Marés-vivas no mercado financeiro internacional

07/09/2008 por RCB
Arquivado em: Mercados 



Parecem ainda não ter acabado as “marés-vivas” no mercado financeiro internacional. É oficial, o governo norte-americano vai nacionalizar as duas principais sociedades de concessão de crédito do país:

“(…) Citado pela agência AP, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, afirmou hoje que a administração Bush decidiu intervir para impedir o colapso dos dois colossos do crédito imobiliário, cujas consequências seriam catastróficas.

A intervenção estatal poderá custar milhares de milhões de dólares aos contribuintes norte-americanos, mas o custo de uma falência de uma destas sociedades seria ainda mais pesado, garantiu Paulson.

«A Fannie Mae e o Freddie Mac têm uma dimensão tal que a falência de um deles causaria uma enorme turbulência nos mercados financeiros, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro», afirmou o responsável, numa intervenção televisiva.

«A falência (de uma das instituições) afectaria a capacidade dos americanos de obter créditos à habitação, empréstimos automóveis e crédito ao consumo», acrescentou Paulson. (…)”

In Agência Financeira.

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Comentários

3 Comentários on Marés-vivas no mercado financeiro internacional

  1. maria fernanda costa on Mon, 8th Sep 2008 22:17
  2. Ora, ora… Chegando a hora, os bons e belos “liberalíssimos” dão bons exemplos…

  3. Paulo Fernandes on Wed, 10th Sep 2008 06:56
  4. Gostava de perguntar uma coisa aos doutos bloggers. Barack Obama advoga que os cortes que vai fazer nos impostos pagos por 95% da pop. americana farão a economia crescer. Tendo em conta a posição do Partido Socialista português, actualmente no Governo, quem é que, afinal de contas, tem razão?

  5. Rui Cerdeira Branco on Wed, 10th Sep 2008 23:51
  6. A pergunta pressupõe que um esteja certo. Podem estar ambos certos e ambos errados. A economia portuguesa e norte-americana têm realidades bem distintas. A mesma medida aplicada num lado e noutro pode ter efeitos antagónicos ou não.
    Haverá por aí quem se atreva a ir além desta tripla?

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