O que é uma microentidade? (2010)

02/09/2010 por Monica · Deixe um comentário
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A sua empresa tem um volume de negócios anual inferior a 500 mil euros? Tem em média até 5 trabalhadores por ano? O total do balanço não supera os 500 mil euros? Pois se à data do Balanço consegue responder afirmativamente a pelo menos duas das três perguntas anteriores, estamos perante uma microentidade, segundo a Lei nº 35/2010 hoje publicada.

Esta lei determina um conjunto de normas que visam simplificação das normas e informações contabilísticas destas microentidades, nomeadamente, o seu artigo 3º estabelece que:

“1 — Nos termos da presente lei, ficam as microentidades dispensadas da aplicação das normas contabilísticas previstas no Decreto -Lei n.º 158/2009 [ver Plano Oficial de Contabilidade substituido por Sistema de Normalização Contabilística (SNC)], de 13 de Julho, devendo passar a adoptar normas contabilísticas  simplificadas que serão objecto de regulamentação.
2 — As entidades referidas no artigo 2.º ficam igualmente dispensadas da entrega dos anexos L, M e Q da informação empresarial simplificada (IES), criada pelo Decreto -Lei n.º 8/2007, de 17 de Janeiro.”

Nos próximos 45 dias deveremos ficar a conhecer a regulamentação em falta. Recorde-se que ainda recentemente se procedeu igualmente à alteração da definição de Pequena Empresa (2010).

Decida racionalmente mandando moedas ao ar

Superanalistas“, Super Crunchers no original, é um livro de 2007 então considerado como o melhor livro de economia do ano pelo Wall Street Journal e pelo New York Times que conheceu a sua primeira edição portuguesa no início de 2010 com a chancela da Academia do Livro. Em pouco mais de 300 páginas (cerca de 15€), o autor, Ian Ayres (recomenda-se a visita ao seu sítio), que combina a bizarra conjunção de ter formação superior em Econometria e Direito, discorre sobre o admirável mundo novo da super análise, ou seja, da geração e análise de informação sobre todo o tipo possível e imaginário de eventos e aplicações a processos de decisão.

Sendo particularmente interessante para quem é alérgico a números e para quem pouco ou nada cuidou de inquirir sobre como se tomam decisões correntes no nosso quotidiano empresarial, de consumo e de vida quotidiana, é também uma obra que abre horizontes a quem tem algum conhecimento mais particular do instrumental matemático, seja de análise de probabilidades, seja de econometria.

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Nova definição de Pequena Empresa (2010)

23/08/2010 por Mapari · Deixe um comentário
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Empresas até 50 trabalhadores passam a poder ser consideradas pequenas empresas, podendo assim beneficiar das várias medidas de política económica destinadas a esta categoria de empresas. A alteração da definição veio consagrada na Lei n.º 20/2010 hoje publicada em Diário da República que segundo este:

“Alarga o conceito de pequenas entidades para efeitos da aplicação do Sistema de Normalização Contabilística (SNC) – primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho”

A partir de agora, podem ser consideradas pequenas entidades as que acumulem duas das três condições:

  • a) Total de balanço: € 1 500 000;
  • b) Total de vendas líquidas e outros rendimentos: € 3 000 000;
  • c) Número de trabalhadores empregados em média durante o exercício: 50.

Eis o artigo mais relevante da lei:

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E a melhor seguradora em Portugal segundo os clientes é…

20/08/2010 por Mapari · Deixe um comentário
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Já em 2009 havia ganho esta honra, conforme relatámos em “Qual é a melhor companhia de seguros do mercado segundo os clientes?“. Recentemente com a repetição do inquérito de satisfação aos clientes de seguro portugueses, a Generali repete a distinção como sendo a seguradora que consegue melhores resultado entre as 15 estudadas no  Índice Nacional de Satisfação do Cliente (ECSI Portugal) vocacionada para a área de serguros. Note-se que no ano 2009, aquele a que se referem estes resultados, foram inquiridos cerca de 250 clientes de cada seguradora tendo-se traduzido na prática na recolha da opinião de 4041 clientes de seguros.

Os resultados globais para os vários sectores estudados podem ser consultados aqui em ECSI Portugal 2009, bem como algumas consideraçõess metodológicas.

Novos empregos, quem cria mais, as velhas ou as novas empresas?

15/08/2010 por Mapari · Deixe um comentário
Arquivado em: Empresas, Legislação, Mercados 

Via Business Insider em “Sorry, Microsoft, Intel, And GE–It’s Startups That Create Most Of The Jobs” chegamos a uma discussão interessante: a propósito da defesa da manutenção do estatuto das patentes e dos apoios financeiros directos por parte do Estado, as grandes corporações defendem que são os baluartes da criação da inovação e de novos empregos.

Mas há quem faça a defesa das start ups provando precisamente o oposto: é nas empresas jovens que se produz mais inovação e se geram mais novos postos de trabalho, parecendo existir uma relação entre o amadurecimento empresarial e a redução de custos por via da extinções de empregos. Estarão os Estados capturados pelas grandes corporações e impedidos de “verem” o óbvio canalizando o dinheiro dos contribuintes para a aposta errada?

Eis um excerto (em inglês) do artigo original no TechCrunch:

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Millenium BCP está a rever em alta spread de Contas Caucionadas (act.)

No seguimento do que aqui documentámos sobre a subida inusitada e, em alguns casos, completamente injustificada do spread de créditos à habitação (já em curso há vários anos) promovida pela CGD,  chega-nos agora notícia de uma circular que estará a ser enviada pelo Millenium BCP a alguns dos seus clientes PME (Pequenas e Médias Empresas) informando-os da subida muito significativa do spread associado às Contas Correntes Caucionadas (CCC) que as empresas têm junto do banco.

Carta do Millenium informando e justificando uma subida de 72% do Spread de uma CCC

Não temos ideia da amplitude desta actualização, ou seja, não sabemos quão generalizada está a ser (o caro leitor tem conhecimento de mais casos?) mas a revisão de valores parece ser muito expressiva. Por exemplo, no caso que anexa e que nos chegou recentemente às mãos, o spread de referência para uma PME que garante sempre ter cumprido o contrato, passou de 4,5 pontos percentuais para 7,75 pontos percentuais, um aumento no spread de cerca de 72%.

A justificação invocada pelo Banco é de facto alheia ao relacionamento com a empresa em causa e baseia-se nas condições gerais de acesso ao crédito enfrentadas pelo Banco. Para bom entendedor fica claro que está na hora de quem pode, deixar de recorrer a este tipo de linhas de crédito que ainda que caucionadas (com algum tipo de garantia associada) atingem agora um custo exacerbado.

Quem tiver capacidade de imputar aos fornecedores as dificuldades pontuais de liquidez, optimizar a política de gestão de stocks ou, melhor ainda, quem tiver capacidade de gerar disponibilidades financeiras, terá cada vez mais vantagem sobre a concorrência em ambiente de pleno encolhimento do crédito bancário. Quem não tiver tais recursos, corre o risco de engrossar a lista de insolventes.

Que direitos tenho caso perca as bagagens, o voo atrase, seja adiado ou cancelado? (act.)

Em meados de Julho, a Comissão Europeia promete ter disponível online um importante acervo de informação em linguagem simples e acessível sobre os direitos dos clientes de transportes no espaço da União Europeia.

Seja por razões profissionais, seja por ter a felicidade de poder ir de férias fora de portas, este é outro tema do interesse de muitos portugueses e é mais um dos portais informativos ao nível da União Europeia que divulgamos.

Eis algumas das ligações especializadas em vários meios de transportes/problemas:

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