Decida racionalmente mandando moedas ao ar

Superanalistas“, Super Crunchers no original, é um livro de 2007 então considerado como o melhor livro de economia do ano pelo Wall Street Journal e pelo New York Times que conheceu a sua primeira edição portuguesa no início de 2010 com a chancela da Academia do Livro. Em pouco mais de 300 páginas (cerca de 15€), o autor, Ian Ayres (recomenda-se a visita ao seu sítio), que combina a bizarra conjunção de ter formação superior em Econometria e Direito, discorre sobre o admirável mundo novo da super análise, ou seja, da geração e análise de informação sobre todo o tipo possível e imaginário de eventos e aplicações a processos de decisão.

Sendo particularmente interessante para quem é alérgico a números e para quem pouco ou nada cuidou de inquirir sobre como se tomam decisões correntes no nosso quotidiano empresarial, de consumo e de vida quotidiana, é também uma obra que abre horizontes a quem tem algum conhecimento mais particular do instrumental matemático, seja de análise de probabilidades, seja de econometria.

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Directório Europeu ou Federação de Estados?

21/06/2010 por Monica · Deixe um comentário
Arquivado em: Debate, Economia Internacio. 

” (…) Com a excepção da Grécia, ninguém prevaricou verdadeiramente face ao que em concílio fomos congeminando. Se há culpa de que os pequenos e médios países se podem recriminar é a de terem sido pouco ambiciosos, de não terem tido maior capacidade de antecipação e de intervenção. É certo que todos falharam nesse particular (ainda que alguns se façam de esquecidos), mas deveria ser quem anda de quando em vez com o chapéu emprestado para se abrigar da chuva que devia arrepiar caminho. Particularmente, nós que não largamos o guarda-chuva. Mas como? Em vez de se ocuparem de polir os sapatinhos dos grandes, deviam zunir-lhes nos ouvidos que isto não vai lá sem rede mosquiteira.
A Europa, no seio de muitos países, tem a prova do que lhe falta como União de Países: coesão. Coesão que não advindo da língua não pode deixar de vir da capacidade de gerir a sua diversidade em termos económicos, de gerir os seus interesses em termos políticos e de se auto-respeitar afirmando-se colectivamente como uma das maiores democracias do Mundo. (…)”

Rui Cerdeira Branco in  Federalismo Europeu: a outra forma de um Português votar para o Bundestag

E se a culpa fosse do sistema monetário? – “Zeitgeist: Addendum”

10/02/2010 por Mapari · 3 comentários
Arquivado em: Debate, Dinheiros, Economia Internacio., Mercados 

Espírito aberto está embutido no lema “Todo o economista é um leigo, todo o leigo é economia“.

No vídeo documentário anexo “Zeitgeist: Addendum” muito centrado nos EUA apresenta-se o mundo atual e o sistema monetário, económico, político e social de uma forma acutilantemente crítica – contem afirmações, revelações e/ou “revelações” potencialmente chocantes. A religião não é esquecida. Trata-se de um documentário muito ao jeito do “Forum Económico Mundial” mas que julgo não se esgota nesse rótulo. Veja, nem que seja for argument’s sake. Breve súmula encontrada na Wikipedia:

“Em 2 de Outubro de 2008 foi lançado um segundo filme, continuação do primeiro, chamado Zeitgeist:Addendum, onde se trata temas com a globalização, manipulação do homem pelas grandes corporações e instituições financeiras, e aborda a atual insustentabilidade material e moral da humanidade, apresentando o Projeto Vênus como solução para o problema.

O filme é estruturado em três seções:

  • Primeira parte: “The Greatest Story Ever Told” (“A maior história já contada”) – Aos 00:13 min
  • Segunda parte: “All The World’s A Stage” (“O mundo inteiro é um palco”) – Aos 00:40 min
  • Terceira parte: “Don’t Mind The Men Behind The Curtain” (“Não se importem com os homens atrás da cortina”)- Aos 01:14 min* “

 

Economia & Finanças em Movimento

27/05/2009 por RCB · 3 comentários
Arquivado em: Debate 

Caros leitores, talvez tenham notado uma redução na actividade do Economia & Finanças por estes dias. A situação manter-se-á até 7 de Junho dia das Eleições Europeias.
Na realidade ando em campanha eleitoral pelo país desde o dia 21 de Maio na qualidade de nº 2 da lista ao Parlamento Europeu do novíssimo partido MEP – Movimento Esperança Portugal.
As actividades de campanha percorrendo mais de 60 locais espalhados por todo o país permite um cantacto humano com pessoas de todas as condições que enriquece as diferentes perspectivas que posso ter de vários problema humanos e económicos. Por isso, o investimento no serviço público é também uma mais valia pessoal a vários níveis.
O objetivo é eleger Laurinda Alves para o Parlamento Europeu e, simultaneamente, dar a conhecer este novo Movimento que se fez partido político e que pretende oferecer uma alternativa credível e empenhada para a melhoria do país mais tarde na eleições legislativas. Apresento-vos a minha casa por estes dias.

Movimento Esperança Portugal

 

Até breve! E não hesitem em passar pelo sítio do MEP – Movimento Esperança Portugal!
Deixo-vos ainda a última reportagem feita pela SIC (clicar aqui).

P.S.: E aqui podem aceder aos gastos de campanha. O MEP pugna pela total transparênca nestas matérias.

Governo facilita ajustes directos até 5 milhões de euros (act.)

11/01/2009 por RCB · 3 comentários
Arquivado em: Debate, Dinheiros, Legislação, Política Económica 

O Governo decidiu aprovar uma iniciativa legislativa que permite adjudicar sem concurso público obras até cinco milhões de euros e bens e serviços até 200.000 Euros, tanto a nível nacional quanto local.

