Quanto pode valer o car sharing?

23 February, 2010 por Mapari · 2 comentários
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Segundo a empresa de consultoria Frost & Sullivan, o mercado de Car Sharing (leia aqui o artigo sobre o assunto que publicámos em 2009: “Já experimentou lançar o “car sharing” na sua empresa?“) terá gerado um volume de negócios de 217 milhões de euros na Europa. No seu estudo “Sustainable and Innovative Personal Transport Solutions – Strategic Analysis of Car sharing Market in Europe” a Frost & Sullivan estima que este mercado poderá valer sete mil milhões de euros em volume de negócios dentro de 10 anos.  Segundo Aswin Kumar especialista da referida empresa de consultoria citado numa peça da Transportes em Revista:

“Novos serviços, novos consumidores, integração com outros operadores e soluções, estratégias de marketing inovadoras com recurso à Web 2.0 e diversidade geográfica são elementos que poderão fornecer uma vantagem competitiva, para além de serem necessários para assegurar que o car sharing não se cinge a um fenómeno urbano de nicho”

E nós por cá, como será? Como estará a evoluir o car pooling? E o mob sharing da Carris, por exemplo?

Portugal volta a divergir: PIB caiu 2,7% em 2009

O INE publicou hoje a primeira estimativa para o 4º trimestre de 2009, avançando com uma taxa de variação anual de -2,7%. O crescimento homólogo no trimestre terá sido de -0,8% tendo o PIB estaganado face ao terceiro trimestre de 20o9 – resta saber se o zero é positivo ou negativo :)

Para a desaceleração da queda em termos homólogos e ainda que seja cedo para mais detalhes, o INE avança com o comportamento mais positivo da Procura Externa Líquida (estamos a deixar de importar a um ritmo muito superior face ao ritmo a que se estão a contrair as nossas exportações) e com uma retração mais moderada da Procura Interna.

A nível europeu (Zona Euro e União Europeia) temos o PIB a crescer 0,1% face ao trimestre imediatamente anterior (o que indica que a economia portuguesa reiniciou muito provavelmente um processo de divergência) e decresceu 2,1% na Zona Euro e 2,3% na  globalidade da União Europeia em termos homólogos.

E se a culpa fosse do sistema monetário? – “Zeitgeist: Addendum”

10 February, 2010 por Mapari · 3 comentários
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Espírito aberto está embutido no lema “Todo o economista é um leigo, todo o leigo é economia“.

No vídeo documentário anexo “Zeitgeist: Addendum” muito centrado nos EUA apresenta-se o mundo atual e o sistema monetário, económico, político e social de uma forma acutilantemente crítica – contem afirmações, revelações e/ou “revelações” potencialmente chocantes. A religião não é esquecida. Trata-se de um documentário muito ao jeito do “Forum Económico Mundial” mas que julgo não se esgota nesse rótulo. Veja, nem que seja for argument’s sake. Breve súmula encontrada na Wikipedia:

“Em 2 de Outubro de 2008 foi lançado um segundo filme, continuação do primeiro, chamado Zeitgeist:Addendum, onde se trata temas com a globalização, manipulação do homem pelas grandes corporações e instituições financeiras, e aborda a atual insustentabilidade material e moral da humanidade, apresentando o Projeto Vênus como solução para o problema.

O filme é estruturado em três seções:

  • Primeira parte: “The Greatest Story Ever Told” (“A maior história já contada”) – Aos 00:13 min
  • Segunda parte: “All The World’s A Stage” (“O mundo inteiro é um palco”) – Aos 00:40 min
  • Terceira parte: “Don’t Mind The Men Behind The Curtain” (“Não se importem com os homens atrás da cortina”)- Aos 01:14 min* “

 

Futebol: Retornados por causa da crise económica

1 February, 2010 por Mapari · 6 comentários
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O jornal Brasil Econômico analisou o recente regresso de um número muito significativo de craques brasileiros ao futebol nacional (em “Por que os jogadores estão voltando ao Brasil“) identificando como causas a crise económica internacional mas também uma melhoria da capacidade de gestão do futebol brasileiro que tem vindo a diversificar fontes de receitas nos últimos anos.

