Automóveis híbridos menos amigos do ambiente do que o percebido

2 November, 2008 por RCB · 1 comentário
Arquivado em: Consumo e Produtos, Energia 

Aqui há uns anos quando me preparava para comprar automóvel andei em busca de informação sobre o desempenho de vários modelos e no “estudo do mercado” inclui os modelos híbridos disponíveis. Estes, além de estarem um pouco acima do orçamento disponível não me surpreenderam pela positiva em termos de consumo médio anunciado e, consequentemente, em termos de grau de amigabilidade para o ambiente. Decidi-em por um carro com um pequeno modelo a diesel muito poupadinho que até hoje nunca me deixou em termos de fiabilidade e de capacidade de resposta perante desafio mais significativo.

Vem esta introdução a propósito de uma notícia de hoje cuja leitura recomendo. Deixo aqui em jeito de apiritivo o seguinte excerto:

É uma autêntica surpresa, mas os números não enganam: em termos globais, os carros a diesel consomem menos energia e têm menos emissões de dióxido de carbono (CO2) que os híbridos (gasolina/motor eléctrico). E os híbridos estão apenas ligeiramente abaixo dos carros a gasolina nos dois indicadores. A conclusão consta de um estudo do Departamento de Transportes, Energia e Ambiente do Instituto Superior Técnico (IST) sobre a avaliação energética e ambiental de veículos ligeiros em ciclo de vida total. Este ciclo inclui o fabrico, desmantelamento e reciclagem do automóvel; o consumo de energia na produção e distribuição do combustível desde o poço de petróleo até ao depósito; e o consumo de energia entre o depósito do automóvel, o motor e as rodas.

Energia, um must!

28 September, 2008 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Economia Internacio., Energia 

Uma sugestão de leitura para começar a semana: “A Questão Energética e os Problemas Energéticos” por Nuno Ribeiro da Silva (actual presidente da Endesa Portugal).

A próxima depressão: Quais os melhores investimentos para períodos de estagflação?

Em períodos de estagflação, a bolha está nas matérias-primas.

Para sair do «crash» bolsista do ano 2000, os bancos centrais aumentaram a oferta monetária, cortaram as taxas de juro para os mínimos das últimas décadas, colocando-as abaixo da taxa de inflação e da taxa de crescimento económico. Tudo isto para estimular a economia. Novamente foi gerada uma bolha no imobiliário e as bolsas recuperaram.

Agora os banqueiros centrais estão preocupados com a inflação. Foram eles que a criaram. Muitas pessoas contraíram empréstimos que não podem pagar, com taxas de juro artificialmente baixas. Agora começam a sofrer as consequências.

Segundo o economista John Williams, da Shadow Government Statistics, nos EUA, a inflação está a tocar nos 11%, muito acima do que é anunciado. Isto significa que a economia americana já está em recessão. Todos os consumidores sabem por experiência própria que os preços estão a subir anualmente muito acima dos 2% ou 3% oficialmente anunciados. Os bancos centrais vão ter de subir as taxas de juro antes que os preços se descontrolem completamente.

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Benefícios fiscais nas energias renováveis

Ajude o ambiente, poupe nos custos energéticos e pague menos impostos.

A generosidade da natureza para com o nosso país e a subida continuada do preço da energia fazem das energias renováveis alternativas cada vez mais atractivas. Se incentivos faltassem o Governo deu recentemente uma ajuda, ao instituir benefícios fiscais para até 30% dos investimentos em energias renováveis.

Os consumidores domésticos que resolverem transformar-se em micro-produtores poderão conseguir uma poupança anual de até 3.000 euros na factura energética e recuperação do investimento inicial num período de 5 anos.

Foi publicado, a 2 de Novembro de 2007, o Decreto-Lei 363/2007 que avança com o regime simplificado aplicável à microprodução de electricidade, também designado por “Renováveis na Hora”. O Decreto-Lei entrou em vigor em 2 de Fevereiro de 2008.

A utilização deste tipo de energia já permitia a dedução à colecta, mas o seu valor era somado às deduções de despesas de juros com a habitação e não podiam ultrapassar um determinado limite.

Com o orçamento de estado para 2008, o governo passou a diferenciar estas duas deduções, que passam a ser contabilizadas em separado. Nos juros com a habitação o tecto das deduções passa a ser 568 euros, e a estes acrescem mais 777 euros, o valor máximo das deduções para investimentos em energias renováveis. Permite-se, assim o acesso a esta dedução aos que ainda se encontram a pagar empréstimo para compra de habitação própria.

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O preço do petróleo vai continuar a aumentar

CombustíveisO preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar.