O reforço deste poder discricionário é justificado pela necessidade de atacar urgentemente a crise…  Contudo, muito pouco de temporário se adivinha nesta iniciativa legislativa, o que, a confirmar-se (lembremos-nos que estamos em ano eleitoral) pode contribuir decisivamente para um problema que podemos andar anos a tentar resolver. Vale a pena fazer uma check list à nova lei atentando nas observações e sugestões que o MEP enumerou há pouco em comunicado:

“Ainda que a facilitação das adjudicações directas não fosse o caminho que o MEP adoptaria se fosse Governo, especialmente em ano de  eleições, tendo em conta a intenção anunciada, o MEP entende que a mesma deve ser, no mínimo, rodeada das seguintes cautelas:
7) A optar-se por aumentar os limiares para ajuste directo, os valores envolvidos determinam que se deva obrigar a que a adjudicação seja precedida de pedidos de proposta a várias empresas, assim se garantindo um mínimo de concorrência. Essa é, aliás, a prática corrente nas empresas privadas, para garantirem a boa gestão dos seus orçamentos.
8 ) É essencial que se delimite, com precisão e rigor, o elenco limitado de investimentos considerados prioritários para os quais se admitem estes mecanismos (v.g. escolas, energias alternativas), evitando cláusulas gerais ou conceitos indeterminados que transformariam estas medidas ditas excepcionais num novo e real Código dos Contratos Públicos.
9) É ainda essencial que se mantenha a proibição de adjudicação de contratos do mesmo tipo ao mesmo empreiteiro ou fornecedor a partir de determinado valor, aplicando a estes novos limiares as sensatas proibições previstas no Código dos Contratos Públicos.
10) Um qualquer diploma deste tipo deve estabelecer expressamente o seu próprio período de vigência, num número limitado de meses, não necessitando assim de qualquer nova iniciativa legislativa para que, findo tal período, o mesmo deixe de vigorar.
11) Esta medida deve ser acompanhada por um significativo acréscimo de transparência na plataforma BASE, onde se anunciam os contratos celebrados por ajuste directo, garantindo-se a possibilidade a qualquer cidadão de fazer buscas por entidade adjudicante, empresa, valor, tipo de contrato, tipo de actividade, entre outros aspectos.

 O MEP considera que o Governo errou e teme as consequências que, caso se concretize, esta medida gerará. Ainda se vai a tempo de evitar esta imprudência.” 

OUTRAS OPINIÕES: 

Poupar? Consumir? Investir!

mepAgora que o futuro negro chegou com peculiaridades curiosas, o que fazer no dia a dia? Os governos querem estimular o consumo para que a economia não entre em coma, logo temos de consumir. Por outro lado, muitas famílias e empresas, perante o risco de poderem perder parte significativa do seu rendimento e perante a identificação das causas da crise (que terão passado, entre outras, por haver dinheiro muito barato durante muito tempo e consequentemente excesso de dependência do crédito) têm agora a natural reacção de refazer as suas finanças, valorizando a poupança sobre o consumo. Mas se se poupar demais podemos empurrar a economia para uma espiral recessiva pois em recessão, dinheiro guardado pode desencadear uma depressão grave.

Em que ficamos? Poupar? Ou consumir?

Talvez consumir com moderação, devendo esta ser tanto menor quanto o gasto se assemelhar mais a um investimento com retorno futuro. Ir de férias para estrangeiro ou fazer aquelas obras que anda a adiar há tanto tempo para melhorar a salubridade e o conforto da sua casa? Se estiver entre o grupo que pode ter este dilema, talvez seja melhor apostar na valorização do seu imóvel. O retorno será mas duradouro e potencialmente rentabilizável no futuro.

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Economia: ciência social

09/12/2008 por RCB · 1 comentário
Arquivado em: Debate, Política Económica 

Em poucas linhas Pedro Lains recoloca os postes e a trave na baliza daquilo que constitui a essência da Economia, uma ciência social. A Economia tem o costelado que tem, não vejo ganho nenhum em pedir-lhe que seja o que não pode ser, nem deve querer ser. Há muito e digno caminho para o debate político sobre como agir e reagir a factos comprovados economicamente, tal como há muita largura para discussões académicas sobre diferentes formas de modelizar e acompanhar racionalmente a realidade social, mas aqueles que patrulham contaminações políticas e, nesse sentido, “más teorias”, só têm a perder se centrarem a crítica  à Economia enquanto ciência social, em argumentos da mesma índole, alheios ao esforço de abstracção, sistematização e quantificação. Dizer e provar que o outro menino está a fazer batota deveria ser trigo limpo se se defendesse uma linguagem científica de desenvolvimento de trabalho científico. Se as teorias são más, devem sê-lo porque não são cientificamente plausíveis e comprováveis nos exactos termos em que foram propostas, não devem ser “cientificamente” avaliadas por juízos de valor.

Essa discussão saudável deverá processar-se noutra fase ou quando muito, o crítico deverá encontrar forma de incorporar de formas verificáveis e comummente aceites (desafio ingrato porque particularmente complexo) aquilo que valoriza na sua proposta alternativa que reclama mais sentimento e menos abstracção. Se o que sobra, sendo considerado fundamental, não pode ser traduzido na linguagem aceite de entendimento científico, que se parta para a sua defesa naquilo que se convencionou chamar de Economia Política, ou melhor, de Política Económica, ou melhor ainda, simplesmente, de Política.

Mas o que é a Economia afinal? É lerem o texto cuja ligação aqui vos deixo e seguirem a discussão que vem de trás e se seguirá certamente.

Como sempre, deixo mero palavreado de leigo e… iminentemente político como tal.

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