Exportações de bens em máximos de abril de 2013 – Dezembro de 2016

É preciso recuar até abril de 2013, no caso das exportações e até abril de 2015, no caso da importações, para encontrar dados oficiais com taxas de crescimento superiores aos registados pelo INE em relação a dezembro de 2016. Novembro de dezembro de 2016 foram, de longe, os meses que registara maior dinamismo, tanto nas exportações, quanto nas importações ao longo do ano de 2016.

NOTA: O título e o primeiro parágrafo foram corrigidos pois havíamos comparado erradamente os valores mensais de dezembro de 2016 com uma série de valores homólogos que resultavam de médias trimestrais e não de observações mensais efetivas.

 

Exportações de bens em máximos de abril de 2013

As exportações de bens crescerem 11,8% em termos homólogos (7,8% em novembro) enquanto as importações aumentaram 12,6% (8,7% em novembro). Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações aceleraram entre novembro e dezembro de 8,2% para 8,9% enquanto que as importações desaceleraram de 10,6% em novembro para 9,1% em dezembro.

Exportações e Importações de bens em recorde de seis anos
Exportações e Importações de bens em recorde de seis anos. Fonte: INE

 

Em termos de grandes categorias o INE destaca que:

Em dezembro de 2016, nas exportações destaca-se que todas as categorias económicas aumentaram face ao mês homólogo de 2015, tendo os maiores aumentos sido registados nos Combustíveis e lubrificantes (+55,9%), Fornecimentos industriais (+8,3%) e Material de transporte e acessórios (+19,7%).

Nas importações, em dezembro de 2016 em relação ao mesmo mês de 2015 os maiores aumentos verificaram-se nos Combustíveis e lubrificantes (+40,1%), Material de transporte e acessórios (+27,3%) e Máquinas e outros bens de capital (+15,6%). De notar que as importações de Combustíveis e lubrificantes não registavam um aumento desde maio de 2015.

Estas evoluções são compatíveis com uma aceleração global da atividade económica no país e nos mercados com os quais Portugal tem maiores relações comerciais.

De facto, o INE sublinha que:

Tendo em conta os principais países de destino em 2015, em dezembro de 2016 nas exportações registaram-se acréscimos em todos esses parceiros face ao mesmo mês de 2015, tendo as exportações para Espanha, Alemanha e Estados Unidos sido as que mais aumentaram.

Nas importações, no âmbito dos maiores países fornecedores em 2015, em dezembro de 2016 apenas dois países registaram reduções face ao mês homólogo de 2015: Angola (sobretudo devido aos Combustíveis e Lubrificantes) e Espanha. Os restantes países registaram aumentos, com maior destaque para a Alemanha.

Em virtude de o ritmo de crescimento das importações ser ligeiramente maior do que o das exportações, o saldo da balança comercial degradou-se um pouco, em €181 milhões (€84 milhões se excluirmos combustíveis e lubrificantes).

A taxa de cobertura para o trimestre terminado em dezembro de 2016 fixou-se nos 81,1% que compara com 82,3% no trimestre homólogo. Continuando a análise trimestral, constata-se que as exportações de bens cresceram 4,9% e as importações de bens aumentaram 6,4%, em termos homólogos.

 

Resultado do ano 2016:

Apesar de forte aceleração no segundo semestre, a média anual revela uma desaceleração das exportações de bens quando a comparação é feita com o ano ano completo de 2015: 0.9% em 2016 compara com 3,7% em 2015. Algo parecido com o que sucedeu com as importações:  que aumentaram 1,2% em 2016 (+2,2% em 2015).

O saldo da balança comercial foi mais deficitário em € 281 milhões.

 

Falta ainda conhecer o balanço do último mês e do ano completo quanto às exportações e importações de serviços. Considerando os 11 meses já conhecidos, a sua evolução deverá ser suficiente para melhorar significativamente o balanço global do comércio internacional.

Mais informação no sítio do INE.

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