-se com a sua reforma?

23 April, 2009 por RCB · 7 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Pobreza / Riqueza, Segurança Social, Sociedade 

Li há pouco a notícia “Portugueses não pensam na reforma ” na qual se diz, com base num estudo com a chancela do ISCTE pago pela CGD que “os portugueses que se consideram mais felizes também têm maior nível de consciência relativo à reforma”. Admito que seja mais fáci lser-se feliz se tivermos capacidade de poupança sem com isso perjudicar a nossa capacidade de sermos benevolentes connosco no presente, tantas vezes traduzida na capacidade de consumo logo, não me espanta que havendo essa capacidade de poupança, haja maior consciência para aforrar para reforma criando-se assim a tal correlação positiva: mais capaz de poupar, mais feliz, mas prevenido quanto à reforma.

E o elitor que diz sobre a sua reforma? Enquadra-se neste perfil? É jovem e já amealha para reforma? Prefere investir no presente a acumular felicidade potencial para o futuro? Não tenho muito o hábito que interpelar os leitores mas se tiverem interesse podemos trocar impressões na caixa de comentários. Deixarei por lá a minha opinião pessoal.

A quem posso doar 0,5% do meu IRS?

23 March, 2009 por RCB · 3 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Pobreza / Riqueza, Sociedade 

NOVIDADE (11 de MARÇO de 2010): Eis a  lista oficial das 108 instituições que podem receber os 0,5% de IRS que cada constribuinte relativo a rendimentos de 2009 – declaração de 2010.

———

A listagem contendo a “Consignação de IRS 2009 – Lista de NIPC / NIF / Números de contribuinte de Instituições interessadas em receber os 0,5%” foi actualziada e aumentada. Constam neste momento 65 instituições e respectivos números de contribuinte. Se souber de alguma em falta não hesite em contactar-nos (por fazer uso da caixa de comentários ou do formulário de contacto). Obrigado.

Consignação de IRS 2009 – Lista de NIPC / NIF / Números de contribuinte de Instituições interessadas em receber os 0,5%

17 March, 2009 por RCB · 21 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Pobreza / Riqueza, Sociedade 

NOVIDADE (11 de MARÇO de 2010): Se procura a lista de 2010 pode encontrá-la aqui:  lista oficial das 108 instituições que podem receber os 0,5% de IRS que cada constribuinte relativo a rendimentos de 2009 – declaração de 2010.

———

Quais são as Instituições que estão interessadas em receber os 0,5% do seu IRS como donativo? Quais os seus  números de contribuinte?

mepOntem ouvi que são 77 as instituições que demonstraram junto das finanças esse interesse (ainda que com isso deixem de poder reclamar a devolução do IVA!), contudo o Fisco, que com tanta ligeireza apresenta a lista de devedores, têm pruridos em divulgar a tal listagem pois seria uma violação do sigilo fiscal. Provavelmente é a atitude legalmente correcta mas nem sempre as leis são aceitáveis. Num esforço de sistematizar a informação pública relativa à identificação das IPSS interessadas em receber o seu contributo eis a listagem que estamos a construir. Contribua com novas instituições que publicamente estão a pedir apoio ou indicando-nos algum erro. Disponha da caixa de comentários.

Como contribuir com os tais 0,5%? Eis a explicação que nos parece eficaz dada por uma das organizações abaixo listadas (Abraço):

Sem custos para o contribuinte, o Estado permite que 0,5% do imposto liquidado reverta a favor das Organizações de Apoio Social e Humanitário Sem Fins Lucrativos. Podem também ser destinatárias destes donativos as Pessoas Colectivas de Utilidade Publica.

Onde?

Basta que preencha no anexo H do quadro nove, no campo 901, assinalando com um X a sua intenção para ser inscrito no modelo de declaração o nosso NIF como entidade beneficiária.

(…)

Porque?

Porque a Lei 16/2001 (artigo 32 nº4 e 6) regulamenta estes actos de solidariedade através da consignação do imposto já liquidado pelo cidadão contribuinte.

Quem?

A contribuição através da Declaração de Rendimentos é um acto de Responsabilidade Social que visa apoiar todas as pessoas mais desfavorecidas na sociedade. Seja Solidário!

Eis a listagem (em actualização 64 em 77 instituições) e o ficheiro para importar para o seu PC se desejar.

