Quando se saberá a verdadeira história da política monetária do BCE?
Arquivado em: Dinheiros, Economia Internacio., Instituições Financ.
Continuo às escuras, desconfiado que a verdadeira justificação para a subida das taxas de juro será outra, ou que, pelo menos, não serão as tão apregoadas armas de destruição massiva tensões inflacionistas que ainda ninguém viu, a justificar a continuação da subida das taxas de juro na área euro.
Hoje tivemos mais episódios pouco esclarecedores.
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Comentários
7 Comentários sobre Quando se saberá a verdadeira história da política monetária do BCE?
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João on
Sun, 29th Apr 2007 22:35
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Rui MCB on
Wed, 2nd May 2007 23:46
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João on
Fri, 4th May 2007 14:01
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João on
Fri, 4th May 2007 14:03
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Rui MCB on
Fri, 4th May 2007 22:40
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João on
Sat, 5th May 2007 17:24
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Rui MCB on
Sun, 6th May 2007 09:40
Procure na net pela evolução do valor do agregado M3 na zona Euro, se ainda assim não perceber experimente fazer uma Licenciatura em Economia.
AH!!!! Então é isso!!! Está TUDO explicado.
Dê-me só um bocadinho mais de crédito por favor. A mim e a mais uns quantos que andam com o nariz cada vez mais torcido.
Já agora, onde me recomenda fazer a licenciatura de economia?
Dou-lhe todo o crédito que merece um “economista não académico”, seja lá o que isso for.
Copiado de http://www.bde.es/infoinst/funciones/monetare.htm
Portanto, não se esqueça do 1.º pilar, porque se já consultou o crescimento do M3 nos últimos 6 meses percebe de onde vem a cautela do BCE.
Cumprimentos
A citação não ficou bem, quis copiar o seguinte da referída página:
—-
The monetary policy strategy pursued by the Eurosystem, i.e. the set of criteria and procedures whereby it takes decisions on how to reach its end-target, rests on two pillars.
* Monetary aggregates.
(…)
* Use of other indicators
(…)
João,
Um “economista não académico” é por exemplo um que não se basta com axiomas académicos como os citados (os tais pilares). Se se der ao trabalho de consultar outros escritos sobre o mesmo tema, que encontra nestas páginas deste site, verá que defendo que a missão do BCE é manifestamente insuficiente, no mínimo deveria ser complementada com algo parecido com o que o FED se propõe fazer: colocando o objectivo da estabilidade monetária em constante confronto com o crescimento económico e com a evolução de indicadores não monetários como sejam a taxa de desemprego. Mal de nós se acreditarmos que a evolção de 1 (um) indicador económico relativo à circulação da moeda bastasse para sustentar toda a uma política monetária e calasse toda a crítica que disputa com uma bateria de outros indicadores e perplexidades um caminho tão estreito de metas e acções.
Era bom que uma licenciatura bastasse como garantia de conhecimento. Fiquei sem saber que escola de economia recomenda…
1.º Quanto aos objectivos do BCE
Não estou de acordo que a política monetária deva ser usada senão para garantir a estabilidade de preços. Não concordo que O BCE deva ter uma política cambial para o euro, muito menos que nos seus objectivos se devam incluir metas de crescimento económico ou outros indicadores com o mesmo fim.
Sejamos claros: o BCE deve-se preocupar com a oferta de moeda.
2.º Os pilares não são axiomas académicos
Os 2 pilares são escolhas e foram publicados para que não haja dúvidas quanto aos objectivos do BCE e quanto aos factores que determinam a sua política. Ao definir tão claramente as linhas com que se cose, o BCE não dá margem para a especulação sobre a sua política. A “verdadeira história da política montária do BCE” está lá, preto no branco.
3.º Quanto à escola que recomendo
Não respondi à provocação porque não quero fazer a apologia desta ou daquela escola.
Não conheço suficientemente as escolas que temos em Portugal.
Sei apenas que fui bem servido quando me licenciei.
Concordo consigo quando diz que a licenciatura não é uma garantia de conhecimento, mas pelo menos deveria ser a garantia de que se saberia o que é a Economia, e porque é uma ciência.
Uma coisa é certa: enquanto área do saber, não existe Economia não-académica!
Sobretudo choca-me a maneira empoeirada como se proclama um “economista não-académico”.
Daí ter presumido que não teria formação superior nesta área, ou se teria, não a teria aproveitado!
Cumprimentos,
Caro João,
Uma da caracteristicas que percebi faltarem a muitos economistas e aprendizes de economia quando fiz o curso e principalmente posteriormente (depois de ouvir tantos colegas a falar) é uma espantosa falta de humildade/ excesso de certezas que só consigo perceber perante a ignorância face à própria história económica ou então… perante conveniências de outra natureza que têm pouco a ver com uma perspectiva de análise económica com objectivos latos: análise científica, acção prática com vista a objectivos generalistas de melhoria do bem estar global, etc (e nã confunda isto com quaqer funçã de utiidade calcável,é mesmo só para opôr à lógica alternativa do interesse particular do próprio “economista”).
Acho que faz todo o sentido pôr em causa a política monetária do BCE mais que não seja para que se verifique a propriedade de opções que poderá vir a provar-se torarem-se desadequadas (ou mais desadequadas) com o passar do tempo (isto de lidar com o social é sempre uma caixinha de surpresas em que as leis de ontem podem sair furadas amanhã, digo eu) e com o empirismo.
Naturalmente o João é livre de defender a actual política do BCE e os seus pilares fundadores tal como eu posso defender que talvez esteja a faltar qualquer coisa no enquadramento da política económica comuntária. Ter uma instituição que se preocupa exclusivamente com um objectivo parece-me muito académico… Como se tudo o resto permanecesse constante (ceteris paribus, remember?) ou os interrelacionamentos se procesassem de acordo com leis imutáveis nem havendo a necessidade de observar como o resto dos indicadores económicos evoluem.
O melhor que podemos fazer é trocar argumentos e tentar encontrar provas factuais para fazer a discussão. Tenho pena que tenha presumido tanta coisa ruim do meu provocador “não-academismo”. Parce-me que não é bem aquilo que presumiu.
Cumprimentos.
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