Comentário de Mercado

Houve algum atraso na edição deste contributo do Pedro Gomes, mas julgo que ainda se justifica.

“A Euronext Lisbon abriu com ganhos ligeiros, continuando a consolidação junto aos máximos do ano, à semelhança do que acontecia nas bolsas europeias. O PSI20 subia 0,02% para 10430 pontos. As perdas ultrapassavam os ganhos com um rácio de 1,80. A Pararede reagiam em alta aos resultados apresentados.
Hoje será divulgada a balança comercial norte-americana, prevendo-se um arrefecimento do défice; serão também divulgados os pedidos de subsídios de desemprego (13h30m). Às 19h será divulgado o Beige Book e o relatório mensal do orçamento.
Por cá, as subidas da Jerónimo Martins (0,8% nos Eur14,87) e da Pararede (3,8% nos Eur0,27) apresentavam as maiores contribuições para a valorização do índice, enquanto a Novabase se valorizava 0,3% nos Eur5,79.
A Pararede apresentou ontem, depois do fecho do mercado, um lucro de nove meses de Eur154.233 vs. Uma perda de Eur2.5Mn no ano passado, beneficiando da venda de activos no 2ºtrim. As vendas caíram 19% para Eur19Mn.
Pelo contrário, a Impresa liderava as perdas percentuais (-0,5% nos Eur4,41), seguida do BCP (-0,4% nos Eur2,55) e da Cimpor (-0,4% nos Eur5,60). A Portugal Telecom também perdia 0,1% nos Eur9,81.


Pedro Gomes”

Actualização: Entretanto o dia bolsista em Portugal terminou de forma algo inusitada:

Portucel “brilha

Ponto de situação quanto à Actividade Económica

Eis mais um contributo do Pedro Gomes sintetizando desta feita os fundamentais da actividade económica internacional e nacional no momento:

Rumo da economia“A actividade económica mundial continuou a expandir-se a um ritmo robusto no primeiro semestre de 2006, registando-se uma progressiva recuperação dos países que estão numa fase mais inicial do ciclo económico, como a área do euro e o Japão, por contrapartida da estabilização do ritmo de crescimento do PIB nos EUA.

Na

Belmiro alguma vez esteve interessado em comprar a PT?

Logo da SonaecomAbre-se aqui espaço para a opinião dos leitores em forma de entrada criando-se uma nova categoria. Nesta estreia Pedro Gomes (que faz do acompanhamento dos mercados e das empresas nacionais boa parte do seu ofício) sintetiza a percepção do mercado relativamente à OPA da Sonaecom à PT. Bem vistas as coisas, a pergunta que em tempos já andou pela imprensa (a do título) regressa à ordem do dia.

A Sonaecom solicitou ontem à CMVM que confirme que a Sonaecom está obrigada a lançar a oferta com a contrapartida de apenas EUR9.41 por acção e não a contrapartida de EUR9.50 prevista no anúncio preliminar. Esta solicitação tem em conta que a decisão do lançamento da OPA pela Sonaecom sobre a PT se baseou no pressuposto de que não seriam aprovadas deliberações no sentido de distribuir bens ou reservas em excesso da distribuição de EUR38.5ct por acção, a título de dividendos relativos ao exercício de 2005, e na sequência da aprovação pela Assembleia Geral da PT de um dividendo de EUR47.5 por acção. Caso a CMVM assim não entenda, a Sonaecom solicita que a CMVM autorize a Sonaecom, caso assim venha a ser deliberado pelo seu Conselho de Administração, a lançar a oferta oferecendo uma contrapartida de EUR9.41 por acção e não EUR9.50.

Na opinião do mercado, este pedido é uma forma adicional de a Sonaecom colocar pressão sobre o preço de PT. Parece que, caso se venha a verificar esta redução do preço proposto, que as probabilidades de sucesso da oferta serão mais reduzidas. Com efeito, ficaria surpreendido caso a Sonaecom obtivesse sucesso na OPA a EUR9.50 e mais ainda a EUR9.41. Finalmente, parece-me ser importante referir que esta opção de consolidação do mercado das telecomunicações criada pela Autoridade da Concorrência permite que a Sonaecom a PT se apropriem, com um valor de EUR1.5bn e que seja pouco provável que esta opção não venha a ser exercida pelos players em causa.

Pedro Gomes