Virgin Active – concorrente de peso ao incumbente Holmes Place (rev.)
Aquando da última polémica relativa ao IVA que envolveu alguns ginásios a operar em Portugal (nomeadamente o Holmes Place conforme aqui se foi dando nota) pareceu-nos evidente que havia um estranho vazio de mercado. Um negócio aparentemente lucrativo não estaria a gerar a devida concorrência, não por culpa de quem estava no mercado, mas por “culpa” de quem não aparecia a querer partilhar a fatia dos lucros. E com isso algumas, poucas, redes de ginásios foram tomando posições dominantes a nível local constituindo-se quase monopólios regionais.
Talvez a situação venha a mudar um pouco em algumas dessas áreas geográficas com o surgimento de um novo jogador com dimensão internacional. O jornal Oje dá conta da chegada a Lisboa da Virgin Active que se instalará bem no centro da Cidade, no Palácio SottoMayor num espaço de 7 mil metros quadrados, oferecendo as multiplas valências que têm vindo a constituir o novo conceito de clube de saúde. A empresa em causa conta vir a expandir-se consideravelmente pelo país nos próximos anos tendo já em funcionamento duas unidades em actividade no grande Porto e outra que abrirá no em Oeiras, no último trimestre de 2011.
Veremos nos próximos tempos se a estratégia comercial difere ou imita a do principal concorrente (e não estamos propriamente a pensar apenas no preço).
O inoportuno encerramento da petição de pressão sobre o Holmes Place
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Empresas
Perante várias acusações aqui (e aqui) deixadas por leitores do Economia & Finanças, revelando a sua indignação pelo encerramento da petição de pressão sobre o Holmes Place que Rui B Costa (rui.b.costa@netcabo.pt) dinamizou, tendo conseguido reunir mais de um milhar de prováveis associados, tentei, na medida do possível, obter uma explicação para o facto, dado que não há conhecimento público de qualquer revisão de política por parte do HP.
Obtive a resposta que segue em anexo e que terá sido enviada a todos os subscritores. Numa comparação directa entre o enunciado da petição e as vagas garantias que o Rui B. Costa descreve ter conseguido (ver em anexo) parece-me que as críticas e a indignação de parte dos restantes subscritores está mais do que justificada. O Holmes Place (HP) terá conseguido limitar avarias reduzindo a publicidade negativa deste pólo de conflito (recordo que o assunto chegou pelo menos à Agência Financeira), muito provavelmente resolvendo a questão pessoal do associado Rui B. Costa, contudo, a questão de fundo permanece como o atestam a indignação já referida. Confesso que também aqui me espanta a racionalidade do HP.
O que impede um outro associado de abrir uma petição online nos mesmos exactos termos? Talvez seja essa uma boa via para, nem que seja seguindo o exemplo aparentemente oportunista do Rui B. Costa, todos resolverem as suas questões pessoais. Ou muito nos enganamos ou o HP terá aberto esse precedente.
Se analisarmos friamente as premissas de procedimento do HP em todo este processo, repito o meu pasmo perante a pouca inteligência e desprezo pela dignidade/amor próprio que o HP julga prevalecer entre os seus potenciais clientes. De qualquer forma retenho o essencial: só é cliente deste tipo e estilo de prestação de serviços quem quer.
Holmes Place ataca sob anonimato nas caixas de comentários?
Arquivado em: Blogologia, Empresas, Regulação Económica, Sociedade
Há alguns minutos recebemos quatro comentários elogiosos sobre o Holmes Place (HP), cada um com uma técnica diferente (desde atacar a concorrência a promover a campanha de publicidade que tem estado por aí nos media). Até aqui nada de mal, é legítimo que haja quem concorde ou esteja satisfeito com o que se tem passado, contudo, há um problema que nos leva a este artigo. Todos os comentários, assinados como sendo do José Aguiar, Joana Costa, Pedro Teixeira e Pedro Coelho tiveram origem no mesmo computador (confirmado pelo IP), sendo que esse computador tem como servidor um tal de gw.holmesplace.pt.
