Onde deixar o computador ou telemóvel velho?
Já ouviu falar da Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos (Amb3E)? Pois esta associação em colaboração com várias surpefícies comerciais e instituições publicas alargou para 440 os postos de recolha de material electrónico usado com destino a abate ou lixo. São assim centenas os pontos Electrão disponívies. Mas qual é o que fica mais próximo da sua casa? Visite a página da Amb3E e use o localizador disponibilizado no canto superior direito. Basta escolher o Distrito e o Conselho de residência e ser-lhe apresentada a lista de pontos de recolha de material electrónico em fim de vida mais próximo do seu lar.
Dica inicial via TEK.
Quem pode vender legalmente medicamentos pela internet em Portugal?
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O Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) disponibilizou recentemente uma aplicação acessível neste endereço que permite identificar quais são as farmácias e estabelecimentos autorizados a comercializar online, ou seja, pela internet, Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM).
Nesta aplicação é possível pesquisar filtrando por Distrito e Concelho, quais as farmácias e estabelecimentos que efectuam entregas ao domicílio e que têm serviço de comércio electrónico, sendo possível ficar a conhecer nome, endereço e a ligação dedicada ao comércio electrónico.
Novos Impressos para o IRC – Modelo 22 e instruções
Arquivado em: Dinheiros, Empresas, Legislação, Política Fiscal
Através da Declaração nº23/2010 o Ministério das Finanças dá sequência ao recente Despacho nº16/2010 publicando os novos impressos do Modelo 22, a habitual declaração periódica de rendimentos relativos ao IRC. Além do impresso propriamente dito são ainda publicadas as instruções. Ambos podem ser consutados nesta ligação ao Diário da República (9 páginas).
Recorda-se que recentemente foram também aprovados novos impressos relativos ao Modelo 3, utilizado para a declaração anual do IRS: “Novos Impressos para o IRS – Modelo 3 e anexos (a partir de Jan 2010)“.
Zon, Optimus Clix, Meo*: qual o mais barato?
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Empresas, Mercados
Há quase um ano abordámos aqui alguns dos truques e dilemas envolvidos na escolha e (re)negociação de contratos com as empresas de telecomunicações, na ótica do cliente residencial foi em “Zon, Clix, MEO: menos 20% na factura; de novo em busca do melhor negócio“. Muito do que se disse então mantêm-se pertinente. Recordo aliás a forma como o autor terminou a peça citada:
“Neste momento, parece-me claramente vantajoso ter apenas um prestador de serviços de telecomunicações. E parece-me de todo recomendável, daqui a 12 meses voltar a olhar para o mercado e procurar a melhor relação de qualidade/preço. Ser fiel a um operador, se as técnicas comerciais existentes se mantiverem, é a pior opção para o consumidor final.”
Pois um ano passou e está na altura de voltar a sondar o mercado e ter uma atitude pro-ativa, ponderando sempre a hipótese de mudar de prestador de serviços.
Se noutros mercados os prestadores de serviços já perceberam que as promoções para novos clientes justificam algum tipo de amenização para que os “velhos” clientes não se aborreçam e permaneçam fieis, pelo mercado das telecomunicações a situação ainda é distinta, particularmente SE o cliente for completamente passivo.
Se não for o cliente a perceber que com o passar do tempo ficou com um tarifário muito desfavorável, raramente será o fornecedor a ter uma atitude preventiva (para não perder o cliente) e, se acabar por tê-la, tal sucede geralmente muito depois de o facto ser evidente. O cliente só tem a ganhar em questionar, em perguntar se é menos que os outros e, claro, em se predispor a mudar de fornecedor.
Por estes dias consumou-se a fusão da marca Clix com a Optimus, muito provavelmente a oportunidade será utilizada para agitar um pouco o mercado. E que tal investigar junto de amigos e conhecidos os contratos que estes têm com os respectivos fornecedores, passar pelos tarifários anunciados e, se for caso disso, pegar no telefone em busca de um melhor negócio?
Deixamos, a terminar, uma sugestão de leitura do Diário Económico de hoje: “Os pacotes mais baratos de Internet, TV e telefone“.
* Junte-se-lhe a Cabovisão, a Vodafone, a AR Telecom.
