“Pai, carrega-me a mesada” – a oferta dos bancos

12 March, 2010 por Monica · 3 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Sociedade 

O Negócios divulga hoje nesta peça online “Mesadas em ordem” um comparativo que realizou sobre contas bancárias particularmente vocacionadas para a gestão de mesadas, contas que nalguns caso se ajustam à idade do petiz e que permitem o controlo por parte dos pais, os mesmo que por regra, bancam a banca. Fica a dica para referência futura.

Se tiverem comentários e sugestões baseados na experiência pessoal não hesitem em dizer coisas…

Limites das taxas de juro de Usura em França

Temos vindo a publicar aqui as taxas de juro máximas fixadas para o trimestre, definidas pelo Banco de Portugal. Trata-se de uma prática iniciada este ano e aplica-se a taxas de juro ativas que incidem sobre crédito pessoal, crédito automóvel e cartões de crédito, linhas de crédito, descobertos bancários. O último artigo sobre o assunto foi publicado aqui: “Taxas de juro máximas por tipo de crédito descem – 2º trimestre de 2010“.

Mas a que propósito vem esta “repetição”? Um leitor deixou-nos uma dica na nossa página de fãs do facebook, alertando-nos para um exercício em boa parte comparável que se está a realizar em França. Nesta ligação (http://www.banque-france.fr/fr/statistiques/taux/usure.htm) podemos ver quais os limites máximos fixados em França (ano 2009) para este mesmo tipo de créditos mas também para outros. Por lá não estão com meias tintas e chamam-lhes “Seuils d’usure”. Os valores, num cenário e para um período em que a euribor andava por valores um pouco mais altos, é de tetos de juro mais baixos do que por cá. Haverá risco de crédito mais significativo por cá para justificar o diferencial?

Melhores depósitos a prazo – Março 2010

8 March, 2010 por Monica · 1 comentário
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ. 

Durante o fim de semana atualizámos a nossa página “Depósitos a prazo“com as ligações para a informação sobre virtualmente todos os depósitos a prazo disponibilizados pelas instituições financeiras a operarem em Portugal. Ao longo do último mês as taxas de referência, nomeadamente a euribor, continuaram a descer, ainda que ligeiramente, afectando o retorno dos depósitos a prazo e contribuindo para que algumas das ofertas mais generosas tenham sido retiradas.

O Banco Popular continua contudo a ser um caso sério ao remunerar os seus depósitos indexados à euribor  e acrescentando-lhe um prémio (ou spread) em favor do cliente que oscila entre os 0,25 e os 0,5 pontos percentuais, ou, em alternativa, colocando depósitos com taxa fixa que remuneram entre 2 a 3% de TANB média, dependendo das maturidades. O Banco Popular não está contudo sozinho e, como várias vezes aqui temos dito, nem só a taxa de juro é relevante, diferentes condições de mobilização antecipada e/ou de penalização caso esta ocorra podem transformar um depósito atraente em algo amargo caso venha a precisar de aceder ao seu capital.

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Taxas de juro máximas por tipo de crédito descem – 2º trimestre de 2010

Com o aproximar do final do 1º trimestre de 2010, o Banco de Portugal divulga os limites máximos para a taxa de juro cobrável em contratos de crédito pessoal, crédito automóvel e cartões de crédito, descobertos bancários, linhas de crédito. Recorda-se que o Banco de Portugal fixou este valores pela primeira vez em Dezembro último (ver aqui:”Os limites da usura: Banco de Portugal fixa taxas máximas no crédito aos consumidores – 1º Trimestre de 2010“).

Os limites máximos agora fixados foram revistos em baixa face ao trimestre anterior.  O valor máximo mais baixo é de 6,7% e refere-se a Crédito Pessoal com Finalidade Educação, Saúde e Energias Renováveis 6,70%. O mais alto é de  31,6& e refere-se a Cartões de Crédito, Linhas de Crédito, Contas Correntes Bancárias e Facilidades de Descoberto.

Eis os limites máximos por tipo de contrato que entrarão em vigor a 1 de Abril de 2010 de acordo com comunicado do Banco de Portugal:

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Banco Best está a recrutar pessoal

1 March, 2010 por Monica · 3 comentários
Arquivado em: Instituições Financ. 

Chegou-nos recentemente este dica que aqui divulgamos a potenciais interessados. O Banco Best está a recrutar pessoas. Não há detalhes muito concretos sobre as vagas mas é inequivoco que está em curso um processo de recrutamento, como tal os interessados poderão concorrer dando as indicações pedidas na área de recrutamento do referido Banco (clique aqui para aceder).

NOTA: contamos acompanhar com regularidade ofertas de emprego colocadas directamente pelas instituições contratantes que visem licenciados em Economia, Finanças ou outras licenciaturas relacionadas.

BPI inova na forma de ajudar Madeirenses

26 February, 2010 por Monica · 3 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Pobreza / Riqueza 

Isto que se lê a seguir não é muito comum por cá, pois não?

“Clientes do BPI afectados pela intempérie ficam um ano sem pagar empréstimos
Os clientes do Banco BPI que tenham sido afectados pela intempérie que afectou a Madeira no último fim-de-semana vão poder ficar um ano sem pagar os seus empréstimos, anunciou o grupo liderado por Fernando Ulrich, em comunicado. Além disso, a instituição doou 200 mil euros para iniciar uma conta de solidariedade com a ilha e escolheu a Madeira como destino das viagens de incentivo para os seus comerciais. (…)”

in Negócios.

