Défice orçamental português em 2007: 2,6% (actualizado)

O INE acabou de divulgar através da primeira notificação do Procedimento dos Défices Excessivos que o défice de 2007 se fixou em 2,6%. Para 2008 prevê-se que o défice não vá além dos 2,4% do PIB (dados da responsabilidade do Governo).

Adenda: ena, ena, em menos de um segundo o governo reviu a meta para 2008:2,2%.

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4 comentários

  1. Jazp said:

    caro rui
    este número não espanta ninguém, foi tão cozinhado como todos sabemos.
    já muitos disseram e agora volto a repetir, estamos nesta situação de défice excessivo porque queremos, infelizmente países como a Grécia, Espanha, Itália e mesmo a França tiveram problemas nos défices, mas não foram eles a informarem o Eurostat, só nós é que fazemos comissões de inquéritos para "lixar" o governo anterior e reafirmar a necessidade de reformas que doutra forma não tinha justificação.
    por exemplo, foi aumentado a taxa normal do IVA para combater o défice e reafirmou-se que quando tudo melhorasse baixaria, e agora? Podemos sempre justificar com os ginásios (que não baixaram os preços) e com os stands de automóveis (que também não baixaram os preços com a alteração fiscal) e assim dizer que não vale a pena baixar a taxa normal do IVA pois isso não terá repercussões nos consumidores. Será verdade, será que nós, os portugueses, somos tão "fraquinhos" que não reclamamos esta inoperância da concorrência.
    os portugueses são aqueles que mais ataca a nossa fragilidade.

  2. Jazp said:

    caro Rui
    isto é que é falhar online, confesso que não estava, mas devia estar, à espera desta descida tão imediata.
    A campanha eleitoral dita o timing…

  3. Carlos said:

    Caro Rui Cerdeira,

    Quando se avançam tais números, sou por natureza algo desconfiado, pois sei que a qualidade e relevância da informação estatística não igual em Portugal, França ou em Angola.

    Sei também que as metodologias também divergem e que há sempre uma plástica nestas coisas. Quando em tempos idos para estudar a evoluão do consumo e dos padrões do mesmo, por exemplo, através das Contas Nacionais, deparei-me com tantas alterações que achei tudo tão vergonhoso… Podiamos ter adopatado mais cedo padrões internacionais nas contas, mas não fizemos e fomos fazendo remendos ao longo dos tempos, que dificultam a comparabilidade e fiabilidade das conclusões.

    Estes número valem o que valem e tal como a inflação… O implicito suplanta o explicito. Ou provem-me, irrefutavelmente que assim não é?

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