FIN-NET: queixas transfronteiras na banca, seguros e valores mobiliários

Conhece a FIN-NET? Sabia que existe “uma rede para a apresentação extrajudicial de queixas transfronteiras no sector dos serviços financeiros (banca, seguros e valores mobiliários), constituída na União Europeia com vista ao reforço da cooperação entre as entidades nacionais com competência para a resolução extrajudicial deste tipo de litígios”? Esta rede está operacional na União Europeia e também na Noruega e na Islândia e encontra-se ao dispôr de qualquer cidadão.

No sítio da CMVM (um dos dois pólos de acesso à FIN-Net em Portugal, juntamente com o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo) que já citámos acima, refere-se que a FIN-Net não pretende criar expectativas excessivas pois o seu sucesso depende “do grau de aculturação e desejo de diálogo e não confrontação dos seus utentes” não podem de forma alguma substituir-se ao tribunais, contudo é um alternativa, ou um primeiro recurso para evitar ” as vias de facto” que talvez valha a pena promover.

Eis as principais vantagens identificadas, relativas FIN-NET:

“(…) Vantagens deste sistema de resolução extrajudicial de conflitos

- Facilita o acesso dos cidadãos do Espaço Económico Europeu aos meios extrajudiciais de resolução de conflitos para dirimir conflitos transfronteiriços de forma rápida, profissional, eficiente e imparcial;

- Atentos os requisitos para a adesão dos organismos nacionais à FIN NET, são fornecidas as garantias mínimas fixadas na legislação comunitária para a administração da justiça (independência, imparcialidade, confidencialidade, possibilidade de acesso à via judicial);

- Resolve os diferendos transfronteiriços sem necessidade de comparência pessoal dos interessados;

- Fornece ao consumidor de serviços financeiros mais informação e permite aos organismos internos intervenientes no auxílio aos cidadãos e na cooperação com os congéneres uma vantajosa troca de informação sobre os mercados. (…)”

Fica aqui o nosso humilde contributo de difusão. Pode conhecer aqui quem participa na FIN-NET e mais alguns dados adicionais.

Remuneração dos Certificados do Tesouro cai em Setembro

29/08/2010 por Monica · Deixe um comentário
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O IGCP já divulgou as remunerações para os certificados do tesouro que sejam subscritos em Setembro de 2010.  Com excepção da taxa aplicável a certificados que sejam detidos durante menos de 5 anos (cuja taxa se manteve estável nos 1,4% brutos), as remunerações para 5 a 10 anos (exclusive) – passaram de 4,3% para 3,85% brutos-  e 10 anos – passaram de 5,35% para 5,15% brutos – foram reduzidas em Setembro.

Entretanto actualizámos e melhorámos o nosso simulador para Certificados do Tesouro, disponibilizado na nossa página de simuladores.

Bons negócios!

Qual o melhor depósito a prazo para poupanças a partir de 2500€? (act.)

25/08/2010 por Monica · 1 comentário
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Tem pelo menos 2500€ para aplicar num depósito a prazo? Quais são neste momento (dados de 23 de Agosto de 2010) as melhores ofertas disponíveis no mercado português? Com base na informação que actualizámos recentemente na nossa página de depósitos a prazo, verifica-se que a melhor taxas de juro disponível no mercado é a do PrivatBank que remunera a 3,75% (TANB) os seus depósitos a 1, 2 e 3 anos. Para depósitos a 1, três e  seis meses, é também o Privat Bank que lidera remunerando, neste caso, a 3%,  3,25% e  3,5%, respectivamente (TANB).

Se olharmos para o segundo lugar, em cada prazo que observámos, a situação não é tão de sentido único. O SantanderTotta oferece 1,25% a 30 dias, o Banco Popular oferece aproximadamente 3% (depende do cálculo preciso da Euribor) a 3 meses, é também o banco com melhor oferta a seis meses e a um ano: 3% – sempre TANB.

Para prazos mais longo destacam-se o BES a dois anos (2,75% – TANB), o BPN a 3 anos (2,75% de TANB), o BIG a 4 anos (3,38%, TANB) e, finalmente, o Finibanco a 5 anos oferecendo 3,30% (TANB).

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Banco de Portugal já recebeu queixas sobre cláusulas abusivas no Crédito à Habitação

Segundo a Agência Financeira, após alguns dias de troca de declarações entre a DECO e o Banco de Portugal, este último acusou a recepção de queixas quanto a novas cláusulas que algumas instituições financeiras estão a incluir nos contratos de concessão de crédito à habitação segundo as quais, mediante condições suficientemente subjectivas e arbitárias, os bancos podem decidir unilateralmente alterar os spreads contratados mesmo que não haja qualquer incumprimento por parte dos devedores.

Juntar ao risco inerente à habitual taxa variável, mais um risco de variabilidade do custo do crédito, discricionário, e inteiramente nas mãos de uma das partes torna, de imediato, um contrato de crédito com garantia, algo que nos parece inteiramente abusivo. Algo que, à falta de melhor, traduz também o tipo de relação que cada uma dessas instituições financeiras cultiva no mercado em que se insere. A prática parece estar a tornar-se popular entre os bancos, não sendo improvável que em pouco tempo desaparecessem alternativas concorrenciais a esta prática.

