Comércio Internacional mantem boas indicações em 2010

Com a divulgação pelo INE das estatísticas do Comércio Internacional, relativas ao trimestre terminado em Junho, reforçaram-se as indicações positivas que vinham sendo apuradas nos meses anteriores. As exportações portuguesas continuam a crescer acima dos dois dígitos quando se efectuam comparações homólogas e, embora as importações estejam igualmente a forte retoma, as primeiras continuam a crescer a um ritmo mais acelerado.

O destaque particular vai para o comércio com países da União Europeia uma vez que se vêm registando taxas de cobertura crescentes.

Com países extra-comunitários (onde predominam as trocas relativas a produtos energéticos) o sentido da evolução tem sido o oposto, tendo-se degradado significativamente a nossa baçança comercial. Note-se ainda que, excluindo os produtos energéticos, a situação no trimestre em análise piorou face a 2009 tendo a taxa de cobertura passado de 106,0% para 100,5%.

Olhando para a globalidade das nossas trocas comerciais a evolução face a 2009 é, ainda assim, positiva. Em igual período de 2009 vendiamos 63,1€ de exportações por cada 100 euros que importávamos. No trimestre de 2010 em análise a situação  passou para 64,3€ de exportações por cada 100€ de importações.

Exportações continuam a superar desempenho das Importações (act.)

09/06/2010 por Mapari · Deixe um comentário
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No trimestre terminado em Abril deste ano que avança assim mais um mês face aos dados que foram considerados para o cálculo do PIB no primeiro trimestre, as Exportações e Importações registam crescimentos significativos, mas apesar do incremento no consumo de bens duradouros das famílias a que aqui fizemos referência, o ritmo de crescimento das exportações (18,4%) é ainda superior ao das Importações (12,9%), isto face a igual período do ano anterior.

A taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorou face ao período homólogo sendo que exportamos agora quase dois terços daquilo que importamos em valor (65,2%). Detalhando por grandes regiões comerciais verificamos que foi dentro da ZOna Euro que a situação mais melhorou e foi face a países fora da União Europeia que se registou uma degradação, mantendo-seainda assim, face ao resto do mundo, a nossa melhor taxa de cobertura. Já vão longe, contudo os fugazes períodos de superavite (67,2% em termos homólogos), muito à conta do nosso défice energético.

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Portugal à beira da recessão técnica – outra vez

Afinal, fruto das sempre inevitáveis revisões e de informação de base adicional (neste caso relativa a dados do comércio externo e respectivos deflatores) a estimativa rápida que o INE havia feito para o PIB nacional relativo ao 4º trimestre de 2009 (“Portugal volta a divergir: PIB caiu 2,7% em 2009“) foi recalculada tendo-se fixado um pouco abaixo de zero: o PIB no 4º trimestre foi inferior, em volume, ao registado no trimestre anterior em 0,2%. Para quem gosta muito de parangonas pode dizer que ficámos à beira da recessão técnica, pois bastará uma variação em cadeia negativa no próximo trimestre para cumprirmos com os requisitos.

A variação homóloga foi ainda pior, -1,0%, tendo sido contudo a menos intensa ocorrida ao longo dos 4 trimestres de 2009.

Fruto de termos tido um deflator negativo para o PIB, este ano aconteceu a singularidade de a queda do PIB entre 2008 e 2009 ter sido menor em termos nominais (1,7%) do que em termos reais (2,7%). Quanto é o PIB e preços correntes? 163,6 mil milhões de euros. Relatório completo do INE disponível aqui.

Mais de exportações, menos de importações (ou quase) – Julho a Setembro de 2009 (act.)

09/11/2009 por RCB · Deixe um comentário
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O último trimestre de estatísticas do comércio internacional (terminado em Setembro), e particularmente ao nível do comércio com países externos à União Europeia, revelou-se muito… não negativo para a balança comercial portuguesa. As exportações continuaram em quebra significativa (-17,5%) mas a um ritmo mais moderado do que a queda da aquisição de bens e serviços ao estrangeiro (-20,4%). Como referido, esta evolução surge exacerbada no comércio extracomunitário com as importações a cairem 35,1% e as exportações 21,0%, uma evolução que se atenua fortemente mas que não desaparece se retirarmos os Combustíveis e Lubrificantes das contas.