Saturação de centros comerciais em Portugal
Arquivado em: Consumo e Produtos, Empresas, Política Económica
Uma peça da semana passada lida no Jornal de Negócios citando um estudo da Cushman & Wakefield, confirma a crónica há muito anunciada. Depois de em Novembro (“Um dia os novos centros comerciais florescerão outra vez“) terem sido identificados diversos adiamentos e suspensões em vários projectos de edificação de novos centros comerciais, agora chegam ecos da avaliação subjectiva de quais os principais problemas que afectam os próprios retalhistas. Sem surpresa:
“(…) O factor que dominou as preocupações dos retalhistas foi o “crescimento da oferta de espaços comerciais”, seguido do endividamento das famílias (que havia sido na anterior edição do inquérito a maior preocupação), do desemprego e da quebra na confiança do consumidor. (…)”
Será isto um drama? Dependerá sempre da perspectiva. O excesso determinará nalgumas zonas o encerramento, noutras, “apenas” uma redução das rendas associadas à locação nestes espaços. E de caminho, a criatividade e a reinvenção do uso que se pode fazer dos espaços “mortos” nestes centros, fará o seu caminho. Já é possível encontrar serviços públicos como Lojas do Cidadão ou serviços de saúde como clínimas médicas a operarem paredes meia com o hipermercado. Por enquanto, talvez ainda seja um problema mais bicudo rentabilizar alguns estádios de futebol, mas o desafio para os operadores e o tempo para a inovação e para a sobrevivência dos mais aptos chegou também a este sector, depois de muitos anos de rendas muito lucrativas e depois de algum exagero próprio de uma “corrida ao ouro”.
Salário Mínimo 2010 – valor definitivo
Arquivado em: Dinheiros, Economia Nacional, Empresas, Segurança Social
Tal como perspectivado em meados de Outubro (“Salário Mínimo para 2010 – a dúvida persistirá por mais alguns meses“) apenas agora conhecemos o valor definitivo para o Salário Mínimo a vigorar em 2010. Sem surpresa, o Decreto Lei nº 5/2010 estabeleceu assim em 475€ a Retribuição Mínima Mensal Garantida (RMMG), vulgo, salário mínimo.
Se, se mantiver o princípio de acordo estabelecido em sede de concertação social em 2007, a valor de 2011 deverá ser de pelo menos 500€.
Qual é a melhor companhia de seguros do mercado segundo os clientes?
Os mais atentos à publicidade ter-se-ão apercebido que uma das seguradoras da nossa praça anda a gabar-se de ser o líder na satisfação de clientes em Portugal. Dediquei-me a gastar uns cêntimos no Google e lá pus o robot a procurar o referido inquérito que supostamente justificaria tal medalha e… Pois que é mesmo verdade, desta feita não parece ser um inquérito feito à medida mas antes uma iniciativa realizada por instituições com pergaminhos, nomeadamente com a chancela de qualidade da academia (ISEGi da Universidade Nova de Lisboa, Instituto Português de Qualidade e Associação Portuguesa de Seguradores). Trata-se então do European Customer Satisfaction Index (ECSI – Portugal 2008). Eis um excerto da melhor peça que encontrei sobre o assunto (jornal Oje de 17 de Novembro de 2009, “Satisfação sobe entre clientes de seguros“):
“(…) Este ano, o estudo contou com o apoio da Associação Portuguesa de Seguradores, que destacou a melhoria no grau de satisfação dos clientes das várias companhias, já que participaram nesta edição do estudo 15 companhias seguradoras. Para obter uma amostra relevante, foram entrevistados cerca de 250 clientes de cada empresa participante, nos meses de Fevereiro e Março.
A Generali, que pela primeira vez participou no estudo, foi a companhia que obteve maior destaque nas conclusões, obtendo o primeiro lugar no Índice Nacional de Satisfação do Cliente de Seguros. A multinacional italiana obteve a pontuação mais elevada em cinco das sete variáveis analisadas: imagem, expectativas, qualidade apercebida, satisfação e gestão de reclamações). A Generali obteve ainda a segunda posição na variável de lealdade e a terceira posição na variável de valor apercebido.
No geral, o sector segurador ultrapassou a pontuação obtida por outros sectores também analisados, como a banca, os combustíveis e os transportes. (…)”
A italiana Generali, que não pugna por procurar ganhar quota de mercado pelos preços muito concorrenciais, parece fidelizar os clientes com outros argumentos. Afinal, o preço é mesmo só um dos aspectos que determinam a avaliação da qualidade de um bom serviço.
ADENDA: Neste artigo do Jornal de Negócios, o PPR da Generali é referido como o que teve melhor retorno num prazo de três anos: o Unirev.