Quando metermos todos isto na cabeça talvez seja mais fácil pensarmos além do gasóleo profissional, ou das descida dos impostos sobre os petrolíferos ou mesmo do muito provável aumento das margens comerciais que as refinadoras estarão a fazer a coberto da subida do preço da principal matéria prima.

É inegável que enquanto não se começam a ter resultados patrocinados pela capacidade de ver além dos 3 cêntimos de aumento de cada semana, estas aspirinas acima citadas têm o seu papel mitigando o desconforto, mas correm o risco, por este andar, de apenas contribuirem muito adiar a pega do touro que entretanto se aproxima com um tremor crescente.

Voltarei a este tema, naturalmente.

O estranho caso das portagens duplicadas

EngarrafamentoVolta e meia (que expressão tão curiosa!) lá vem um estudo anunciar que é indispensável cobrar portagens nas entradas de Lisboa que ainda não as têm. Hoje a notícia é mais assustadora pois traz a chancela do LNEC.

Notem que sou um acérrimo defensor da existência de portagens, particularmente as que já existem. E não não estou a pensar nas da Ponte 25 de Abril, nem nas da Vasco da Gama, nem sequer nas da A5 ou nas da A1. Estou a pensar nas outras, as únicas que me convencem como extremamente eficazes, uma chama-se “pára-arranca” e a outra PARQUÍMETRO.

A do pára-arranca combinada com a subida do preço dos combustíveis tem efeitos demolidores nas pretensões de muitos candidatos a mister e miss “conforto”. Não tenho grandes dúvidas que está em vias de extinção aquela espécime que vem de carro para Lisboa porque sim (e notem que mesmo o mais empedernido teimoso andará a ver a sua fortuna por um canudo por estes dias). Demorar duas horas por dia dentro do carro e apagando 8 ou 9 ou 10 litros aos 100 seja de gasolina ou gasóleo têm um efeito nada desprezível para a maioria do comum dos mortais. Ou seja, acredito que cada vez mais que quem usa o carro é porque ainda assim acha que é a solução mais racional (uma família completa com filhos pequenos, por exemplo) ou porque não tem alternativa condigna.

A outra portagem é a mais democrática, eficiente e potencialmente eficaz que se pode inventar e já foi inventada, chama-se como disse, parquímetro. SE todo o bólide que entrasse em Lisboa tivesse a garantia de ter de pagar para aparcar, o seu utilizador seguramente faria/fará a devida reflexão face às alternativas que tem. Sinceramente não estou a ver como é que uma portagem mais cara na 25 de Abril ou uma nova estrutura de portagens no IC19 possam ser mais eficazes do que o parquímetro, com a vantagem de se poupar um ror de dinheiro em novas instalações, novas leis e posturas municipais, etc.

ParquímetroConvém sublinhar que há ainda muito por fazer ao nível da melhoria da eficácia do parquímetro. Há ainda muita gente que passa incólume porque a sua empresa ou ministério tem estacionamento gratuito. Uns largos milhares de carros. Se se quer constranger mais o uso do transporte público por esta via penalizadora invista-se aí. Como disse, poupar-se-á imenso dinheiro e garanto que se terá uma solução imbatível. Haver ruas específicas com acesso limitado também não é novidade e facilmente controlado pela diferenciação de preços dos ditos parquímetros, como aliás já de vai praticando. Também aqui poderá haver refinamentos.

Mas gostava de tocar ainda num ponto fundamental. Se é caro e desgastante usar o carro, por exemplo para quem vem de Sintra, e se o utente é racional, o que se pode fazer? A menos que se pense em aumentar a capacidade de resposta do comboio – que na hora de ponta tem já muito pouca folga para acomodar mais utilizadores – a solução passa por promover, ou a relocalização dos empregos para junto das aglomerados urbanos, e/ou promover a relocalização das pessoas para perto do seu local de trabalho. Não há volta a dar. Se não se for por aí podem vir milhares de esquemas de portagem, podem vir mais e novas estradas, podem gastar o que não temos a fazer mais e mais linhas de comboio, podem apregoar aos sete ventos a necessidade de proteger o ambiente que o resultado será o mesmo: as pessoas continuarão a ter de se deslocar de forma pouco eficiente e extremamente dispendiosa. E notem que as casas dvolutas já existem hoje, não surgirão amanhã caso as pessoas regressem à cidade; apenas estarão em sítios diferentes.
E aqui, no centro de Lisboa (que não na periferia) os transportes públicos ainda se pautam por andar quase sempre às moscas, a Carris então…

P.S.: Até tenho uma ideia ou duas um pouco diferentes das habituais para promover o regresso a Lisboa das centenas de milhares que daqui foram chutadas mas essas ficarão para outro artigo.

