Paul Samuelson: mais de 60 anos a dar aulas

13 December, 2009 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Nobel, Sociedade 

Paul Anthony Samuelson, Prémio Nobel da Economia em 1970 e um dos economistas mais conhecidos em todo o mundo, sobretudo entre os estudantes, morreu hoje aos 94 anos, anunciou o Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde era professor desde há mais de 60 anos.  (…)” in Negócios

Soube da notícia num intervalo para espreitar as notícias enquanto esperava por uma boa hora (que veio) na maternidade. Samuelson não foi o “pai” do meu manual de economia porque na minha escola a regra era heterodoxa (de modo a se poderem cobrir as várias ortodoxias). No meio deste ecletismo, sabia-se do excelente manual de Samuelson que de tão bom corria o risco de se pensar bastar a si próprio para se entender a economia. Ora se isto não é um dos melhores elogios que se pode fazer a um professor…

 

Nobel da Economia 2009/2010: Ostrom e Williamson

12 October, 2009 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Nobel 

Eis as páginas na wikipedia sobre os dois laureados de economia deste ano:

Elinor Ostrom e Oliver Williamson

E um breve artigo do oponião sobre este prémio atribuido a dois estudiosas da economia institucional escrito pelo vencedor do ano passado: Paul Krugman, “An institutional economics prize“.

Funny little thing called Portugal (act.)

14 October, 2008 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Nobel 

“(…) In the summer of 1976 I got a first taste of the policy world myself, as part of a small group of MIT students sent to work for the central bank of Portugal for three months. At the time Portugal was in considerable chaos, in the aftermath of a revolution and an attempted coup; much of the challenge was simply to figure out what was going on. What I learned from that experience was the power of very simple economic ideas and simultaneously the uselessness of theories that cannot be given operational content. In particular, my experience in a country in which it was a major challenge even to decide whether output was rising or falling gave me a lasting allergy to models that tell you that a potentially useful policy exists without giving you any way to determine what that policy is. (…)”

Paul Krugman, in “Incidents from my career“.

Ainda a este propósito veja-se o contributo de João Aldeia que nos dá um “cherinho” do tal trabalho feito nos idos anos 70: “A Economia ao serviço das Esperanças de Abril

Paul Krugman, “prémio nobel” da economia 2009

13 October, 2008 por RCB · 2 comentários
Arquivado em: Nobel 

E eis que o Nobel chega aos blogues. Congratulations!

Aquele que tem sido um dos blogues internacionais de leitura obrigatória nas últimas semanas está em festa :-)

Eis a reacção do próprio:

A funny thing happened to me this morning … “

“Nobel” de economia: microeconomia novamente na ribalta

15 October, 2007 por Rui Cerdeira Branco · Deixe um comentário
Arquivado em: Nobel 

Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson: "for having laid the foundations of mechanism design theory".

No Pura Economia os nomes já têm direito a boneco e amanhã no ISEG há palestra sobre o nobel deste ano.

Faleceu hoje o economista Milton Friedman

16 November, 2006 por Rui Cerdeira Branco · Deixe um comentário
Arquivado em: Nobel 

“Milton Friedman, the grandmaster of conservative economic theory in the postwar era and a prime force in the movement of nations toward lesser government and greater reliance on free markets and individual responsibility, died today. He was 94 years old. (…)”

in New York Times

Desapareceu hoje um dos economistas mais influentes na história do pensamento económico do século XX. Retenho a sua capacidade evolutiva tendo ultrapassado e espantado várias vezes alguns dos que se arreigavam como cristais à sua escola de pensamento económico. Foi-lhe atribuido o “prémio nobel” da Economia em 1976, tendo depois disso prosseguido o seu trabalho de investigador e consultor para assuntos de política económica.

Não pretendo sequer tentar uma resumo biográfico: no “Marginal Revolution” encontram-se referências de alguns dos colegas seus.

De que falam os prémios nobel da economia?

27 October, 2006 por Rui Cerdeira Branco · 3 comentários
Arquivado em: Debate, Nobel, Sociedade 

jornal no deserto

Gary Becker (prémio Nobel da Economia de 1992), que mantem em parceira com Richard Posner o sempre interessante The Becker-Posner Blog, escolheu como tema desta semana a pergunta “Is There a Case for Legalizing Polygamy?” (opinião de Becker aqui e a de Posner aqui).

