Fernando Ulrich e Joe Berardo - o caso Millenium BPI

No meio de um processo de corte entre duas instituições bancárias e seus respectivos accionistas, o administrador do pretendente vai à TV debater, entre outros, com accionistas do pretendido.

Há por aqui qualquer coisa de histórico nesta realidade. Podemos até acreditar que a atomização da posse dos bancos via pequenos accionistas leva a estes métodos eleitorais, contudo essa visão perece-me fantasiosa. Os pequenos accionistas e o free float são uma gota de água nestes mares.

Permanece o facto e provavelmente outro destinatário: o cliente. E talvez outro objectivo: a imagem das instituições. Se assim for este programa de TV será um mal necessário? Talvez letras de gente mais tarimbada neste meandro expliquem a coisa aos leigos.

Inegável o risco deste espectáculo sem rede, daí talvez o achar bizarro ou mesmo exótico.

Fez-se história, os negócios seguem dentro de momentos.

Publicado em 30 October , 2007 | Arquivado em Empresas, Instituições Financ. |

Comentários

Um comentário a “Fernando Ulrich e Joe Berardo - o caso Millenium BPI”

  1. A singularidade lusa na responsabilização da gestão das empresas - Economia & Finanças - Todo o economista é um leigo, todo o leigo é economia em 12 November, 2007 5:31 pm

    [...] linha com o que aqui se escreveu na passada terça-feira, “Fernando Ulrich e Joe Berardo - o caso Millenium BPI“, uma síntese acutilante que se pode ler hoje no Jornal de Negócios. “(…) O modelo [...]

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