Vou tentar averiguar junto dos e-mails que os “quatro” comentadores deixaram (se forem válidos) se esta se trata de uma técnica de limitação de danos sancionada pelo Holmes Place: escrever sob anonimato como se fossem utentes, ou se na realidade foram quatro pessoas distintas que por acaso têm o mesmo computador e que por acaso é servido pelo servidor do Holmes Place e que por acaso estão satisfeitíssimas com o HP e que por acaso vieram todas comentar neste mesmo sítio no espaço de 36 minutos.
Talvez o HP não tenha nada a ver com isto e seja apenas um empregado zeloso a tentar fazer valer a sua justiça. Fica a nota de aviso aos restantes leitores (que reproduzirei nas respectivas caixas de comentários) e ainda a indicação de que esta técnica não será tolerada. Daqui em diante cada IP poderá usar apenas um nickname.
Associados do Holmes Place unem esforços e pressionam empresa
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Empresas
O comentário-apelo que o leitor Rui Costa aqui deixou no passado dia 1 de Fevereiro apelando à mobilização de associados do Holmes Place contra algumas práticas recentes do clube, chegou hoje com destaque à Agência Financeira em: “Mais de meio milhar de sócios ameaça processar Holmes Place“. Segundo se lê a sua petição já conta com mais de 660 subscritores tendo mais uma vez a empresa recusado comentar. É como escrevia por aqui o António Dias há pouco, tal e qual.
Holmes Place: Elementar, meu caro Watson
Arquivado em: Consumo e Produtos, Empresas, Sociedade
Quando há dias me foi oferecida a oportunidade de publicar um artigo no Relações Públicas sobre a presença de entidades e marcas nos motores de busca, o Holmes Place surgiu como o exemplo perfeito de uma empresa que não estando em sintonia com parte dos seus clientes consegue superar as críticas nos resultados de busca graças à sua forte presença nos mesmos.
Porém, uma inspecção à página de resultados relevou esta página de um site de queixas. Como uma imagem vale por mil palavras, a cache do Google (com o nome da entidade destacado a cores) ilustra na perfeição o mal estar de muitos clientes:
Holmes Place: o cliente tem sempre razão?
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Empresas, Sociedade
Vale a pena espreitar o relato/saga do Rogério sobre a sua relação com o Holmes Place Cascais que deixou aqui em comentário ao artigo “Ginásios não descem mensalidades com queda do IVA“.
Ginásios não descem mensalidades com queda do IVA
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Política Fiscal
Tanto na caixa de comentários do artigo “Costuma ir ao Ginásio? Esta notícia interessa-lhe” como no tópico do fórum sobre o tema sucedem-se os testemunhos dos mais variados frequentadores dos mais variados ginásios indicando que estes não estão a passar a descida do IVA de 21% para 5% para o preço das mensalidades.
Justificações como “avultados investimentos futuros” bem como “quando o preço do pão sobe 30% também ninguém reclama” estão entre o “troco” que os responsáveis pelos ginásio oferecem aos seus clientes quando estes pedem explicações. Chegou até a haver um ginásio que já tendo recebido o valor correspondente ao trimestre onde havia cobrado IVA a 21%, perante a interpelação do cliente, disponibilizou-se a corrigir a taxa de IVA para 5% mas mantendo o valor a cobrar.
A Deco está a receber reclamações diversas. Até ontem relativas apenas ao Holmes Place (ainda que segundo apurei este ginásio já estivesse de facto a cobrar apenas 5%). Recomendam que os clientes interpelem os ginásios e que lhes dêem conhecimento de situações de abuso. Ao aparentemente agirem de forma concertada, os ginásios deixam na prática pouca margem de acção os clientes. Não faço ideia se haverá algo predefinido na lei fiscal que possa ser feito mas pelo menos reclamar e “tentar” outros ginásios para que não façam o mesmo de modo a captarem os clientes descontentes é uma opção. Outra é arranjar alternativas aos ginásios para a prática desportiva. Parece evidente que se trata de uma indústria repleta de exploradores sem escrúpulos. Pelo menos é a imagem que estão a passar.