Esta mania dos economistas em serem generalistas e meterem o bedelho em tudo… E alguns, como estes, ainda têm a desfaçatez de terem olho clínico e treinado para comentar a sociedade. Visita recomendada, como é óbvio. Um excerto para aguçar o apetite.

De Posner:

“Becker has posed an intriguing question: if a woman thinks she would be better off as a second or third (or nth) wife rather than as a first and only wife, or not married at all, why should government intervene and prohibit the arrangement? From an economic standpoint, a contract that makes no one worse off increases social welfare, since it must make both of the contracting parties better off; otherwise they would not both agree to the contract.

The question has achieved a certain topicality because of the movement to legalize homosexual marriage. One of the standard objections to such marriage is that if homosexual marriage is permitted, why not polygamous marriage? The basic argument for homosexual marriage is that it promotes the welfare of homosexual couples without hurting anybody else. That seems to be equally the case for polygamous marriage. (…)”

Leia Mais

O antibanco de Muhammad Yunus

LabirintoAinda sobre o vencedor do prémio nobel da paz deste ano já aqui destacado - Muhammad Yunus e o seu Banco Grameen – convido-vos hoje à leitura do artigo de António Peres Metelo no Diário de Notícias que polemiza com uma opinião de João César das Neves onde este decide partilhar pela banca comercial os créditos do prémio este ano atribuido ao banco do microcrédito.

Deixo-vos um excerto:

“(…) A ideia fundadora do microcrédito surge da observação de uma realidade insuportável: mulheres artesãs de peças de bambu, nas aldeias em Chittagong, não conseguiam gerar rendimento suficiente para alimentar-se a si e aos filhos, mesmo quando tinham assegurada a venda dos seus produtos. Não dispunham de um fundo de maneio próprio e todo o excedente económico esvaía-se nos juros predadores dos agiotas locais, que avançavam o dinheiro para a compra da matéria- -prima. Escassas dezenas de dólares chegaram para arrancar essas 40 mulheres do ciclo infernal dos parasitas argentários. Mas estes só existem porque a banca comercial não empresta dinheiro a quem não tem bens colaterais para oferecer como garantia! Nesse sentido, ao confiar na palavra, sobretudo, das mulheres mais pobres do seu país, Yunus criou o antibanco.

Quem depende dos próximos 100 dólares para novo ciclo produtivo do seu micronegócio sabe que não se pode dar ao luxo de falhar um pagamento. E, pasme-se!, a taxa de incumprimento dos paupérrimos não é superior à dos endinheirados. A diferença está em quem empresta: não promove as ilusões de que se pode ter uma vida extraordinária de multimilionário ao aceder a determinado cartão de crédito ou de que se é “dono” de um banco ou de uma grande empresa por comprar uma centena de acções em oferta pública. (…)”

Muhammad Yunus e o seu Banco Grameen – Prémio Nobel da Paz de 2006

13 October, 2006 por Rui Cerdeira Branco · 2 comentários
Arquivado em: Empresas, Nobel, Pobreza / Riqueza 

Uma excelente escolha. Quando soube da notícia a ideia que me ocorreu de imediato é que poderíamos também estar perante o prémio “nobel” da Economia, mas faltam-lhe as fórmulas, os papers, as obras teóricas seminais. Desculpem a ironia mas não desmerecendo o senhor Phelps, ele ficaria muito bem acompanhado por Muhammad Yunus e vice-versa. Não foi assim, tanto melhor. O mais notório prémio da esfera Nobel dignificou-se com a escolha deste ano via “O Banqueiro dos Pobres” que tem por lema:

One day our grandchildren will go to museums to see what poverty was like.

“Nobel” da Economia de 2006

9 October, 2006 por Rui Cerdeira Branco · Deixe um comentário
Arquivado em: Nobel, Política Económica 

Foi atribuido há minutos, pelo Banco Central da Suécia, o prémio de Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel a Edmund S. Phelps.