IPSS e PME: financiamento para paineis solares facilitado

23/07/2010 por Mapari · Deixe um comentário
Arquivado em: Dinheiros, Energia 

Segundo o Jornal I a Agência para a Energia (ADENE) vai hoje assinar um acordo com instituições financeiras que permitirá criar linhas de financiamento com vista a serem utilizadas por IPSS ou pequenas e médias empresas que pretendam instalar paineis solares térmicos e de aquecimento.

Este protocolo prevê comparticipações de fundos comunitários de 50 a 70% (via QREN e conforme a região do país) das respectivas linhas de crédito. Os interessados poderão concorrer ao crédito, para já, até 29 de Outubro, estando previstas outras tranches de crédito no futuro. Os auxílios financeiros poderão ser de 10 a 50 mil euros.

PIIGS can Fly

A frase já vai fazendo escola e só com um I o I de Itália (e pouco). Por enquanto brincamos com esta ironia da natureza com alguma parte de Portugal, Itália, Grécia e Espanha (os tais PIGS) a poderem perguntar no gozo ao resto da Europa “Onde é que se pode apanhar um avião?“. Mas o consolo anedótico é piada seca com resíduos vulcânicos à mistura. A Europa sufoca e regride ao início do século XX. Era uma vez um polo da globalização que perdeu as asas. Onde está o Sol?

Entretanto vamos “poupando” em emissões de jet fuel que, suponho, não compensarão as injeções sucessivas de poeiras primordiais que o monstrengo islandês manda direto dos infernos para os céus. Parece que, para já, a poeira não interfere (muito) com as emissões de satélite; virtualmente continua tudo na mesma. Teme-se apenas que os próximos meses e, quem sabe, anos sejam mais fresquinhos. A agricultura mundial provavelmente não terá tempos de glória. A olho nu este Eyjafjalla, monstrengo islandês, (ainda) não é o Pinatubo mas conta-se que poderá ainda não ter terminado a sua história. Enfim, eventos que não tenhamos vivenciado recentemente. Quando a terra espirra a vida não passa impune.

Vai uma uva do Chile comprada na Covilhã? É aproveitar, meus amigos que já vejo uma poeira aqui do cima da Serra.

Este artigo procurou respeitar o novo acordo ortográfico.

Automóveis híbridos menos amigos do ambiente do que o percebido

02/11/2008 por RCB · 1 comentário
Arquivado em: Consumo e Produtos, Energia 

Aqui há uns anos quando me preparava para comprar automóvel andei em busca de informação sobre o desempenho de vários modelos e no “estudo do mercado” inclui os modelos híbridos disponíveis. Estes, além de estarem um pouco acima do orçamento disponível não me surpreenderam pela positiva em termos de consumo médio anunciado e, consequentemente, em termos de grau de amigabilidade para o ambiente. Decidi-em por um carro com um pequeno modelo a diesel muito poupadinho que até hoje nunca me deixou em termos de fiabilidade e de capacidade de resposta perante desafio mais significativo.

Vem esta introdução a propósito de uma notícia de hoje cuja leitura recomendo. Deixo aqui em jeito de apiritivo o seguinte excerto:

É uma autêntica surpresa, mas os números não enganam: em termos globais, os carros a diesel consomem menos energia e têm menos emissões de dióxido de carbono (CO2) que os híbridos (gasolina/motor eléctrico). E os híbridos estão apenas ligeiramente abaixo dos carros a gasolina nos dois indicadores. A conclusão consta de um estudo do Departamento de Transportes, Energia e Ambiente do Instituto Superior Técnico (IST) sobre a avaliação energética e ambiental de veículos ligeiros em ciclo de vida total. Este ciclo inclui o fabrico, desmantelamento e reciclagem do automóvel; o consumo de energia na produção e distribuição do combustível desde o poço de petróleo até ao depósito; e o consumo de energia entre o depósito do automóvel, o motor e as rodas.

Energia, um must!

28/09/2008 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Economia Internacio., Energia 

Uma sugestão de leitura para começar a semana: “A Questão Energética e os Problemas Energéticos” por Nuno Ribeiro da Silva (actual presidente da Endesa Portugal).

A próxima depressão: Quais os melhores investimentos para períodos de estagflação?

Em períodos de estagflação, a bolha está nas matérias-primas.

Para sair do «crash» bolsista do ano 2000, os bancos centrais aumentaram a oferta monetária, cortaram as taxas de juro para os mínimos das últimas décadas, colocando-as abaixo da taxa de inflação e da taxa de crescimento económico. Tudo isto para estimular a economia. Novamente foi gerada uma bolha no imobiliário e as bolsas recuperaram.

Agora os banqueiros centrais estão preocupados com a inflação. Foram eles que a criaram. Muitas pessoas contraíram empréstimos que não podem pagar, com taxas de juro artificialmente baixas. Agora começam a sofrer as consequências.

Segundo o economista John Williams, da Shadow Government Statistics, nos EUA, a inflação está a tocar nos 11%, muito acima do que é anunciado. Isto significa que a economia americana já está em recessão. Todos os consumidores sabem por experiência própria que os preços estão a subir anualmente muito acima dos 2% ou 3% oficialmente anunciados. Os bancos centrais vão ter de subir as taxas de juro antes que os preços se descontrolem completamente.

Leia Mais

Benefícios fiscais nas energias renováveis

Ajude o ambiente, poupe nos custos energéticos e pague menos impostos.

A generosidade da natureza para com o nosso país e a subida continuada do preço da energia fazem das energias renováveis alternativas cada vez mais atractivas. Se incentivos faltassem o Governo deu recentemente uma ajuda, ao instituir benefícios fiscais para até 30% dos investimentos em energias renováveis.

Os consumidores domésticos que resolverem transformar-se em micro-produtores poderão conseguir uma poupança anual de até 3.000 euros na factura energética e recuperação do investimento inicial num período de 5 anos.

Foi publicado, a 2 de Novembro de 2007, o Decreto-Lei 363/2007 que avança com o regime simplificado aplicável à microprodução de electricidade, também designado por “Renováveis na Hora”. O Decreto-Lei entrou em vigor em 2 de Fevereiro de 2008.

A utilização deste tipo de energia já permitia a dedução à colecta, mas o seu valor era somado às deduções de despesas de juros com a habitação e não podiam ultrapassar um determinado limite.

Com o orçamento de estado para 2008, o governo passou a diferenciar estas duas deduções, que passam a ser contabilizadas em separado. Nos juros com a habitação o tecto das deduções passa a ser 568 euros, e a estes acrescem mais 777 euros, o valor máximo das deduções para investimentos em energias renováveis. Permite-se, assim o acesso a esta dedução aos que ainda se encontram a pagar empréstimo para compra de habitação própria.

Leia Mais

O preço do petróleo vai continuar a aumentar

CombustíveisO preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar. O preço do petróleo vai continuar a aumentar.

Quando metermos todos isto na cabeça talvez seja mais fácil pensarmos além do gasóleo profissional, ou das descida dos impostos sobre os petrolíferos ou mesmo do muito provável aumento das margens comerciais que as refinadoras estarão a fazer a coberto da subida do preço da principal matéria prima.

É inegável que enquanto não se começam a ter resultados patrocinados pela capacidade de ver além dos 3 cêntimos de aumento de cada semana, estas aspirinas acima citadas têm o seu papel mitigando o desconforto, mas correm o risco, por este andar, de apenas contribuirem muito adiar a pega do touro que entretanto se aproxima com um tremor crescente.

Voltarei a este tema, naturalmente.

Página seguinte »