Simulador para calcular ganhos com os Certificados do Tesouro (revisto)

30/06/2010 por Monica · Deixe um comentário
Arquivado em: Dinheiros 

(revisto em 4 de Julho de 2010) A poucas horas do início da comercialização dos Certificados do Tesouro (CT) decidimos preparar um Simulador dos Certificados do Tesouro (Excel) que permitirá ao potencial investidor determinar de forma bastante aproximada qual será o retorno a obter para diferentes prazos de investimento. O simulador do IGCP não está ainda disponível.

Terá apenas de introduzir três dados: o montante a investir, o mês de subscrição (inevitavelmente o mês de Julho de 2010, até avançarmos no calendário) e a data (mês-ano) prevista para o resgate.

O Simulador dos Certificados do Tesouro (Excel) encontra-se em versão beta pelo que poderá conter ainda alguns imprecisões. Em todo o caso cremos que é superior à oferta para já disponível.

Actualizaremos este simulador regularmente, pelo menos até haver um simulador oficial disponível e à medida que forem sendo actualizadas as taxas de juro aplicáveis. Será assim um simulador residente na nossa página de simuladores que lançámos recentemente e que conta neste momento com perto de duas dezenas de simuladores para as mais variadas situações (fiscalidade, subsídios, investimentos, etc.).

 Esperemos que seja útil e contamos com os vossos contributos para melhorar a ferramenta dentro das nossas possibilidades, naturalmente. Bons negócios!

Certificados do Tesouro pagam 1,25% nos primeiros anos

30/06/2010 por Monica · Deixe um comentário
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ. 

O IGCP acaba de divulgar a taxas de juro adequadas a cada prazo de permanência que se aplicarão aos Certificados do Tesouro (CT) cuja comercialização amanhã se inicia.

Eis o comunicado do IGCP:

 “Para as subscrições de certificados do Tesouro em Julho de 2010 a:

Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 10 anos – 5,50%”

Taxa ilíquida dos juros distribuídos anualmente do 1.º ao 5.º ano – 1,25%

Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 5 anos – 4,45%

Como se pode verificar os CT não são concorrenciais com muitos dos depósitos a prazo existentes no nosso mercado para prazos de permanência até 4 anos inclusive (consulte as páginas das instituições financeiras aqui referenciadas). Se mantiverem a aplicação durante pelo menos 5 anos, ao passar a pagar todo o período a uma taxa anual de 4,45% já se justificará pensar duas vezes, ainda que a opção não seja linear.

Na realidade, a opção dependerá das suas expectativas de evolução das taxas de juro e, consequentemente dos produtos concorrentes como os depósitos a prazo. Dependerá também da sua avaliação de risco de cumprimento por parte do Estado versus Instituição Finanaciera colocadora dos depósitos. Nos próximos dias apresentaremos aqui algumas comparações numéricas para facilitar o desenho de cenários.

Entretanto, não se esqueça,  a taxa de retenção do IRS vai aumentar para 21,5%. As taxas aqui apresentadas são brutas pelo que deverá deduzir 21,5% aos juros para obter o seu retorno líquido.  Bons negócios!

Barclays posiciona-se para aproveitar fraqueza dos bancos locais

Na sequência do artigo anterior (“Quer spreads baixos? Então não vá a bancos portugueses“) eis outra notícia envolvendo um banco estrangiero. Desta feita é o Barclays, um dos bancos mais activos no período pós-Leahman Brothers, que se posiciona para atacar os mercados Português, Espanhol e Italiano com redobrada energia. Na peça do Sunday Times citada pelo Diário Económico:

os planos do Barclays têm como intenção tirar partido do momento de fraqueza dos bancos locais nos três mercados do sul da Europa.

Em suma, o sector financeiro nacional tem um caminho possível cada vez mais estreito e ingreme. Este é o tempo para ver de que é que os banqueiros nacionais são feitos. Manterão a lógica pura de “cobradores de taxas” ou conseguirão surpreender emagrecendo e tonificando a sua capacidade?

Tabela de Alimentos disponibilizada online

O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge disponibiliza na internet vasta informação sobre as características de centenas de alimentos. Na página da Tabela de Alimentos poderá tirar teimas sobre a composição dos alimentos, o acervo é impressionante.
Proteínas, Gordura, Hidratos de carbono, Ácidos orgânicos, Álcool, enfim, tudo o que pode precisar de saber para definir ou respeitar uma dieta equilibrada. Esta informação recolhida é também utilizada, entre outros, para definir um cabaz alimentar que garanta a subsistência, sendo possível, em coordenação com outros institutos que recolhem informação de preços (como o INE) definir um valor monetário, acima do qual se poderá ultrapassar uma situação de inidgência absoluta em termos alimentares.

