A próxima depressão: Quais os melhores investimentos para períodos de estagflação?
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Em períodos de estagflação, a bolha está nas matérias-primas.
Para sair do «crash» bolsista do ano 2000, os bancos centrais aumentaram a oferta monetária, cortaram as taxas de juro para os mínimos das últimas décadas, colocando-as abaixo da taxa de inflação e da taxa de crescimento económico. Tudo isto para estimular a economia. Novamente foi gerada uma bolha no imobiliário e as bolsas recuperaram.
Agora os banqueiros centrais estão preocupados com a inflação. Foram eles que a criaram. Muitas pessoas contraíram empréstimos que não podem pagar, com taxas de juro artificialmente baixas. Agora começam a sofrer as consequências.
Segundo o economista John Williams, da Shadow Government Statistics, nos EUA, a inflação está a tocar nos 11%, muito acima do que é anunciado. Isto significa que a economia americana já está em recessão. Todos os consumidores sabem por experiência própria que os preços estão a subir anualmente muito acima dos 2% ou 3% oficialmente anunciados. Os bancos centrais vão ter de subir as taxas de juro antes que os preços se descontrolem completamente.
And now… For something completely different
Eis um ranking positivo para animar o dia.

Por decreto proíbe-se mais uma comissão bancária
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“Os bancos estão proibidos de cobrar, a partir do dia 25 de Setembro, comissões na renegociação de contratos de crédito à habitação ou na sua transferência para outras instituições de crédito, refere a «Lusa».”
Assim começa a peça da Agência Financeira onde se cita a Lusa. A banca encontrará onde recuperar as comissões, ainda assim, quanto a esta em concreto devo sublinhar que não era de prática generalizada ainda que muitos bancos tenham prescindido de uma possibilidade que acautelaram nos contratos que firmaram. Neste caso o funcionamento do mercado não bastou ao governo.
Arredondamentos: quanto e como reaver o dinheiro?
O processo não se adivinha fácil e duvido que os bancos envolvidos actuem mediante a simles reclamação dos seus clientes mas a DECO e a SEFIN lá vão labutando no sentido de criarem condições para que os clientes bancários com crédito à habitação que nos últimos 10 anos viram as suas taxas de juro de referência sofrer arredondamentos (sistemáticos) por excesso possam ter sucesso nas suas reclamações.
Hoje via Agência Financeira tivemos conhecimento de algumas dessas medidas, nomeadamente a existência de um simulador (da DECO) que apura quanto cada um terá a haver caso tenha sido sujeito a arredondamentos nos seu crédito à habitação, bem como uma carta tipo a enviar à instituição bancária exigindo a devolução. Mais detalhes em “Arredondamentos: saiba quanto pode receber de reembolso“.
Mais pobres (antes do apoio do Estado) e mais duplo emprego
Mais portugueses recorrem ao Rendimento Social de Reinserção e mais portugueses acumulam mais do que um emprego. Duas notícias que surgem no mesmo dia. Seria curioso perceber quantos avitam cair na primeira situaçã precismente por cairem na segunda.
Eis os dois leads para as duas notícias:
PIB resiste, inflação e desemprego com notas positivas
Num dia de prato cheio em termos de estatísticas económicas divulgadas pelo INE (PIB, Inflação e Desemprego) o balanço final não é tão mau quanto se adivinhava.
A inflação homóloga está em queda, o desemprego idem e o PIB não confirmou as expectativas de que estaria em forte deterioração no 2º trimestre. Se, como aqui se chegou a alvitrar, este deveria ser o pior trimestre do ano, então, a confirmar-se, não estaremos mal de todo no final do ano, particularmente atendendo às más notícias que já estão a chegar da vizinhaça. No início de Setembro saberemos mais detalhes.
Inquérito às Despesas das Famílias – 2005/2006
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Provavelmente o mais importante inquérito do INE e a 2ª mais relevante opreação estatística – logo a seguir ao recensseamento geral da população – conheceu hoje a sua divulgação alargada no sítio do INE.
Deste inquérito sai matéria-prima vital para actualizar o Índice de Preços no Consumidor (taxa de inflação) com uma estrutura de despesa mais recente, produzindo também informação fulcral para o desenho de outros inquéritos como seja o Inquérito Mensal de Conjuntura aos Consumidores. O resto é um manancial riquíssimo de dados estatísticos que permitem afinar e detalhar a imagem do país e dos portugueses, pelo menos de 5 em 5 anos.
Haja quem a explore, é para isso que ela é recolhida. Mais informação no sítio do costume: Inquérito às Despesas das Famílias (IDEF 2005/2006).
Barclays Bank: Quanto custa a publicidade negativa na Net?
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O António Dias continua a acompanhar os desenvolvimentos do caso Barclays e analisa os danos potenciais da publicidade negativa que vai proliferando online.
Eis um excerto do artigo completo, “Resultados do Google custam milhares de euros ao Barclays Bank“ que podem ler no Marketing de Busca e SEO:
“Talvez haja no Barclays Bank quem se sinta com sorte nesta rábula que o Pedro Rebelo tem exposto no Browserd porque os media e os “principais” blogs portugueses têm passado ao lado desta incrível reclamação do Pedro.
Só se sentirão com sorte se ainda não souberem que a displicência e arrogância com que a reclamação foi tratada pelo Barclays custam milhares de euros por mês ao banco. (…)”
Será que está a surgir um mercado de arrendamento?
Nesta peça do Diário Económico, Corte no crédito à habitação faz disparar arrendamentos, lê-se ente outras que:
“(…) “O que os clientes querem é rendas baratas em edifícios bons e bem localizados. E a verdade é que agora os proprietários estão sensíveis a baixar as rendas”, esclarece Ana Paula Trindade, da IN’S, uma consultora especializada no arrendamento e que actua na linha do Estoril. Este facto permite que haja famílias a conseguir um apartamento dos segmentos A e B, pelo preço de um do segmento médio. Como exemplo, refere o caso de um T3, que pode ser num condomínio, que custava 1.500 euros/mês. Nesta altura, os valores baixam facilmente para os mil euros e mesmo para os 800 euros. “Agora um apartamento médio-alto é acessível a um cliente médio”, refere. (…)”
Quanto do PIB escapa à economia formal?
Eis um estudo que tenta resonder.
“A economia informal, ou seja aquela que não é declarada, tem um peso de 22,3 por cento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) oficial, valores que se referem a 2002 e 2003 e que estão muito acima da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), situada nos 16,4%. (…)”


