Temos 3 milhões de visitantes únicos no bolso. E agora?
Em menos de 4 anos recebemos 3 milhões de visitantes únicos, um terço do quais nos últimos seis meses mas não, não temos nenhum visitante no bolso. O título é uma desmontagem da seriedade talvez excessiva que por aqui reina habitualmente.
Esta página que lêem é um blogue, feito por (muito poucas) pessoas que seguem o princípio de escrever aqui uma parte do que também gostariam de ler em termos informativos. Só mantendo fidelidade a este princípio hedonista se consegue sustentar esta actividade amadora durante quase 4 anos. Por vezes há opinião, muitas outras aquilo que se pode chamar de jornalismo sem carteira ou de cidadão, episodicamente haverá ainda algum disparate como o do título, com o propósito já sublinhado.
A simples tarefa de procurar divulgar as respostas e a informação que nos parece útil, é quanto baste para ser uma fórmula de sucesso à escala de um blogue. Desde que surgimos, vimos nascer dezenas de sítios igualmente amadores na internet, a seguirem um percurso paralelo ao nosso ou mesmo mimético, e vimos tanto o Jornal de Negócios como o Diário Económico (os dois órgãos de informação diária especializados em Economia & Finanças em Portugal) criarem os respectivos guias do investidor ou de finanças pessoais, reagindo assim a esse nicho de interesse (com potencial económico inegável) que andava um pouco desleixado e entregue aos amadores e amantes do jornalismo de cidadão.
Mais de 3000 gostam disto. E você?
Assinala-se mais um número redondo na lista de leitores que optaram por receber os nossos artigos pelo Facebook. Com este número é inquestionável que esta é a forma preferida por mais leitores, seguida de perto do envio diário de um e-mail e também de quem recebe os artigos completos no seu leitor de rss. Em 2010, até ao momento, recebemos mais de 800 mil visitantes e servimos mais de um milhão e meio de páginas.
Entretanto, aproveitamos a ocasião para divulgar os primeiros número do inquérito que temos em curso (e que encerraremos quando completar aproximadamente uma semana de difusão). O inquérito está disponível aqui e na coluna da direita deste bolgue e pergunta do grau de dificuldade com que o que ganha permite chegar ao fim do mês.
De momento eis os resultados:
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Grande dificuldade: 34%
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Dificuldade: 35%
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Facilidade: 22%
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Grande Facilidade: 9%
Responderam até ao momento 362 leitores. Atendendo à boa participação repetiremos regularmente este inquérito, provavelmente com períodocidade trimestral.
Internet: portugueses maduros são dos melhores a surfar
Excerto a convidar a leitura do artigo “Portugal é surpresa europeia no uso da Internet ” do Diário Económico com base no European Media Scope da European Interactive Advertising Association (EIAA):
“(…) Em Portugal, as notícias são a prioridade de 70% dos utilizadores. Banca e finanças, filmes, desporto, informações locais, emprego e viagens estão também no topo dos interesses da população portuguesa ‘online’.
E se o que os europeus mais fazem quando navegam é aceder ao ‘email’ (76%), 66% dos portugueses prefere enviar mensagens instantâneas, um valor 60% superior à média europeia, à semelhança dos blogues, onde Portugal ultrapassa os valores dos 15 países em mais de 100%. (…) Em Portugal, 59% das pessoas, mais quatro pontos percentuais que a média europeia, muda de opinião em relação à compra quando faz pesquisas na Internet, que como revela a especialista, é “um ‘e-comprador’ sofisticado, ‘multitasker’ num mercado maduro e em franco crescimento”.”
Bons pretextos para sair de casa
O Viagens no Espaço abriu as portas há menos de três meses, não serve refeições, não vende livros nem dá rebuçados mas quase. Vai contando com um pequenos grupo de colaboradores dedicados que fazem dos sectores abordados (turísmo, transportes, viagens e eventos em geral) parte do seu ofício e/ou da sua ocupação preferida nos tempos livres.
Têm-se conseguido aquilo que julgo ser uma mistura interessante de informação (sugerindo eventos, acompanhando estatísticas dos sectores) e de pequenas crónicas (sugestões de hoteis, restaurantes, etc) onde mais do que sublinhar o que temos de medíocre se tem procurado sublinhar o que temos de bom e estimulante em Portugal.