Eis alguns detalhes do processo de recolha de dados:

“(…) A maioria dos alimentos estudados foi adquirida em lojas, supermercados e mercados de diversas regiões do país, principalmente nas áreas da Grande Lisboa e do Grande Porto. Para a maior parte dos alimentos foram analisadas no mínimo cinco amostras, pelo menos para alguns dos nutrientes.

Todos os componentes são referidos a 100 g de alimento edível, com excepção das bebidas alcoólicas em que os nutrientes são referidos a 100 ml.”

As novas portagens e subida dos combustíveis poderão ser uma oportunidade para a CP?

Há uma sensação de inevitabilidade no ar quanto ao alargamento das portagens em todas as Auto-Estradas do país. Pensando na pequena fortuna que o migrante luso pagará sempre que quiser ir à sua segunda casa na província, recordo os tempos em que usava com frequência o comboio para ir de Lisboa a Castelo Branco (Penamacor para ser mais concreto). O serviço era a todos os títulos horrível (5 a 6 horas de comboio com uma paragem no Entroncamento que podia atingir as 3 horas ). Estávamos nos anos 80 e eu, petiz, via tudo como uma grande aventura. A paisagem do Tejo, a descoberta de Almourol, os penhascos de Ródão… Bom, nem tudo era mau, mas o Comboio não era uma alternativa desejável. Singrava porque a automobilização ainda não se tinha generalizado.

Hoje, com alguma sorte, é certo, é possível fazer o mesmo percurso em pouco menos de 3 horas, sensivelmente o mesmo tempo que se leva de automóvel caso se cumpra o código da estrada. Mas subsiste um problema: a oferta radicular chegando-se a metrópole no interior. Não há oferta a preço digno e em horários compatíveis para distribuir os passageiros que pretendam deslocar-se para concelhos vizinhos. O problema de escala não será inócuo, a operação dificilmente é rentável. Mas poderá isso mudar com o aumento do custo do automóvel potenciado, quer pelas novas portagens prometidas, quer pelo expectável aumento do custo do combustível?

Não é impossível que nos próximos anos o tráfego rodoviário de particulares encolha por via de um maior espaçamento do regresso ao interior. Não que a vontade de viajar diminua mas porque simplesmente o custo assim o ditará. Desconfio que poderia (poderá) haver aqui uma oportunidade para a CP nos troços recentemente modernizados, algo que, contudo, só poderá ter sucesso se combinado com novas soluções de distribuição radicular junto das estações de referência o interior.

Automóveis de aluguer low cost que poderiam servir a população sazonal nas viagens locais durante férias e afins poderia ser uma solução a combinar com o transporte ferroviário mais económico e confortável de longo curso (e por muitos preferido ao rei e senhor autocarro). Caro Sérgio Bastos, responsável pelo sempre muito bem informado Low Cost Portugal, que ofertas há aquém e além fronteiras em termos de low cost automóvel em interligação com Comboios?

Telefónica revê preço da Vivo em alta na véspera da Assembleia Geral da PT

29/06/2010 por Mapari · 1 comentário
Arquivado em: Dinheiros, Empresas 

Talvez mobilizados pelo sucesso no futebol, talvez crentes numa derrota provável caso não tirassem novo coelho da cartola, a Telefónica acaba de comunicar à PT (que fez publicar na CMVM) o novo preço que oferece pela Vivo – a operadora de telecomunicações brasileira na qual PT e Telefónica têm partes iguais e que a segunda quer comprar à primeira. Eis um excerto do comunicado:

A Portugal Telecom, SGPS SA (“PT”) informa ter recebido hoje da Telefónica um preço revisto para a aquisição da participação de 50% detida pela PT na Brasilcel (“Oferta”). O novo preço é de 7,15 mil milhões de Euros e é válido até 2 de Julho de 2010. Os demais termos e condições da proposta recebida a 1 de Junho de 2010 mantêm-se inalterados. Esta nova oferta será apreciada pelos Accionistas na Assembleia Geral da Accionistas que irá decorrer a
30 de Junho de 2010.

Eis o comunicado completo.

Temos então uma subida global de cerca de 25% sobre o valor inicial oferecido, sendo esta a segunda revisão do preço. Aconteça o que acontecer, o negócio está a ser bem regateado.

Nova obrigação fiscal: declaração de Rendimentos e retenções a taxas liberatórias (act.)

29/06/2010 por Monica · Deixe um comentário
Arquivado em: Dinheiros, Legislação 

Ontem foi notícia a obrigatoriedade de dar conhecimento ao fisco dos rendimentos de capitais, nomeadamente os valores de IRS retidos na fonte provenientes de investimentos em aplicações financeiras.
Hoje temos a portaria publicada em Diário da República: Portaria n.º 454-A/2010: Aprova a declaração modelo n.º 39 , «Rendimentos e retenções a taxas liberatórias» e respectivas instruções de preenchimento.

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