Aguardemos então pela interpretação que se espera vinculativa do Banco de Portugal.

Apenas um Banco desceu as taxas de juro dos depósitos a prazo em Agosto 2010

24/08/2010 por Mapari · Deixe um comentário
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O PrivatBank foi a única instituição financeira que identificámos como tendo descido as taxas de juro com que remunera a maioria dos seus depósitos a prazo. Entre os restantes bancos detectámos manutenções ou subidas, nalgunas casos significativas e transversais como no caso do BES e Montepio Geral, noutros pontuais como sucedeu com o Banco Popular. Como habitualmente as remunerações dependem não só do prazo dos depósitos mas também da fidelização e dos montantes envolvidos.

Chegámos a estas conclusões sumárias e não taxativas após termos actualizado o nosso comparativo com as melhores taxas de juro praticadas nos depósitos a prazo disponíveis no mercado português (clique aqui para aceder). Ainda que o exercício não seja exaustivo (implica consulta  e recolha, caso a cas,o da informação disponibilizada publicamente, na internet, por cada instituição financeira), cremos que é relevante e complementar a outra habitualmente divulgada nos media. Como sempre convidamos os nossos leitores a consultarem as Fichas de Informação Normalizada obrigatoriamente divulgadas pelos Bancos para fazerem as comparações finais.

Em termos sumários, apesar da descida das taxas, o PrivatBank continua a liderar em quase todos os prazos de depósitos que analisamos ainda que o diferencial se tenha esbatido.

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Subida dos spreads: ninguém se queixou ao Banco de Portugal? (act.)

Alguns recordar-se-ão dos artigos recentes  ”CGD está a aumentar spreads a clientes com crédito à habitação há vários anos (act.III)” e “A CGD não lhe subiu o spread nos últimos tempos?” que continuam a recolher novos comentários com leitores a relatarem que a CGD lhes está a aumentar o spread do credito à habitação de forma abusiva (na opinião de visados). Hoje surge na imprensa (por exemplo na Agência Financeria) a indicação por parte do Banco de Portugal que não lhes chegou nota de qualquer reclamação sobre casos similares, sendo certo que o Banco de Portugal não produziu ainda de moto próprio qualquer clarificação na interpretação do  Decreto-Lei  192/29009 de 16 de Outubro de 2009 que parece estar na base do diferendo. Outra questão prende-se com os novos contratos que contêm clausulas que dão poder unilateral aos bancos para poderem subir os spreads como, quando e quanto quiserem (veja aqui).

É certo que alguns dos nossos leitores afirmam já ter feito a reclamação mas, obviamente não temos condições de confirmar. Fica, no entanto, a nota de que este meio, a reclamação junto do Banco de Portugal, independentemente de um dialogo bilateral com a instituição financeira, está disponível e pode revelar-se eficaz. Eis um excerto da peça da Agência Financeira que cita o Banco de Portugal:

“(…) O Banco de Portugal disse esta sexta-feira que não recebeu queixas da Deco ou de particulares contra bancos relativas a cláusulas que prevejam a possibilidade de alteração das taxas de juro de créditos à habitação.

Em resposta escrita a questões colocadas esta manhã pela agência Lusa, o Banco de Portugal confirmou que a instituição reguladora «recebe e analisa diariamente um número significativo de reclamações dos clientes bancários», mas assegurou que não foi «identificada qualquer reclamação relativamente à actuação das instituições na matéria de crédito à habitação» referida. (…)”

Caixa Geral de Depósitos aumenta taxas de juro para clientes Caixa Azul (act.)

20/08/2010 por Monica · Deixe um comentário
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Os clientes Caixa Azul foram recentemente informados pela CGD que as taxas de juro que remuneram os depósitos Netprazo a 6 e a 12 meses (exclusivamente subscritos pela internet via banca online) passaram a ter um prémio sobre a respectiva euribor que vinha sendo o juro praticado. Segundo a CGD:

“(…) A taxa de remuneração (TANB) é igual a 115% da média da Euribor do respectivo prazo (6 e 12 meses), na base 360, verificada no mês anterior à subscrição do depósito com arredondamento à milésima. (…) A subscrição está disponível em exclusivo no serviço Caixadirecta on-line, para montantes entre 500 e 25.000 euros, até ao saldo máximo de 25.000 euros por Cliente. (…) Esta informação não dispensa a consulta da Ficha de Informação Normalizada [só disponíveis após autenticação do cliente no sítio].

As taxas de juro em vigor para depósitos constituidos em Agosto de 2010 são (TANB):

  • 1,270% a 181 dias e
  • 1,579% a 365 dias.

Como não se tratam de depósitos disponíveis para a generalidade dos clientes, não sendo sequer (tanto quanto sabemos) divulgados publicamente no sítio da CGD, decidimos não incluir esta informação nas nossas tabelas comparativas relativas aos melhores depósitos a prazo. Esta informação hoje aqui divulgada foi-nos referenciada por um cliente abrangido, devidamente identificado, ao qual agradecemos. Em termos globais, a oferta agora melhorada continua a ter concorrência mais atractiva em muitos outros bancos.

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