Défice público nos 1,7% no 3º trimestre de 2016

As Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional do INE divulgadas a 23 de dezembro de 2016 revelam que o défice público atingiu os 1,7% no 3º trimestre de 2016 o que conduz a um défice publico para os primeiros 9 meses do ano de 2016 de 2,5%.

Recorde-se que o governo tinha orçamentado um défice público para 2016 de 2,2% no orçamento do estado para 2016, valor que veio a ser revisto em alta para 2,5% e aceite pela comissão europeia.

Com estes dados, atendendo ao perfil habitual da despesa e receita no último trimestre de cada ano e considerando igualmente algumas medidas extraordinárias adicionais que estão em curso (como o PERES e o programa de reavaliação de ativos) é bastante provável que o défice venha a ficar claramente abaixo dos 2,5%, mais próximo da meta inicial, o que a suceder seria uma situação sem qualquer outros registo histórico comparável em termos de magnitude.

 

Défice público nos 1,7%

Os dados divulgados pelo INE nas suas Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional seguem a convenção das contas nacionais aceites pelas instituições europeias e utilizada para comparar a situação em diversos países, ou seja, seguem os critério de Maastricht e não o lógica de caixa ou de contas públicas (presente na síntese de execução orçamental).

Os dados finais do défice pública serão conhecidos no final de março de 2017.  Um défice público trimestral de 1,7% é, de longe, o valor mais baixo dos três trimestres de que há já registo relativamente a 2016.

Recorde-se que o défice no 1º semestre de 2016 havia sido de 2,8% e que nos primeiros 9 meses de 2015 o défice se havia fixado nos 3,4%.

 

Poupança das famílias aumenta

O INE informa ainda que a taxa de poupança das famílias aumentou ligeiramente atingindo os 4%.

“A taxa de poupança das Famílias fixou-se em 4,0%, mais 0,1 p.p. que no trimestre precedente, refletindo um crescimento ligeiramente mais elevado do rendimento disponível comparativamente com o da despesa de consumo final (0,8% e 0,7%, respetivamente). A capacidade de financiamento das famílias passou de 0,6% para 0,8% do PIB no 3º trimestre de 2016, enquanto os saldos das sociedades não financeiras e das sociedades financeiras estabilizaram em 0,4% e em 3,3% do PIB, respetivamente.”

 

Pode ler a publicação completa no sítio do INE.

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