 

Fundação Benfica                                            NIPC 500 276 722
CERCIAMA Coop. Educ. Reab. Cid. Inadaptados Amadora         NIPC 500 636 826
Fundação Cardeal Cerejeira                                  NIPC 500 734 364
Fundação Portuguesa de Cardiologia NIPC 500 936 994
Centro Social da Musgueira                                  NIPC 500 954 445
Liga Portuguesa Contra o Cancro                             NIPC 500 967 768
APEDV – Ass. Promotora de Emprego Deficientes Visuais       NIPC 501 097 643
Fundação Rotária Portuguesa                                 NIPC 501 129 081
Amnistia Internacional                                      NIPC 501 223 738
SOS Voz Amiga                                               NIPC 501 395 547
Fundação Maria do Carmo Roque Pereira                       NIPC 501 624 899
Liga Portuguesa de Constra as Doenças Reumáticas            NIPC 501 684 107
Associação de Socorros da Freguesia da Encarnação           NIPC 501 866 213
Leigos para o Desenvolvimento                               NIPC 501 917 705
OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento                        NIPC 502 002 859
Associação de Fraternidade Cristã – O Companheiro           NIPC 502 121 637
Casa da Ameixoeira – Crescer Ser                            NIPC 502 574 500
Liga Portuguesa contra a Sida                               NIPC 502 665 548
CIC – Associação para a Cooperação, Intercâmbio e Cultura   NIPC 502 696 532
Assistência Médica Internacional                            NIPC 502 744 910
Associação Portuguesa dos Celíacos                          NIPC 502 852 038
Movimento de Apoio à Problemática da SIDA                   NIPC 502 852 917
Voluntariado Internacional para o Desenvol. Africano        NIPC 502 862 122
Fundação Evangelização e Culturas                           NIPC 502 868 783
APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil     NIPC 502 886 412
Sul Cooperação para o Desenvolvimento                       NIPC 502 969 580
Sol Sem Fronteiras                                          NIPC 503 070 092
Associação Sol                                              NIPC 503 075 922
Abraço                                                      NIPC 503 170 151
Saúde em Português                                          NIPC 503 224 049
Associação CAIS                                             NIPC 503 404 756
Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino   NIPC 503 454 311
AMU – Cooperação Solidariedade Lusófona Mundo Unido         NIPC 503 565 970
Associação dos Amigos dos Animais de Albergaria-a-Velha     NIPC 503 626 635
Associação de Ajuda ao Recém-Nascido–Banco do Bebé          NIPC 503 663 174
Casa da Criança de Tires / Fundação Champagnat                    NIPC 503 743 712
Fundação Montepio                                           NIPC 503 802 808
Habitat for Humanity                                        NIPC 503 874 264
Leões de Portugal                                           NIPC 503 930 644
Liga Portuguesa de Desporto para Surdos                     NIPC 504 160 087
Banco Alimentar Contra a Fome                               NIPC 504 335 642
Associação Nacional de Direito ao Crédito                   NIPC 504 496 140
Médicos do Mundo                                            NIPC 504 568 566
Jesuit Refugee Service                                      NIPC 504 776 150
Conversas de Rua                                            NIPC 504 902 504
Associação Portuguesa de Psicogerontologia                  NIPC 504 984 985
Instituição Obra  Nossa Senhora do Rosário de Fátima        NIPC 505 091 216
APPDA- Ass. Port. Perturbações do Desenv. Autismo           NIPC 505 713 705
APCL – Associação Portuguesa contra a Leucemia              NIPC 505 945 401
TESE – Associação para o Desenvolvimento                    NIPC 506 007 910
Fundação da Criança                                         NIPC 506 160 459
CADin – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil         NIPC 506 285 871
Alternativa- Associação para a Promoção do Comércio Justo   NIPC 506 471 330
Entrajuda – Apoio a Instituições de Solidariedade Social    NIPC 506 904 083
Fundação Gonçalo da Silveira                                NIPC 507 002 130
Associação Grupo de Apoio SOS Hepatites                     NIPC 507 282 019
BIPP – Banco de Informação de Pais para Pais                NIPC 507 329 503
Fundação Afid Diferença                                     NIPC 507 367 111
Associação Conversa Amiga                                   NIPC 508 047 897
Associação Terra dos Sonhos                                 NIPC 508 128 439
Associação Gentes dos Leigos Missionários da Consolata      NIPC 508 313 554
Igreja Lusitana                                             NIPC 592 003 159
União Budista Portuguesa                                    NIPC 592 003 264
Centro Budista Deuachen                                     NIPC 592 005 348

Acção Social Escolar: quem tem direito (DL nº55/2009)

Foi hoje publicado no Diário da República o Decreto Lei nº 55/2009 (clique aqui para aceder à legislação) que estabelece o novo regime jurídico aplicável à Acção Social Escolar que tem como alvo as crianças e os alunos que:

 ”(…) frequentem a educação pré -escolar e os ensinos básico e secundário em estabelecimentos de ensino públicos, ou particulares e cooperativos em regime de contrato de associação.”

 Nas cerca de 9 páginas deste Decreto-Lei encontra-se informação que enquadra, entre outros, as modalidades de apoio, como sejam:

  • O apoio alimentar;
  • Os transportes escolares;
  • Os auxílios económicos (entenda-se auxílios pecuniários ou em dinheiro);
  • A prevenção e seguro escolar;
  • O acesso a recursos pedagógicos.

Página seguinte »