De facto, olhando para a lista de retornados (Alex Silva, Edmilson e Roberto Carlos; Corrêa, Cléber Santana e Robinho; Adriano, Vágner Love, Fred e Ronaldo) e para o curto espaço de tempo em que sucedeu o regresso, é inegável tratar-se de um fenómeno singular. Note-se o perfil dos dispensados pelos clubes europeus: craques muito bem pagos, já de “meia-idade”, alguns com rendimento mediocre mas também alguns com rendimento médio ou superior e com marcas firmadas a nível internacional. Nada de muito diferente do que se passa em outros setores de atividade em crise: se é certo que o contratado temporário é vitima preferencial, não é menos verdade que é entre quem está perto do topo da carreira que se conseguem as maiores poupanças. A “felicidade” destes profissionais brasileiros é mesmo o contra-ciclo que se regista na sua terra natal, traduzido neste excerto da peça citada:

“(…) Por outro lado, ao mesmo tempo em que a economia brasileira vem crescendo, os clubes brasileiros estão explorando melhor as fontes de renda com o esporte, que até pouco tempo atrás se baseava apenas na venda de jovens promessas para o exterior.

Caso mais emblemático dessa mudança é a volta de Ronaldo ao futebol brasileiro. Mesmo com as dúvidas sobre suas condições dentro de campo, o Corinthians apostou no jogador como uma forma de atrair patrocínios, melhorar o público nos estádios e vender produtos aos torcedores.

Desde então, os ganhos com os espaços publicitários da camisa corinthiana dobraram de preço e outras fontes de renda do clube foram valorizadas, como é o caso dos ingressos para os jogos (…)”

Os maus negócios que vieram dos EUA

Excelente artigo sobre o sistema financeiro, a crise recente e os desafios para o futuro. Recomenda-se a inciados mas co malgum esforço é útil a leitura por um público leigo. Assina Hans Werner Sinn presidente do Instituto IFO (um dos mais destacados centros de estudo econímicos e de estatísticas alemães) e foi publicado hoje no Jornal de Negócios: “Títulos pouco fiáveis“.

Um excerto:

“(…) Os Estados Unidos terão de reinventar o seu sistema de financiamento de hipotecas para poderem escapar à armadilha socialista em que caíram. Uma reforma elementar seria obrigar os bancos a reterem nos seus balanços uma determinada proporção dos títulos que emitem. Dessa forma, assumiriam parte das perdas se os títulos não fossem honrados – e, uma vez mais, isso constituiria um poderoso incentivo para se manterem rigorosos padrões de concessão de empréstimos hipotecários. Leia Mais

A fiscalidade em Espanha e a nova “Lei Cristiano Ronaldo”

4 November, 2009 por RCB · 1 comentário
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A partir do próximo dia 1 de Janeiro e sem efeitos retroactivos sobre contratos de trabalho já em vigor, os rendimentos de estrangeiros que se venham a fixar em Espanha passarão a  ser tributados a 43% caso ultrapassem os 600 mil euros. Até agora essa tributação era de 24%.

Segundo se lê no Mais Futebol,”Espanha: aumento de impostos pode vir a «parar o campeonato»“, todo o tipo de consequências nefastas são esperadas pelos industriais do futebol e seus satélites. Objectivamente, Espanha tem hoje uma das fiscalidades mais generosas nomeadamente para com os futebolistas, profissionais que tipicamente cumprem com os dois requisitos: estrangeiros que em muitos casos recebem mais de 600 mil euros por ano. Na prática, esta alteração legislativa aproximará o regime fiscal Espanhol do Inglês, para dar apenas um exemplo, eliminando uma vantagem competitiva importante: para os mesmos euros pagos, os jogadores receberiam muito mais em Espanha. Leia Mais

Previsões Económicas da Comissão Europeia 2009 a 2011

A Comissão Europeia divulgou há poucas horas as previsões de Outono para o período 2009-2011, “Autumn forecast 2009-2011: EU economy on the road to a gradual recovery” (relatório completo apenas em Inglês). Sobre Portugal são reservadas 3 páginas. O cenário não é de todo animador. Assim que se iniciar a recuperação económica, espera-se que Portugal retome com redobrado “entusiasmo” a caminho de divergência com a União Europeia.

previsões CE Portugal

Adivinha-se muito trabalho pela frente, algo que, acredito, terá muito pouco a ver com a velocidade a que conseguiremos chegar de combóio até ao centro da Europa nos próximos anos e muito mais a ver com um redefinir de prioridades para a acção política pública e privada. Sem faces ocultas e assumindo compromissos claros, sustentáveis e socialmente benignos para a maioria da população. Está difícil, mas não teremos outro remédio.