Um dia os novos centros comerciais florescerão outra vez
Arquivado em: Consumo e Produtos, Empresas, Política Económica
Em finais de Outubro do ano passado escrevia um artigo chamado “Mais retalho a inaugurar lá para quando batermos no fundo da crise?“. Não tinha sido propriamente a primeira (nem a última) vez que havia demonstrado alguma perplexidade com a persistência da aposta em novas grandes superfícies perante as previsíveis nuvens no horizonte bem como perante a evidente saturação do retalho em boa parte do país.
Esta semana, em jeito de epílogo, leio na imprensa que o presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais afirmou que pelo menos 6 dos 10 centros comerciais previstos para este ano não irão abrir tão cedo. Segundo esta peça da Agência Financeira,”Crise trava inauguração de 60% de centros comerciais“, estamos a falar de cerca de 230 mil metros quadrados espalhados por Lisboa, Sintra, Braga, Santa Maria da Feira, Paredes, Vila Nova da Barquinha, que ficam em suspenso até um dia com alguém a arder, para já, com as actuais taxas de juro, talvez ainda apenas em lume brando.
92,7% das empresas com 10 ou mais trabalhadores estão ligadas à internet
Arquivado em: Consumo e Produtos, Empresas, Instituições Financ., Números Estatística
O INE acaba de divulgar o inquérito anual à utilização de tecnologias da informação e da comunicação nas empresas relativo a 2009, no âmbito das estatísticas sobre a Sociedade da Informação e Conhecimento. Segundo este inquérito, “82% das empresas com dez e mais pessoas ao serviço acederam à internet através de banda larga“. Alguns números:
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Apenas 47,3% das mepresas com 10 ou mais trabalhadores tem página própria na internet, número que atesta uma forte assimetria face à dimensão da empresa, já que a percentagem é superior a 90% entre as grandes empresas;
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O sector da construção é aquele onde menos empresas têm sítio na net (29,4%) mas é no sector do alojamento e restauração que a percenteagem de empresas com ligação à internet é menor: 69,6%;
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A internet é utilizada para efectuar encomendas por parte de 18,4% das empresas, sendo que são 15% aqueles que recebem encomendas por esta via; entre as grandes empresas (com 250 ou mais trabalhadores) estas percentagem sobem para 30,8% e 32,8%, respectivamente.
Para mais detalhes, nomeadamente sobre a relavância do volume do comércio electrónico espreite o relatório sumário do INE. Sublinhe-se que o inquérito foi realizado em Janeiro de 2009 a um universo de 2883 empresas. Surpreendentemente o INE não disponibiliza qualquer comparação temporal de modo a permitir perceber-se que tipo de evolução ocorreu face ao inquérito anterior, nem avança com qualquer limitação significativa para que não se tenha procedido a tal análise. A alergia à análise temporal e suas séries parece agravar-se. À falta de melhor informação, objectivamente, a capacidade analítica do INE vai sendo sistematicamente desprezada. Fica aqui a ligação para a fotografia do ano passado: inquérito relativo a 2008. Da comparação pode verificar-se que a evolução não foi muito famosa.
O Magalhães chega à 3º Idade
Arquivado em: Consumo e Produtos, Economia Nacional, Empresas, Sociedade
A Rutis (Rede de Universidades da Terceira Idade), a Microsoft, a J.P.Sá Couto e a Inforlândia anunciaram hoje publicamente o início da comercialização de um computador que teve na sua concepção preocupações específicas para este público (sobre 50 anos). Ecran necessariamente mais generoso que o da sua versão juvenil, teclas mais espaçadas e com maior contraste visual e um rato com formato ergonómico mais fácil de utilizar para quem tenha já algumas limitações ao nível da motricidade fina são algumas das características enunciadas.
No final do primeiro trimestre de 2010 deverá estar disponível para comercialização generalizada. Para já, é um ”brinquedo” que premeia quem esteja envolvido numa das centenas de Universidades da 3ª idade espalhadas pelo país (pode ser encomendado aqui, reservado a utilizadores registados). Nas próximas décadas, este mercado ameaça ser bem mais interessante em termos económicos do que o dos Magalhães juvenis. Há muitas oportunidades e um imenso potencial por aqui; quem o souber aproveitar (e penso a nível nacional) com inovação e rapidez talvez consiga, ironicamente, evitar passar por um cenário tão pronunciado de envelhecimento demográfico.