Mais um tema a que voltarei inevitavelmente.

Uma pilha para resolver os problemas

4 April, 2008 por Rui Cerdeira Branco · 5 comentários
Arquivado em: Energia 

Lê-se nesta notícia que se realizou o primeiro voo civil de um avião (com motor) movido a hidrogénio. Dizer que é movido a hidrogénio é uma simplificação, mas útil no sentido em que a ter existido utilização de combustíveis fósseis ele terá estado a montante da utilização efectiva do avião. Quando o piloto disparou a ignição não carburou uma molécula de carbono mas de água.

É pena que ao nível dos automóveis tardem tanto a surgir soluções de transporte em massa recorrendo a este tipo de tecnologia. Não sendo uma fonte de energia primária tenho para mim que ajudariam imenso a resolver graves problemas da humanidade.

Por exemplo, mais uma ponte sobre o Tejo não seria de forma tão evidente uma porta de entrada para mais poluição na cidade mas outra coisa (mais) inequivocamente positiva.

O aspecto positivo do aumento do preço da energia

Projectando-nos no futuro que será ainda o da grande maioria daqueles que nos lê, convém sublinhar que o continuo aumento do preço dos combustíveis que se tem verificado e que se verificará no futuro, terá inevitavelmente uma consequência já visível que se espera seja reforçada de forma significativa: o lançamento de alternativas tecnológicas ao nível da geração mas também do consumo de energia.
Poupar energia

E é particularmente ao nível das novas tecnologias a incorporar nos bens de equipamento que me parece estarmos mais longe do futuro desejável. É ao nível da tecnologia que faz mover os transportes (actualmente os grandes consumidores de combustíveis fósseis nos países mais desenvolvidos) mas também de uma infindável quantidade de electrodomésticos e de equipamentos industriais que há um longo caminho a percorrer. Entre tecnologia que está semi-desenvolvida, em alguns casos há anos, mas que espera melhores dias (condições favoráveis no mercado) para ser produzida em larga escala e tecnologia que temos de desenvolver, há um ror de trabalho, científico, político e socio-cultural a fazer, tal como há uma imensidão de vontades e de consciências que têm de ser envolvidas no processo.

Poupar energia - a tecnologia contaA boa notícia do aumento dos preços é que a cada novo aumento haverá maior pressão para que tecnologias engavetadas mas mais eficientes no consumo de energia vejam a luz do dia da produção e entrem em competição directa com as já existentes. Haverá também mais recursos disponibilizados para desenvolver novas ferramentas, novos equipamentos mais económicos em termos de consumo energético. Por outro lado, haverá maior pressão sobre quem tem “investido” em manter o status quo, nomeadamente entre os que têm hoje mais a perder com a reconversão energética e que, como sabemos, não deixam por mãos alheias a defesa dos seus interesses.

Finalmente, a subida dos preços dos combustíveis potencia a eficácia de medidas de política económica e fiscal que os Estados desenvolvam no sentido de acelerar a resposta do mercado ao inevitável novo paradigma: acabou-se a energia a preço da chuva ácida (digo ácida que a outra também já vai sendo muito valiosa).

Voltarei a este tema. Inevitavelmente.

A hora muda no Domingo. Porquê?

25 March, 2008 por Rui Cerdeira Branco · 4 comentários
Arquivado em: Energia 

Via “Sol” – ironia, ironia – chego ao que suponho ser o preâmbulo do Diário da Republica onde se justifica a mudança da hora, reza assim:
“facilitar os transportes e as comunicações e assim contribuir para o pleno funcionamento do mercado interno”.

Porque muda a hora? Pela Economia e pelas Finanças, está bom de ver! Uma questão de energia.

É já no domingo onde a 1h00 passa a 2h00.

Como poupar energia?

24 March, 2008 por Rui Cerdeira Branco · 1 comentário
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Energia 

Via Agência Financeira chego ao novíssimo “Top Ten” um portal onde se listam as melhores máquinas em termos de eficiência energética. Do melhor automóvel à melhor máquina de lavar roupa, passando por frigoríficos, lâmpadas, máquinas de lavar loiça, etc.

Trata-se de um projecto financiado e gerido pelo Quercus e pela EDP que merece uma visita continuada, particularmente quando estiver na hora de ir às compras.

Segundo os próprios:

“(…) Esta ferramenta pretende mostrar aos consumidores que têm um papel no combate às alterações climáticas, e que cada um pode fazer melhorar o seu desempenho ambiental. É também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a melhoria contínua dos equipamentos fabricados.”

Pela nossa parte fica em observação.

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