Impostos sobre Mais-Valias nos países da OCDE

A jornalista Elisabete Miranda recuperou hoje uma recente tese de mestrado da Faculdade de Economia da Uuniversidade de Coimbra,  da autoria de Sandrina Ferreira dos Santos Brígido, “A tributação das mais-valias de acções em Portugal em sede de IRS: análise comparativa com Espanha e Reino Unido(dissertação completa disponível aqui), para lançar alguma luz sobre uma discussão que tem tido protagonistas nem sempre bem informados.

A actual tributação em Portugal isenta de pagamento de qualquer imposto as mais-valias associadas a títulos detidos há pelo menos 12 meses e tributa a uma taxa libertaória de 10% as mais-valias de acções detidas há menos de 12 meses. A semana passada um estudo encomendado pelo Ministério das Finanças a um grupo de especialistas avançava com a proposta de uniformização da taxa de imposto para todos os rendimentos de capital sejam eles juros de depósitos a prazo ou qualquer tipo de mais-valias e rendimentos de capital. Qual a taxa? A que incide hoje sobre a remuneração dos depósitos: 20%. Leia Mais

IVA em Espanha vai aumentar para 18% (acrescentado)

26 September, 2009 por RCB · 1 comentário
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Eis uma boa notícia para as contas públicas e para as empresas portuguesas: a taxa normal de IVA em Espanha deverá passar de 16% para 18% aproximando-se assim da taxa de 20% praticada em Portugal. Eis a notícia do IOL Diário: “Espanha aumenta IVA para 18%“. Segundo este artigo outros impostos sofreram aumento, reduzindo-se a desvantagem fiscal em Portugal, isto admitindo que por cá conseguiremos não aumentar os impostos o que não é um cenário seguro como sabemos.

O Jornal de Negócios  avança com a mesma informação onde se indica que taxa reduzida do IVA também passará de 7% para 8%.

SE Portugal não aumentar o IVA no Orçamento de Estado de 2010, teremos:

Taxas de IVA em Portugal / Espanha:

Bens de primeira necessidade: 5% / 4%

Taxa reduzida: 12% / 8%

Taxa normal: 20% / 18%

Subsídio de desemprego: 6 meses para procurar emprego na União Europeia

11 August, 2009 por RCB · Deixe um comentário
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Acabou de ficar desempregado? Quer procurar emprego em Espanha, Inglaterra ou outro país da União Europeia,  contactar com empresas de recrutamento, ir a entrevistas, mas só o pode fazer à distância para não perder o direito ao subsídio de desemprego pois tem de se apresentar regularmente no seu centro de emprego? Segundo notícia recente do Diário de Notícias essa perspectiva de mobilidade em busca de emprego ficará mais facilitada em 2010:

Os desempregados que quiserem procurar trabalho noutro país da UE vão poder manter o subsídio de desemprego durante três a seis meses. A medida, que alarga o regime actual, consta de um regulamento europeu já aprovado e que deverá entrar em vigor em Março do próximo ano. Nessa altura, o desemprego deverá registar máximos históricos. (…) A medida consta de um regulamento europeu aprovado no final de Julho, que deverá entrar em vigor a 1 de Março [de 2010], estando a data apenas dependente da publicação do diploma. (…)
O regulamento em vigor garante o subsídio por um período máximo de três meses. A partir de Março, serão os serviços nacionais a decidir quem terá direito a um período mais alargado. “Depende da instituição competente do Estado membro decidir, caso a caso, se deve conceder três ou mais meses. É uma decisão discricionária, mas deve ser objectiva e proporcional”, refere ao DN fonte oficial da Comissão Europeia. Contactado pelo DN, o Ministério do Trabalho remete a definição dos critérios para mais tarde. (…)

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