Eu sei o que tu fizeste no meu banco Suiço

17 February, 2010 por Mapari · 2 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Política Fiscal 

Lembra-se desta história? “Deve um Estado comprar material roubado?” Pois há desenvolvimentos. Perante a perspectiva de o Estado Alemão comprar dados (roubados) que provam fugas ao fisco de cidadãos alemães recorrendo a bancos suiços, agora políticos do Estado “roubado”, o Suiço, ameaçam divulgar nomes sonantes da política e justiça açemão que andam a fugir ao fisco, em jeito de represália. É impressão minha ou, aconteça o que acontecer, a Suiça hipoteca com isto o seu “capital”?

Detalhes nesta peça do Negócios “Suíços ameaçam denunciar altas figuras alemãs que fogem ao Fisco“.

Quanto custa o dinheiro para o Estado? 4,823%

12 February, 2010 por Mapari · 2 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Política Económica 

Há 8 anos que o Estado não pagava tão caro pelo dinheiro que pede emprestado. A notícia é de quarta-feira e refere-se à emissão de 3 mil milhões de euros em obrigações do tesouro que o Estado português levou ao mercado. A taxa de juro final para remunerar os obrigacionistas que se mantenham titulares das respectivas obrigações durante os 10 anos de duração do empréstimo é de 4,823% ao ano.

A CGD hoje admite como referencial de taxa fixa a 10 anos para um crédito à habitação um valor na ordem dos 3,65% aos quais adiciona um spread que poderá começar, na melhor das hipóteses, nos 0,8% não devendo o valor médio fugir muito das redondezas do ponto percentual. Ainda assim uma taxa final cobrada inferior à que o Estado ontem aceitou pagar aos financiadores institucionais. Se a CGD se financiar a taxas próximas das obtidas ontem pelo Estado português, dificilmente poderá manter esta oferta, pois se ofizesse ou não teria qualquer proveito ou teria mesmo prejuízo.

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Como evitar a subida dos “spreads”

10 February, 2010 por Monica · 5 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ. 

A melhor forma de evitar a subida dos spreads dos empréstimos bancários é… não pedir empréstimos aos bancos. O dinheiro tem um custo e este ameaça subir significativamente mesmo antes de a Euribor retomar a sua esperada subida.

Aquilo que quer comprar dar-lhe-á um retorno maior do que a taxa de juro que vai pagar pelo respectivo empréstimo?  Já simulou cenários financeiramente  menos desafogados para ver até onde será capaz de sustentar o empréstimo que se prepara para fazer?

Delineou estratégias de fuga se a coisa der para  o torto (não estamos a pensar em fuga às dívidas note bem)? Quanto custam e o que implicam?

Pedir dinheiro ao banco para comprar um bem não é, nem deve ser encarado como um ato tão natural quanto respirar, deve ser sempre ponderado como um de vários recursos possíveis para seguir um determinado percurso de investimento ou de consumo.

Como já aqui foi referido há cerca de dois anos em “Sugestão: Pedir dinheiro emprestado à família“, talvez não seja uma má altura para ponderar soluções mais familiares, pode ser que tenha a sorte de ter alternativas bem mais económicas e sustentáveis perto de si. E pode até ser que ganhe gosto pelas vantagens de ser capaz de poupar.

 Como é que pode ser maior vergonha pedir emprestado à família do que ir pedir ao banco? Às vezes parece. Mas não fará mais sentido oferecer uma taxa de juro simpática (sem o spread) ao seu familiar que provavelmente não a conseguiria obter no tradicional depósito a prazo?

Permanece muito atual este texto que apresenta o empréstimo dentro da família como uma win-win situation:

“ Does the idea of hitting up family or friends for cash make you cringe? You may be forgetting that the people close to you might actually be happy to loan you money.”

Artigo completo aqui.

Depósitos a Prazo – Fevereiro de 2010

9 February, 2010 por Monica · 2 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ. 

Acabámos de atualizar a nossa página com as ligações para a informação sobre Depósitos a Prazo disponibilizadas pelos vários Bancos a operar no mercado Português. Em termos gerais detetámos uma ligeira redução das taxas de juro oferecidas, acompanhando a evolução recente da Euribor.

O Banco Popular continua a oferecer alguns dos produtos com melhores taxas de juro tendo surgido várias novidades, nomeadamente o alargamento da modalidade de depósitos a prazo com taxas crescentes (a taxa de juro vai aumentando com o decorrer dos semestres ou anos premiando a fidelidade do depositante). Este mês temos, por exemplo, o Banif a reforçar a sua oferta nessa área com dois depósitos (a 2 e a 4 anos) e o ActivoBank7 a revender um produto de taxa crescente do Grupo Millennium BCP.

O Finibanco diversifica a sua oferta apresentando um produto para clientes junior e o BES modificou a sua página aproximando-a das tendências da Web 2.0.

Em suma, todas as novidades e características dos depósitos a prazo em comercialização podem ser encontradas seguindo as referências da página Depósitos a Prazo.

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