Exportações e Importações crescem cerca de 20% em janeiro de 2017

Os números impressionam pela magnitude: exportações e importações crescem cerca de 20%. Em janeiro de 2017, as exportações de bens superaram o registo de janeiro de 2016 com um crescimento recorde de 19,6%. As importações não se ficaram atrás, tendo crescimento, em igual período, 22,3% segundo os dados mais recentes divulgados pelo INE. É preciso recuar a maio de 2011 para encontrar um ritmo de crescimento homólogo das importações mais acentuado. O INE destaca que, em parte, esta evolução particularmente significativa está a ser ampliada pelo facto de janeiro de 2017 ter mais dois dias úteis do que janeiro de 2016, ainda assim, face à evolução dos últimos meses, parece confirmar-se uma tendência de forte dinamismo no comércio internacional.

Recorde-se que em dezembro de 2016, um mês já de forte dinamismo em ambos os pratos da balança comercial de bens, as exportações haviam aumentado 11,8% e as importações 12,6%.

Um número particularmente positivo – bem melhor do que o registado em dezembro, é o que se refere à balança comercial sem considerar os combustíveis. Neste sub-grupo, constata-se que as exportações estão a crescer mais do que as importações, algo que não sucedia nos últimos meses. O INE indica que, em janeiro de 2017, em termos homólogos:

“Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações cresceram 17,1% e as importações 14,6% (respetivamente +9,2% e +9,5% em dezembro de 2016).”

O INE destaca que o crescimento registado teve dois motores: foi transversal ao comércio intra e extra-comunitário ainda que com maior fulgor neste último, tanto para as exportações como para as importações.

 

O que estamos a exportar mais?

Há vários produtos com crescimentos muito significativos nas exportações. Destacamos aqueles que acumulam elevados incrementos em percentagem em termos homólogos com elevados incrementos em milhões de euros exportados em igual período. E os destaques vão para as exportações de:

  • Combustíveis com um aumento de 60% e mais €134 milhões;
  • Automóveis, tratores e outros veículos com um aumento de 28% que se traduziu em mais €102 milhões;
  • Máquina, Aparelhos e Materiais Elétricos com um aumento de 22% e €72 milhões;
  • Reatores Nucleares, Máquinas e aparelhos com uma umento de 20% e mais €48 milhões;
  • Plásticos com um aumento de 20% e mais €41 milhões;
  • Ferro fundido, ferro e Aço com um aumento de 88% e mais €54 milhões;
  • Gorduras e óleos animais e vegetais (onde se inclui o azeite) com um aumento de 74% e € 24 milhões.

 

O que estamos a importar mais?

Também nas importações há vários produtos com aceleração do ritmo de compra, contudo, neste caso há um tip ode produtos que assume um peso desproporcionadamente superior, os combustíveis. Em todo o caso ,seguindo o mesmo critério usados para as exportações eis os destaque para as importações à luz dos dados de janeiro de 2017:

  • Combustíveis com um aumento de 105% e mais €389 milhões;
  • Automóveis, tratores e outros veículos com um aumento de 31% que se traduziu em mais €161 milhões;
  • Máquina, Aparelhos e Materiais Elétricos com um aumento de 27% e €93 milhões;
  • Reatores Nucleares, Máquinas e aparelhos com uma umento de 26% e mais €91 milhões;
  • Ferro fundido, ferro e Aço com um aumento de 23% e mais €35 milhões;
  • Gorduras e óleos animais e vegetais (onde se inclui o azeite) com um aumento de 64% e € 22 milhões.

 

Paises de origem e destino

Nesta última análise que destacamos damos a palavra ao INE:

“Tendo em conta os principais países de destino em 2016, em janeiro de 2017 apenas as exportações para Itália diminuíram em comparação com o mesmo mês de 2016 (-2,4%), tendo os maiores aumentos sido registados nas exportações para Espanha, Alemanha e França. Os 10 principais países de destino em 2016 diferem dos de 2015 (utilizados nas divulgações anteriores) pelo facto de Angola ter descido da 6ª para a 8ª posição e pela substituição da China por Marrocos, na última posição.

Nas importações, no âmbito dos maiores países fornecedores em 2016, apenas dois países registaram decréscimos face ao mês homólogo de 2016: Espanha (-4,8%) e Itália (-4,1%). Os restantes países registaram aumentos, com maior destaque para o acréscimo registado nas importações provenientes da Alemanha. Face à lista de 2015, os 10 principais países fornecedores em 2016 evidenciam uma alteração nas duas últimas posições, com a saída de Angola e dos Estados Unidos e a entrada, em sua substituição, da Rússia e do Brasil.”

 

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