O relatório completo pode ser consultado no portal do INE.

Comércio internacional com destino à UE reforça importância nos primeiros oito meses de 2009

Se somarmos o acumulado de exportações e importações entre Janeiro e Agosto de 2009 hoje divulgado pelo INE e o detalharmos por destinos comparando com idêntico período de 2008, verificamos que o peso do comércio externo com destino/origem na União Europeia passou de 73,2% para 76,9%, uma inversão da tendência dos anos mais recentes se a memória não me trai.

Destaca-se entre os nossos parceiros comunitários o reforço da relevância da Alemanha (de 12,3% para 13,3%), da Espanha (de 29,3% para 29,8%), da Holanda (de 4,0% para 4,5%) e da França (de 9,8% para 10,1%). Destaco em particular a Alemanha por ter reforçado o seu peso quer como fornecedor (passando de 12,0% do total para 13,1%), quer como cliente (passando de 12,8% para 13,5%). A Espanha, nosso principal parceiro comercial, reforçou o seu peso à custa da sua condição de fornecedor (passando de 30,1% para 32,0%) tendo perdido relevância como destino das nossas exportações (passando de 28,0% para 26,4%). Enfim, curiosidades e sinais que se poderão reforçar à luz das expectativas de evolução económica para estes parceiros nos próximos meses.

Comércio externo contrai-se fortemente mas podia ser pior

09/07/2009 por RCB · 1 comentário
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As exportações caíram 27,1% no trimestre terminado em Abril face ao período homólogo. Um cenário negro sem dúvida que só não é mais preocupante porque o ritmo de queda das compras de bens e serviço ao exterior (as importações) é ainda maior 29,0%.

Na realidade, enquanto há um ano vendiamos 57,3€  de bens e serviços por cada 100€ que comprávamos, agora conseguimos vender 74,8€ por cada 100€ que compramos. É certo que se a actividade económica desaparecer deixamos de ter défice mas ainda não chegámos a tanto…

A dívida que resulta de uma balança comercial deficitária é assim hoje bem menor de que há um ano. Seria preferível que este ajustamento se fizesse com valores positivos em ambas as rúbricas (exportações e importações) mas no meio da crise, ao menos que as empresas exportadores resistam melhor do que o mercado interno, particularmente se esta maior resistência das exportações não assenta em produtos de baixo preço e de baixa qualidade, tipicamente mais procurados quando há míngua de dinheiro. Na realidade, a diversificação das exportações nacionais parece continuar a ser um dado real e estável destes últimos anos e meses.

Mais detalhes no INE.

Exportações sobem 6,0%, Importações caiem 9,5%

Economia IO título deste artigo refere-se aos dados do último trimestre do comércio extra-comunitário, um dos melhores dados económicos divulgados pelo INE nos últimos tempos. Note-se contudo que estamos a falar apenas de cerca de um quarto do total do comércio internacional português. Na realidade, se considerarmos este cenário mais alargado, o ano não terá fechado com uma nota positiva. Os dados até Novembro que foram também hoje divulgados, relativos à globalidade do comércio externo, apontam para um agravamento muito significativo do desequilíbrio da nossa balança comercial com as exportações a cairem mais depressa que as importações: 5,9% as primeiras e 1,5% as segundas. A procissão ainda via no adro (só em Novembro as quedas se tornaram verdadeiramente expressivas) e parte deste diferencial de andamento pode explicar-se por algum desfasamento entre vendas e compras mais a respectiva gestão de stocks quando aplicável, além de se esperar pelos dados em volume incorporados nas contas nacionais a divulgar na próxima semana há que aguardar pelos próximos meses e observar com atenção também o comércio extra-comunitário, o tal que terá estado na base de um arremedo de tentativa de alteração do paradigma económico português e que poderá (ou não) ter sido interrompido em definitivo pela actual crise internacional. No fundo a pergunta passa por saber quão dura será a recessão em Angola, EUA, Singapura, Malásia, Brasil, entre outro e quanto, se algum, desse efeito, será eliminado por alguma vantagem específica das exportações nacionais no mercado extra-comunitário.

Os dados do INE estão disponíveis no sítio do costume:

Comércio Extra-Comunitário (Dezembro de 2008)

Comércio Internacional (Novembro de 2008).

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