Quem por lá tem passado tem-nos dados nota positiva do que vai lendo. Eis as ligações para alguns dos textos que foram sendo publicados ao longo destas primeiras semanas no Viagens no Espaço e que mantêm actualidade:
- Jácome Restaurante – tenro, saboroso, sublime em Leça
- Papabubble na Baixa de Lisboa – o segredo de rebuçados feitos à mão
- Visita ao Centro de Eventos Plaza Ribeiro Telles
- Aldeias Históricas de Portugal – Penamacor a 13ª aldeia?
Gosto muito de ti Economia – actualização
Caríssimos,
Andamos a testar novos dispositivos de contacto via redes sociais, dando particular destaque ao Facebook. Além da nossa página de fãs que o Facebook transformou agora em páginas de “gostos” e a qual qualquer um pode subscrever para receber a nossas actualizações na timeline com o tal simples “Gosto” que se vê no topo da coluna da esquerda, resolvemos integrar nos artigos que aqui publicamos a possibilidade de os apreciar individualmente recorrendo também ao famosos botão do Facebook.
Se gosta em particular de um artigo, se o considera útil, então diga-nos isso com o simples clique e/ou comentário. Prometemos que no dia em que o Facebook responder aos anseios de muitos utilizadores e “inventar” o botão de “Não gosto” também procuraremos integrá-lo aqui. De momento, esta parece-nos a forma mais simples de percebermos o que é mais do agrado de um número mais significativo de leitores. Internamente, já sabemos quais os temas e artigos mais populares, mas quais são aqueles que os levam verdadeiramente a dizer “Gosto de ti”?
2000 fãs no Facebook: obrigado!
Agora temos a certeza que os cerca de 10 mil visitantes diários que aqui têm chegado não são só sócios da Deco Proteste a pedir para abrir ou fechar a conta, contribuintes a pedir para que lhes mudemos a morada fiscal, automobilistas a marcar inspecções, cidadãos mal educados que aqui vêm chamar-nos nomes, a nós que somos da segurança social, ou a exigirem-nos uma resposta urgente para um seu problema de umbigo… É impressionante como há tanta iliteracia funcional neste país no que toca a este ainda muito jovem meio de comunicação.
Os exemplos acima referidos baseiam-se todos em casos verídicos que nos chegaram ao e-mail. Outros são bem menos parodiáveis como testemunhará um dos próximos artigos que aqui publicaremos, mas o que se sublinha é o inesperado que nos bate à porta com frequência.
Estar aqui na net, é estar sempre como que assomado ao postigo e, com o brilho das luzes, de vez em quando, lá vem um freguês que confunde o rés-do-chão com o primeiro andar.
Caros leitores, fãs, fieis e ocasionais, obrigado pela preferência e por estarem a fazer deste mês de Março de 2010, de longe, o mês em que o Economia & Finanças foi mais frequentado desde que abriu atividade no final de Setembro de 2006.
Este artigo procura respeitar o novo acordo ortográfico.
“Linkar” ainda mete medo a alguns jornais?
Uma das muitas características que distingue um blogue comum de alguns órgãos de comunicação é que o primeiro, mesmo tendo que fazer pela vida de modo a não ser fonte de custos para os seus autores, e, portanto, podendo ter algumas preocupações comerciais, geralmente atribui um valor informativo intrínseco à disponibilização aos leitores da ligação via hiperlink à fonte primária da informação ou ao fenómeno alvo de notícia, suficientemente elevado (para fidelizar os seus leitores e para a qualidade daquilo que oferece) que supera o valor comercial que se pode atribuir à compra de um link, elo ou ligação. Linkar uma instituição, serviço ou afim não é estar a embaretecera indústria dos links comprados, deve ser estar a enriquecer o conteúdo noticiado. Fala-vos um leigo, naturalmente.
Ninguém por aqui teme linkar, e felizmente, já lá vai o tempo em que transformar um endereço da internet num pedaço de texto que, se clicado, reencaminharia o leitor para a correspondente morada. Aos poucos esta característica distintiva dos blogues foi-se diluindo, certamente à medida que o online foi ganhando peso relativo na própria estrutura do media tradicionais profissionais, mas é ainda comum ver endereços web no meio de notícias de jornais nacionais nas suas versões online que não permitem o simples clique e redireccionamento.
O artigo seguinte que abordará o serviço de vendas de bens penhorados do Estado português deparou precisamente com um caso desses. Aparentmente, no Diário Económico há ainda obstáculos que dificultam que um endereço como http://www.e-financas.gov.pt/vendas/ possa ser incorporado na notícia como http://www.e-financas.gov.pt/vendas/ .

